domingo, 21 de agosto de 2011

Tabagismo

RIO - Um estudo descobriu que o risco de mulheres que fumam desenvolverem câncer de bexiga é maior do que se imaginava, com o hábito sendo responsável por metade dos casos no sexo feminino. A probabilidade de elas sofrerem da doença agora é comparável à dos homens. O aumento pode ser resultado da maior prevalência do fumo entre elas, demonstrados em pesquisas anteriores.

RISCO TAMBÉM NOS PULMÕES:Mulheres fumantes têm dobro do risco dos homens de desenvolver câncer de pulmão

A pesquisa, feita pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos e publicada na edição desta terça-feira da revista "American Medical Association", usou dados de cerca de 450 mil pessoas que participaram de um estudo com questionários iniciados em 1995 e acompanhados até 2006. Enquanto pesquisas anteriores mostravam que apenas 20% a 30% dos casos de câncer de bexiga em mulheres eram causados pelo tabagismo, esses novos dados indicam que o fumo é responsável por cerca da metade dos casos de tumores malignos nessa região em mulheres - similar à proporção encontrada em homens nesse mesmo estudo e em anteriores.

Os pesquisadores comentaram o grande risco representado pelo tabagismo, chamado de excesso de risco, para o câncer de bexiga:

- Fumantes em nosso estudo apresentaram um excesso de risco da doença quatro vezes maior, comparado a um risco três vezes superior em estudos anteriores. A associação mais forte entre fumo e câncer de bexiga é possivelmente devido a mudanças na composição dos cigarros ou dos hábitos de tabagismo ao longo dos anos - disse o autor do estudo, Neal Freedman. - As taxas de incidência de câncer de bexiga nos Estados Unidos têm estado relativamente estáveis nos últimos 30 anos, apesar de as taxas de tabagismo terem diminuído em geral. O maior risco, em comparação com estudos relatados em meados dos anos 90, pode explicar porque os números de câncer de bexiga não diminuíram.

Embora tenha havido redução nas concentrações de alcatrão e nicotina nos cigarros, houve um aumento aparente na concentração de certas substâncias cancerígenas associadas ao câncer de bexiga.




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