quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Bill Gates busca reinventar el inodoro

Nic Halverson

Depois de revolucionar o mundo da computação com a Microsoft, Bill Gates agora pretende revolucionar o vaso sanitário.

A Fundação Bill e Melinda Gates lançou recentemente a competição “Reinvente o Vaso Sanitário”, que já concedeu US$ 3 milhões a pesquisadores de oito universidades dedicados a criar um novo trono de cerâmica. O desafio? Desenvolver um vaso sanitário econômico, que não precise ser conectado a um sistema de esgotos, utilizar água ou a rede elétrica.

O programa pretende atender a uma necessidade básica de quase 40% da população mundial, que não tem acesso a vasos sanitários com descarga. Nos países em desenvolvimento, bilhões de pessoas não contam com vasos sanitários seguros e ligados a uma rede de esgoto.

A presidente do Programa de Desenvolvimento Global da fundação, Sylvia Mathews Burwell, abordou o assunto na conferência sobre higiene e saneamento AfricaSan 2011, em Kigali. Segundo um comunicado à imprensa da fundação sobre sua palestra, Burwell afirmou: “Nenhuma inovação nos últimos 200 anos salvou mais vidas do que a revolução sanitária desencadeada pela invenção da latrina. Mas ela não foi longe o bastante e alcançou apenas um terço do mundo. Do que precisamos agora é de novas abordagens, novas ideias. Em resumo, temos que reinventar o vaso sanitário”.

Um dos projetos utiliza um painel solar para acionar um sistema eletroquímico. No interior do vaso, eletrodos produzem reações químicas que o enxaguam e transformam os resíduos orgânicos em dióxido de carbono e hidrogênio, que podem ser armazenados em uma célula de combustível para uso noturno.

“Podemos limpar a água da descarga com o mesmo nível de uma estação de tratamento”, declarou ao New York Times o desenvolvedor do vaso, Michael R. Hoffman, professor de Ciência Ambiental do Instituto de Tecnologia da Califórnia.

Hoffman, que recebeu US$400 mil pelo projeto, disse que os protótipos do vaso sanitário solar podem custar até US$5 mil, mas acredita que os preços devem cair com a produção comercial em larga escala. Ele também afirmou que os custos operacionais totalizariam alguns centavos por dia.

[Via New York Times]

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