RIO - Um possível retorno da ex-prefeita de Magé Núbia Cozzolino para o cargo de inspetora escolar da Secretaria estadual de Educação - função que ela não exerce desde 1999 - pode representar o último degrau de uma queda considerável em sua condição social. Para ficar à frente da gestão da cidade da Baixada, ela recebeu, até ser cassada no ano passado, cerca de R$ 10 mil mensais. Ou seja, segundo a classificação do IBGE, estaria na classe A. Voltando às origens, ela passará a ganhar, como inspetora, cerca de R$ 1.200. Levando- se em conta que esta seria sua renda total familiar, ela ficaria ali no limite entre as classe C e D.
Segundo a Secretaria de Educação, o destino de Núbia ainda é uma incógnita. Ela exercia recentemente o cargo de assessora do irmão Anderson Cozzolino, que estava à frente da cidade até terça-feira. O prefeito eleito de Magé, Nestor Vidal, já disse que não a quer em seus quadros. Mas a comunicação oficial do prefeito deve vir nos próximos dias. Como é funcionária do estado desde 1977, Núbia pode até requerer a aposentadoria em vez de voltar às atividades.
A Secretaria estadual de Educação tem 18 funcionários cedidos para exercerem mandatos do Legislativo ou no Executivo. Entre eles está a prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset, que é professora da rede estadual e está emprestada sem receber vencimentos. Há ainda 13 secretários municipais de Educação, cujos salários eram pagos pelo estado até janeiro deste ano, quando foram suspensos.
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