Banco Central tenta conter alta, mas
dólar volta a subir
A moeda americana fechou a R$ 1,895, com alta de 1,6%. A Bolsa de São Paulo levou um tombo: 4,83%.
A crise econômica internacional elevou o nível de tensão no mundo inteiro, nesta quinta-feira. As Bolsas de Valores tiveram desvalorizações em toda parte. No Brasil, o Banco Central agiu para tentar segurar a subida do dólar.
Operadores amanheceram de olhos arregalados.
"Vendi cinco milhões lá tá?”, diz um operador.
Às 9h, na abertura do
mercado, viram o dólar saltar de R$ 1,86 para R$1,95. Sem saber se o Banco Central deixaria a bola rolando solta, o mercado vivia uma expectativa.
“Estava esperando a atuação do Banco Central", diz outro operador.
E a notícia veio às 10h06. A Autoridade Monetária
anunciou uma operação que não fazia há dois anos. Vendeu US$ 2,7 bilhões em contratos futuros e acabou com a seca do mercado. Em dois minutos, a cotação voltou para R$ 1,91.
Às 11h26, tinha tanta gente vendendo dólar à procura de lucro que a BM&F interrompeu as operações por três minutos. O dólar oscilou menos durante a tarde. E fechou a R$ 1,895, com alta de 1,6%. Influenciada ????A Bolsa de São Paulo levou um tombo: 4,83%.
Foi dia nervoso como não se via há pelo menos dois anos no mercado financeiro aqui no Brasil. O dólar flutua agora em um patamar bem mais alto do que na semana passada. E como ele tem influência, de uma forma ou de outra, em praticamente todos os segmentos da nossa economia, o comércio e a indústria são obrigados a refazer suas contas.
“Essas mudanças súbitas de câmbio podem trazer lucro e prejuízos muito fortes, para quem deve em dólar, seja por importação seja por dívida. Mas para quem exporta ele está tendo resultado porque agora o preço dele está gerando mais reais por dólar do que ele tinha anteriormente”, diz Roberto Giannetti Da Fonseca, diretor da Fiesp.
Certo, por enquanto, é que a partida violenta no mercado de câmbio agora tem um árbitro. O Banco Central mandou seu recado.
““Agora a gente já tem certeza que o Banco Central está atento ao que está acontecendo aqui com a moeda, tirando do mercado aquela crença de que o governo não estaria preocupado com a alta do dólar”, aponta o operador de câmbio Jayro Rezende.
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