VIOLÊNCIA SEM FIM ! Motoristas e frentistas, alvos fáceis de bandidos nos postos de gazolina
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O Rio de Janeiro cada vez mais "pacificado"...
O Rio de Janeiro cada vez mais "pacificado"...
Reprodução do O Dia On line.


Rio - Em 30 de março, dois homens trocaram tiros com a PM e foram presos depois de assaltar o terceiro posto de combustível na Taquara, Jacarepaguá. Em 9 de abril, dois casos semelhantes aconteceram em Niterói. Em um deles, o sargento PM Celso de Jesus, 36 anos, foi assassinado. Os casos engrossam uma alarmante estatística. Levantamento de O DIA com base em dados do Instituto de Segurança Pública mostra que a cada cinco estabelecimentos comerciais roubados no Estado do Rio, um é posto de combustíveis. O estudo revela que, em janeiro, 14 pessoas tiveram o carro roubado e outras 21 foram assaltadas dentro de postos do estado.
M., 40 anos, foi vítima ao parar o carro no posto em que abastece há 10 anos. “Deixei o carro e fui sacar dinheiro no caixa automático da loja de conveniência. Quando voltei, os ladrões estavam rendendo o frentista. Levaram meu carro e o dinheiro dele e o meu. Dei sorte que o carro foi achado uma hora depois, perto de uma favela”, conta o comerciante, que mora e trabalha em Jacarepaguá.
A insegurança assusta clientes e funcionários. A frentista B., 26 anos, conta que foi roubada quatro vezes no mês de março. “Acontece sempre à noite. Eles encostam a moto para abastecer e levam tudo que temos. Morro de medo e entrego tudo rápido. Já perdi dois celulares”, detalha a funcionária de posto na Freguesia, também em Jacarepaguá, um dos bairros mais atingidos.
REEMBOLSO
Marcelo Fonseca, 33 anos, que trabalha em posto próximo à Central do Brasil, contou que recebe orientação do Sindicato dos Frentistas: “Pedem para a gente não ficar com mais de R$ 200 para troco. O sindicato cobre este valor se a gente registrar o roubo”.
A Secretaria de Segurança, em nota, informou que os indicadores de criminalidade não detectaram aumento de assaltos a postos. Segundo o órgão, os números revelam que a mesma quadrilha que assalta um posto também ataca uma padaria, um açougue e costuma agir de forma regional, seja num bairro ou numa rua. Segundo a secretaria, o planejamento do policiamento é feito por regiões, ou seja, de acordo com os ataques ao comércio em determinadas áreas.
Boa dica é se afastar sem a chave no painel
Postos de combustível são de fácil entrada e saída. “São estabelecimentos de fácil acesso, com empregados que têm dinheiro para troco e muitos funcionam 24h. De moto, o bandido ainda se protege de possível filmagem com o capacete”, explica o coronel PM José Vicente da Silva, ex-secretário Nacional de Segurança.
Segundo ele, as vítimas em potencial precisam ficar atentas a motociclistas, e os clientes dos postos devem sair do carro enquanto abastecem. “O ideal é que a pessoa se afaste do carro sem chave na ignição. De longe, se acontecer algo, ele verá e o ladrão não vai ter como levar o veículo sem a chave. Esses roubos são rápidos, o bandido quer pegar o possível e fugir”, diz.


Rio - Em 30 de março, dois homens trocaram tiros com a PM e foram presos depois de assaltar o terceiro posto de combustível na Taquara, Jacarepaguá. Em 9 de abril, dois casos semelhantes aconteceram em Niterói. Em um deles, o sargento PM Celso de Jesus, 36 anos, foi assassinado. Os casos engrossam uma alarmante estatística. Levantamento de O DIA com base em dados do Instituto de Segurança Pública mostra que a cada cinco estabelecimentos comerciais roubados no Estado do Rio, um é posto de combustíveis. O estudo revela que, em janeiro, 14 pessoas tiveram o carro roubado e outras 21 foram assaltadas dentro de postos do estado.
M., 40 anos, foi vítima ao parar o carro no posto em que abastece há 10 anos. “Deixei o carro e fui sacar dinheiro no caixa automático da loja de conveniência. Quando voltei, os ladrões estavam rendendo o frentista. Levaram meu carro e o dinheiro dele e o meu. Dei sorte que o carro foi achado uma hora depois, perto de uma favela”, conta o comerciante, que mora e trabalha em Jacarepaguá.
A insegurança assusta clientes e funcionários. A frentista B., 26 anos, conta que foi roubada quatro vezes no mês de março. “Acontece sempre à noite. Eles encostam a moto para abastecer e levam tudo que temos. Morro de medo e entrego tudo rápido. Já perdi dois celulares”, detalha a funcionária de posto na Freguesia, também em Jacarepaguá, um dos bairros mais atingidos.
REEMBOLSO
Marcelo Fonseca, 33 anos, que trabalha em posto próximo à Central do Brasil, contou que recebe orientação do Sindicato dos Frentistas: “Pedem para a gente não ficar com mais de R$ 200 para troco. O sindicato cobre este valor se a gente registrar o roubo”.
A Secretaria de Segurança, em nota, informou que os indicadores de criminalidade não detectaram aumento de assaltos a postos. Segundo o órgão, os números revelam que a mesma quadrilha que assalta um posto também ataca uma padaria, um açougue e costuma agir de forma regional, seja num bairro ou numa rua. Segundo a secretaria, o planejamento do policiamento é feito por regiões, ou seja, de acordo com os ataques ao comércio em determinadas áreas.
Boa dica é se afastar sem a chave no painel
Postos de combustível são de fácil entrada e saída. “São estabelecimentos de fácil acesso, com empregados que têm dinheiro para troco e muitos funcionam 24h. De moto, o bandido ainda se protege de possível filmagem com o capacete”, explica o coronel PM José Vicente da Silva, ex-secretário Nacional de Segurança.
Segundo ele, as vítimas em potencial precisam ficar atentas a motociclistas, e os clientes dos postos devem sair do carro enquanto abastecem. “O ideal é que a pessoa se afaste do carro sem chave na ignição. De longe, se acontecer algo, ele verá e o ladrão não vai ter como levar o veículo sem a chave. Esses roubos são rápidos, o bandido quer pegar o possível e fugir”, diz.
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