Assinada pelo deputado Afonso Florence, nota alega que atos de Cunha são passíveis de nulidade
No dia seguinte ao afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara dos Deputados, a bancada do Partido dos Trabalhadores pediu a anulação de atos tomados pelo peemedebista durante sua permanência no cargo, como a abertura do impeachment contra Dilma Rousseff, em nota divulgada nesta sexta-feira (6).
"Diante disso, evidencia-se a nulidade dos atos praticados pelo ex-presidente da Câmara: está agora reconhecido pelo STF que a própria denúncia do PSDB foi recebida como retaliação à decisão da Bancada do PT na Câmara dos Deputados, que votou pela admissibilidade da Representação contra ele no Conselho de Ética e também como meio de desviar a atenção da opinião pública sobre os crimes por ele cometidos", aponta o texto.Assinada pelo líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA), o texto reafirma que Cunha usou a influência de seu cargo para intimidar parlamentares e dificultar e retardar investigações contra ele, como o processo do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que se arrasta contra o peemedebista há seis meses.
Apesar de celebrar o afastamento, a nota lembrou que, apesar da decisão do Supremo, o destino final de Cunha ainda depende do andamento do processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética. E é esse o foco da pressão a partir de agora entre os aliados de Dilma.
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