Ceará tem como meta imunizar 80% do público-alvo contra os três principais vírus da influenza
Começou, ontem, Dia D da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza ou Gripe, a imunização contra a doença no Ceará e em todo o Brasil. Em sua 14ª edição, a campanha, promovida pelo Ministério da Saúde em parceria com as secretarias estaduais e municipais de Saúde de todo o País, prossegue até o próximo dia 25.
A paulista Vera Lúcia Souza, de 69 anos, que vive em Fortaleza há dois anos, foi uma das pessoas com idade igual ou superior a 60 anos que foi ao Centro de Saúde Meireles, na Escola de Saúde Pública, para tomar a dose do medicamento. "Não importa o lugar em que a pessoa more, se é frio, se tem mudanças bruscas de temperatura ou se tem um clima maravilhoso, como aqui, em Fortaleza. A vacina contra a influenza é de suma importância, porque a gripe se adquire até por outros problemas, então, o risco é dobrado. Por isso, todos os anos eu venho tomar a vacina", afirma.
Na Capital, estão disponibilizados 92 postos de saúde, que funcionarão das 8h30 às 17h30.
A meta é imunizar contra influenza 80% do público-alvo, sendo 190.220 pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, 22.585 gestantes, 45.172 crianças de seis meses a menores de dois anos e 20.045 trabalhadores de saúde.
A vacina protege a população contra os três principais vírus que circulam no hemisfério sul: influenza tipo A (vírus H3N2-sazonal e H1N1) e tipo B (que causa problemas respiratórios graves, como pneumonia, e que podem levar à morte).
Preocupação
Segundo Vanessa Soldatelli, Coordenadora de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, o grupo que mais preocupa são as gestantes, que têm procurado menos os postos do que os idosos e crianças. "Principalmente, porque já tivemos casos de óbitos de H1N1 em gestantes", afirma. Ela atribui a ausência à falta de informação sobre a eficácia da vacina, que protege tanto a mãe quanto o bebê.
Outro esclarecimento que Vanessa faz é sobre a informação equivocada de que as crianças que recebem vacinação devem ter até dois anos. "Não é até dois anos e, sim, com menos de dois anos, ou seja, até um ano, 11 meses e 29 dias". Isso porque, de acordo com a coordenadora, as doses são produzidas em quantidade exata para os grupos mais vulneráveis determinados pelos Ministério da Saúde.
Outra dúvida do público-alvo é sobre o fato de contraírem gripo logo após a vacina. Foi o caso de Pedro Rodrigues Mourão, de 73 anos, que afirma ter vindo sempre às campanhas, mas percebe que, alguns dias depois, pega uma gripe. "Mas depois ela (a gripe) desaparece", disse. Vanessa explica que a vacina demora 15 dias para promover a imunização e, neste período, é possível a pessoa vacinada contrair um vírus, mas sem gravidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário