BRASÍLIA (Reuters) - A petroleira norte-americana Chevron evitou questionar as medidas restritivas às suas operações no Brasil anunciadas pelo governo na quarta-feira e afirmou que o principal objetivo agora é entender a geologia e o motivo do vazamento no campo do Frade, na bacia de Campos.
O presidente da Chevron para a região de América Latina e África, Ali Moshiri, encontrou-se nesta quinta-feira com o ministro de Minas e Energia brasileiro, Edison Lobão, e disse que a empresa será "paciente" sobre o processo que apura o vazamento de óleo no campo de Frade, que opera na bacia de Campos.
"Não estamos planejando retomar as perfurações até que possamos entender completamente a situação", afirmou Moshiri a jornalistas ao chegar ao ministério para reunião com Lobão.
Segundo ele, a empresa já havia se preparado para interromper os trabalhos na área.
Questionado também sobre a negativa da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) sobre pedido para explorar o pré-sal, ele afirmou: "vamos esperar, somos pacientes".
INOCENTE
Após a reunião, Moshiri classificou a conversa como "ótima". Ele informou ao ministro que a mancha de óleo foi reduzida a menos de um décimo de barril de óleo. Moshiri evitou responder se vai recorrer das multas aplicada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Ele disse apenas que a empresa está analisando as multas -o Ibama já aplicou uma de 50 milhões de reais e a ANP deve aplicar mais duas de até 50 milhões de reais cada uma.
O ministro Edison Lobão não soube responder se a Petrobras, sócia da Chevron no poço com 30 por cento, vai dividir o pagamento das multas, mas disse que a estatal brasileira arcará com parte do prejuízo pelo fim das atividades no poço.
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