sexta-feira, 17 de junho de 2016

10 bizarras epidemias misteriosas

A medicina avançou nos últimos dois séculos de forma impressionante. Apesar de ainda haver muitas doenças que ainda são incuráveis, pelo menos entendemos cada vez mais sobre elas e como controlá-las.
Mesmo assim, volta e meia ainda aparecem epidemias que não se encaixam nos conhecimentos da medicina. Algumas delas, que incluem sintomas como histeria ou alucinação em massa, só podem ser explicadas como fenômenos psicológicos. Outras são ainda mais misteriosas, pois não seguem nenhuma lógica. Confira 10 epidemias que ainda não foram completamente explicadas:

10. A doença do meteorito de Carancas

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Em 15 de setembro de 2007, um meteorito caiu perto do vilarejo de Carancas, no Peru, perto da fornteira com a Bolívia. O impacto criou uma cratera, e na época foi relatado que água fervente começou a sair dela, assim como gases “fétidos”.
Depois do impacto, 200 moradores do local que haviam se aproximado da cratera começaram a exibir sintomas inexplicáveis. Eles sentiam dores de cabeça, náusea, vomitavam e tinham diarreia. Os doentes invadiram os postos de saúde local, que não foram suficientes para atender a todos. Tendas de emergência tiveram que ser erguidas para o atendimento.
Trabalhando nas construções com os vidros das janelas quebrados pelo impacto, os médicos discutiram os estranhos casos, sem conseguir explicar o que estava acontecendo. Uma das hipóteses foi apresentada pela cientista Luisa Macedo, que argumentou que a água exposta pelo impacto tinha altas concentrações de arsênico, e que o vapor de água vindo da cratera estava contaminado.
Outros, como José Ishitsuka, do Instituto Peruano de Geofísica, discorda desta hipótese, argumentando que o impacto do meteorito não seria suficiente para fazer tanta água contaminada evaporar a ponto de envenenar 200 pessoas.

9. A epidemia do besouro

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Esta é bem estranha. A epidemia do besouro se refere a um incidente que aconteceu no verão de 1962, quando uma trabalhadora de uma indústria têxtil relatou que foi picada por um tipo de inseto perigoso. Convencida de que o último lote de tecido vindo da Inglaterra estava infestado por insetos desconhecidos, a mulher se recusou a voltar ao trabalho.
Ela sentiu dor de cabeça, tontura e um eczema doloroso. Em pouco tempo, mais de 50 colegas dela também insistiam que foram picados pelo besouro.
A fábrica foi fechada para inspeção, e inspetores do Centro de Controle de Doenças de Atlanta investigaram o problema. Para a surpresa deles, não foi encontrada nenhuma evidência de que este inseto sequer existia. Os inspetores encontraram apenas dois insetos que picam na fábrica toda, e nenhum causava os sintomas descritos.
Para afastar qualquer dúvida, eles decidiram dedetizar as instalações. O curioso vem agora: depois da dedetização, mais nenhum trabalhador reclamou das picadas.

8. A epidemia de risadas de Tanganyika


No mesmo ano, em 1962, um pequeno vilarejo na Tanzânia observou um comportamento muito estranho nas alunas de uma escola interna só para meninas.
No dia 30 de janeiro, três meninas começaram a rir histericamente. A direção da escola não deu muita atenção ao fato, já que adolescentes reunidas tendem a ter este comportamento. No final do dia, porém, havia 95 alunas – metade do total – se acabando de dar risada. Se você pensa que no final do dia esses risadas diminuíram, está muito enganado.
Elas continuaram rindo sem parar por mais dois meses. Imagine que desagradável para quem não estava achando graça. No dia 30 de março, a escola foi fechada por preocupação com a saúde das meninas.
Elas foram então enviadas para vilarejos diferentes, já que a direção da escola achou que separá-las acabaria resolvendo o problema. Mas isso não aconteceu. Elas infectaram as pessoas dessas outras vilas, e logo havia uma epidemia de risadas.
No mês de maio, 200 pessoas na vila de Nshamba riam histericamente, e logo 14 outras escolas também foram fechadas. Até hoje, não há uma explicação para este comportamento.

7. A doença do sono de Kalachi


A pequena cidade de Kalachi, no norte do Cazaquistão, também enfrentou uma epidemia inexplicável. Lá, a partir de 2013, os residentes têm entrado em sono profundo, semelhante ao coma, que pode durar por dias inteiros.
Quase 25% dos residentes da cidade sofreram pelo menos um episódio de sono profundo nos últimos anos, e pesquisadores não sabem explicar por que.
Algumas causas em potencial foram consideradas e rejeitadas. O professor Leonid Rikhvanov, cientista russo especializado em geoquímica, afirmou em uma entrevista que ele acredita que a origem deste problema está em uma mina abandonada de urânio, que fica perto do vilarejo.
Ele acredita que o gás possa estar funcionando como um gás anestésico. Mas o governo do Cazaquistão não se convenceu com esta explicação. Por via das dúvidas, a cidade está sendo evacuada aos poucos.

6. A epidemia de desmaios de West Bank

desmaios epidemia
No final do mês de março de 1983, uma aluna palestina da cidade de Arrabah começou a tossir incontrolavelmente, até que desmaiou. Em horas, outras meninas da mesma escola sentiram os mesmos sintomas. Em algumas semanas, mais de 900 pessoas em vilarejos diferentes sofreram desmaio.
Os moradores da região estavam convencidos que estavam sendo envenenados pelos inimigos de Israel. Logo o pânico se espalhou, e 250 tiveram tosse e desmaio ao ver um carro soltando fumaça pelo escapamento passar pela rua.
Investigadores analisaram a escola onde o problema começou, e não encontraram nenhuma contaminação além de traços de sulfato de hidrogênio, que é frequente em banheiros mal lavados. Mais tarde o episódio foi classificado como histeria coletiva.

5. A dança de Kolbigk

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Esta é uma epidemia antiga, de 1518. Ela aconteceu em Strasbourg, uma cidade francesa que na época era comandada pelo Império Romano. Em uma rua estreita da cidade, uma mulher conhecida como Frau Troffea começou a dançar loucamente sem parar. Ela continuou assim por seis dias. Quando ela finalmente conseguiu parar, o problema se espalhou para outras pessoas.
Em uma semana, 40 pessoas dançavam sem controle pelas ruas. No fim daquele mês, 400 pessoas estavam afetadas, sendo que algumas chegaram a morrer de fadiga.
Essa não é uma epidemia única. Em 1021, um grupo de 18 homens da cidade alemã de Kolbigk começaram a dançar na frente da igreja deles, impedindo o padre de trabalhar.
Furioso com o comportamento deles, o padre os amaldiçoou e afirmou que eles faziam a dança do diabo. Apesar de menos gente ser afetada neste caso, a epidemia durou muito mais. Quase um ano inteiro!

4. O choque do Pokémon

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Desta você deve se lembrar, já que o caso é relativamente recente e na época ficou muito famoso. Em 1997, a febre entre as crianças era assistir ao desenho Pokémon. Um dia, cerca de 700 crianças foram levadas ao hospital quando o episódio “Dennon Senshi Porygon” foi exibido na TV.
O acontecimento foi chamado de Choque do Pokémon. As crianças tiveram ataques epiléticos que especialistas acreditam que foram causados pelas luzes piscantes e repetitivas das cenas.
Outro caso que começou com um programa de TV foi o da novela portuguesa Morango com Açúcar, em 2006. Um dos episódios mostrou um vírus potencialmente mortal que se espalhou pela escola das personagens.
Pouco tempo depois, pessoas que acompanhavam a novela passaram a exibir os mesmos sintomas das personagens. Claro que a doença era fictícia, e a audiência se deixou levar pela história.

3. A doença do suor


A doença do suor afetou mais de mil pessoas na Europa nos séculos XV e XVI. Vários sintomas eram atribuídos a esta doença, desde paralisia até a paranoia. Os mais comuns eram suor excessivo, rosto vermelho, sede constante, febre, dor de cabeça e falta de ar.
Na época, acreditava-se que a doença havia sido levada da Inglaterra para a França por mercenários durante a Guerra das Rosas. Ao contrário das outras epidemias descritas aqui, essa realmente matava, com taxa de mortalidade de 50%. A maioria das pessoas morria em poucas horas, às vezes em até duas ou três horas depois de apresentar os primeiros sintomas.
Um fato muito estranho sobre esta doença é que ela desapareceu completamente por cem anos e depois reapareceu. Desta vez, a doença continuou presente até o final da Primeira Guerra Mundial, com um surto especialmente terrível em 1906, que infectou 6 mil pessoas. Depois disso, desapareceu outra vez. Esperamos que ela não volte nunca mais.

2. Síndrome do cabeceio


Esta síndrome faz com que o paciente fique “pescando”, mesmo que não esteja com sono. Isso acontece porque em alguns momentos a pessoa fica sem força para se manter em pé, e mal consegue sustentar a cabeça quando está sentada. Muitas delas sofrem quedas e ficam com cicatrizes na cabeça e outras partes do corpo.
Essa triste síndrome acomete crianças entre 5 e 15 anos de idade em alguns vilarejos dos países africanos Uganda, Sudão do Sul e Tanzânia.
Além da fraqueza muscular, a criança tem o crescimento afetado e sofre convulsões constantes. Ao examinar o cérebro dessas crianças, fica claro que as ondas cerebrais não estão normais, e apesar dos pacientes parecerem bem, sofrem pequenas convulsões praticamente o dia inteiro.
A doença foi identificada pela primeira vez em 1962. Apesar de estarem longe de entender a causa da doença, os pesquisadores têm uma pista: ela pode estar relacionada ao parasita Onchocerca volvulus, causador da oncocercosa. Esta doença também é conhecida como “cegueira do rio” ou “mal do garimpeiro”. É transmitida pelo mosquito Simulium damnosum, também conhecido como borrachudo.

1. Dromomania

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Em 1886, um homem chamado Jean-Albert Dadas chegou a um hospital no sudeste da França com exaustão física e sem memória de como foi parar lá. E esta não foi a primeira vez que isso aconteceu. Com frequência ele acordava e descobria que havia andado centenas de quilômetros em um estado de sonambulismo.
Uma vez em 1881, ele acordou e descobriu que havia andado da França até a Rússia sem se lembrar. Esta doença é chamada de dromomania – uma doença inexplicável classificada como “desejo incontrolável de viajar ou andar por aí”.
Também chamada de “turismo patológico”, a doença chegou a atingir vários franceses no final do século XIX. Em uma conferência psiquiátrica em Nantes em 1909, vários pesquisadores tentaram entender a doença, apresentando transtornos que eles acreditavam que causava a dromomania.
O último caso registrado da doença aconteceu poucos meses depois da conferência, mas nenhum tipo de cura foi descoberto. Esse mistério ainda não foi solucionado. [ListVerse]
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