Imagem da Quinta do Grilo, depois de denúncia da prática de prostituição por parte de residentes. Alegadamente, as janelas e as marquises de alguns apartamentos servem de montraFotografia © Rui da Cruz - Global Imagens
A prostituição no bairro da Quinta do Grilo, em Viseu, que tem motivado queixas de moradores e o aumento de policiamento, é "um mau exemplo para os menores", disse hoje o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).
Manuel Morujão salientou que este caso "diz respeito às autoridades públicas", que a Igreja espera "que tratem bem da situação", não estando em causa "uma moral espartana", mas sim "o respeito às famílias e essencialmente aos menores".
O padre sustentou ainda que "tudo o que puderem fazer as autoridades públicas para dar estabilidade às famílias, a Igreja [Católica] e a sociedade em geral agradecem".
A PSP de Viseu tem em curso uma investigação ao bairro da Quinta do Grilo, conhecido como zona de prostituição, mas o seu comandante admite que é "difícil recolher prova" porque a atividade se pratica dentro de apartamentos.
"Não há ali prostituição a céu aberto, nas ruas. É uma prostituição encapotada, o que em termos de investigação se torna muito mais complicado", disse, na segunda-feira à Lusa o comandante Victor Rodrigues, na sequência de novas queixas de moradores daquele bairro.
Há vários anos que moradores daquele bairro residencial, situado junto ao Hospital de S. Teotónio, se queixam do mau ambiente gerado depois de várias prostitutas terem ido morar para lá, tendo feito abaixo-assinados e apresentado queixas na PSP.
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