sexta-feira, 6 de maio de 2016

Polícia apura se tráfico motivou mortes no Alto do Cabrito

  • Ederson (E) e Marcos Vinícius foram retirados de um campo por homens encapuzados e executados - Foto: Lucas Melo | Ag. A TARDE
    Ederson (E) e Marcos Vinícius foram retirados de um campo por homens encapuzados e executados
Em um campo de futebol na Rua F, no Loteamento Bela Vista do Lobato, no Alto do Cabrito, um grupo de amigos 'batiam um baba' por volta das 9h45 da noite da quinta-feira, 5, quando alguns homens encapuzados chegaram ao local, selecionaram quatro jovens entre os demais e os balearam.
Uemerson da Silva Cruz, de 15 anos, Marcos Vinícius Neres dos Santos, 25, Ederson Santos de Jesus, 23, não resistiram aos ferimentos e morreram. Apenas um adolescente de 17 anos sobreviveu ao crime. Atingido no tórax, ele foi encaminhado ao Hospital do Subúrbio (HS), onde até a noite desta sexta, 6, permanecia internado.
Segundo informações da Polícia Civil, antes de serem baleados, os rapazes foram  obrigados a virar de costas e colocar as mãos em uma parede. A polícia não soube informar se eles eram os alvos dos criminosos ou se foram escolhidos aleatoriamente.
Após o crime, o bando fugiu em um veículo preto de dados não anotados. Informações dão conta de que o crime foi praticado por traficantes de drogas da localidade do Inferninho, no bairro de Marechal Rondon. No entanto, as Polícias Civil e Militar não confirmam a versão.
"Ainda estamos investigando. Não afirmamos nada, mas, também não descartamos nada. Estamos apurando tudo", ponderou o major Carlos Humberto, comandante da 14ª CIPM (Lobato).
Clima de revolta e comoção
Os corpos de Uemerson, Marcos Vinícius  e de Ederson foram sepultados na tarde desta sexta, no Cemitério Municipal de Pirajá, sob um clima de muita revolta e comoção.
Familiares dos jovens não aceitaram falar com a reportagem. Apenas uma vizinha afirmou que eles eram pessoas de bem e não se envolviam com  a criminalidade. Ela não soube informar a motivação, nem a autoria do crime.
A Polícia Civil não informou se as vítimas tinham registro policial. O caso é investigado pelo delegado Reinaldo Mangabeira, da 3ª Delegacia de Homicídios Baía de Todos os Santos (DH/BTS). Até a noite, nenhum suspeito havia sido preso.

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