sexta-feira, 6 de maio de 2016

Após afastamento determinado pelo STF, petistas pedem anulação dos atos de Cunha

Estadão Conteúdo
Assinada pelo deputado Afonso Florence, nota alega que atos de Cunha são passíveis de nulidade
Marcelo Camargo/ Agência Brasil 17.04.16
Assinada pelo deputado Afonso Florence, nota alega que atos de Cunha são passíveis de nulidade
No dia seguinte ao afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara dos Deputados, a bancada do Partido dos Trabalhadores pediu a anulação de atos tomados pelo peemedebista durante sua permanência no cargo, como a abertura do impeachment contra Dilma Rousseff, em nota divulgada nesta sexta-feira (6).

"Diante disso, evidencia-se a nulidade dos atos praticados pelo ex-presidente da Câmara: está agora reconhecido pelo STF que a própria denúncia do PSDB foi recebida como retaliação à decisão da Bancada do PT na Câmara dos Deputados, que votou pela admissibilidade da Representação contra ele no Conselho de Ética e também como meio de desviar a atenção da opinião pública sobre os crimes por ele cometidos", aponta o texto.Assinada pelo líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA), o texto reafirma que Cunha usou a influência de seu cargo para intimidar parlamentares e dificultar e retardar investigações contra ele, como o processo do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que se arrasta contra o peemedebista há seis meses.
Apesar de celebrar o afastamento, a nota lembrou que, apesar da decisão do Supremo, o destino final de Cunha ainda depende do andamento do processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética. E é esse o foco da pressão a partir de agora entre os aliados de Dilma.

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