A brasileira Giovanna S. da F., de 38 anos, cujo corpo foi achado no último sábado em uma área de floresta no centro da Espanha, foi morta afogada e esfaqueada no dia 25 de julho supostamente pelo ex-marido, um espanhol que permanece detido. Um porta-voz da Polícia Civil espanhola informou à Agência Efe que o suposto homicida, de primeiro nome Manuel, madrilenho de 51 anos, teria matado a ex-mulher na cidade de El Atazar, a 80 quilômetros ao norte de Madri, e depois envolto o corpo em uma manta e o levado de carro até uma floresta do município de Peñalba de la Sierra, na província de Guadalajara.
O suspeito negou na segunda-feira a participação direta no fato após depor por 45 minutos para a autoridade judicial, que decretou sua prisão provisória sem direito a pagamento de fiança. Segundo nota do Tribunal Superior de Justiça de Madri, pesa sobre ele em princípio a acusação de homicídio, mas conforme avançam as investigações podem ser atribuídos outros delitos.
Com base nas informações do departamento de Governo para violência de gênero, o crime ocorreu em 25 de julho, embora o corpo só tenha sido encontrado em 6 de agosto, quando o suposto assassino guiou os agentes até o local onde havia escondido.
Moradores da cidade de El Atazar declararam que o casal chegou há alguns meses à localidade e vivia em uma casa alugada. A dona de um comércio dos arredores contou que o homem seguiu levando uma vida normal até ser detido, duas semanas depois do crime.
Os funcionários da Assembleia de Madri fizeram ao meio-dia de segunda-feira cinco minutos de silêncio em repulsa pela morte da mulher. A Embaixada do Brasil tenta localizar os familiares da vítima para saber se faz a repatriação do corpo.
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