quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Integração do Rio São Francisco: governo liberou, em 2011, R$ 226 milhões; meta é investir mais R$ 800 milhões

Posted: 02 Aug 2011 04:22 PM PDT

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, apresentou nesta terça-feira (2/8), em Brasília (DF), balanço do andamento das obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco, que beneficiará 12 milhões de pessoas no semiárido nordestino. Fernando Bezerra informou que houve reajuste de 36% em relação aos custos iniciais, o que acrescentou recursos de R$ 771 milhões às obras.

O ministro garantiu, entretanto, que não há sobrepreço nem superfaturamento em nenhum desses contratos. De acordo com ele, a elevação do custo é resultado da variação dos índices de preços do setor da construção civil que, desde o período das primeiras licitações, contaram com uma variação de 39%.

“Os preços de serviço foram aprovados por órgãos de controle”, afirmou.

Fernando Bezerra informou, ainda, que desde 2007 até 30 de junho deste ano, foram empenhados R$ 3,7 bilhões, sendo que R$ 2,4 bilhões já foram pagos. Somente em 2011, foram liberados R$ 226 milhões; a estimativa do governo é investir outros R$ 800 milhões até o fim do ano para alcançar uma execução orçamentária semelhante à de 2010, que foi R$ 1,034 bilhão. O empreendimento deverá ser concluído até o fim de 2015.

“Essas medidas são o nosso primeiro passo em direção a aumentar a competitividade do Brasil”

Posted: 02 Aug 2011 02:43 PM PDT

Logo após o lançamento do Plano Brasil Maior, nesta terça-feira (2/8), no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff concedeu uma rápida entrevista aos jornalistas. Entre outros temas, ela falou sobre a estratégia brasileira para o enfrentamento à crise econômica internacional e sobre a importância do Brasil Maior. Leia os trechos da entrevista:

Jornalista: De que maneira o Brasil pode enfrentar essa crise [financeira mundial]?

Presidenta Dilma Rousseff: Com essas medidas [contidas no Plano Brasil Maior] e com todas as outras que nós vamos tomar daqui para frente. Nós não temos a pretensão de ter, com essa medida, resolvido os problemas. Essas medidas são o nosso primeiro passo em direção a aumentar a competitividade do Brasil, a partir da inovação, da exigência de agregação de valor e do combate a práticas fraudulentas reais no que se refere à concorrência.

Jornalista: o Supersimples vai sair essa semana?

Presidenta Dilma Rousseff: Não, na outra semana. Na próxima terça-feira, a gente lança o Supersimples [alterações no regime especial de arrecadação de tributos junto a microempresas e empresas de pequeno porte].

Jornalista: E a desoneração da folha, já tem previsão de quando começa?

Presidenta Dilma Rousseff: Não, nós iremos fazer como está lá na proposta. Nós vamos fazer um acompanhamento. Vamos criar uma comissão tripartite -- empresários, trabalhadores e o governo – e acompanhar as medidas para nos assegurar, sempre, que não terá efeitos sobre a previdência. Então, isso requer que a gente tenha bom senso e cautela na adoção [das medidas].

Jornalista: A população brasileira está muito preocupada em relação a casos de corrupção.

Presidenta Dilma Rousseff: Nós combateremos sistematicamente. O governo não irá abraçar nenhum caso de corrupção. Mas o governo também não irá se pautar por medidas midiáticas no combate à corrupção. Nós combateremos efetivamente.


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