domingo, 6 de maio de 2012

CÂMARA DE CAXIAS VIVE CLIMA DE EMPEACHMENT

 A existência de um contrato de locação de 117 veículos para uso dos 21 vereadores, em 2011, que seriam  fornecidos pela empresa Locanty, levou um grupo de vereadores a organizar um momento para afastar do cargo o presidente da Câmara. A existência do movimento contra Mazinho foi anunciada pelos vereadores Leide e Grande em entrevista a um jornal carioca. Na reportagem que denunciava a locação dos veículos, Grande se disse contrário a tal arranjo, no que Mazinho sacou da gaveta um documento, em que 18 vereadores pedem a locação dos veículos.
Investigado pelo Tribunal de Contas do Estado, o contrato foi considerado irregular. Na visão dos técnicos do TCE, teria havido um sobrepeço de R$ 600 mil reais, responsabilizando no caso o presidente e a diretora da Câmara. Como o valor de mercado para 117 veículos do tipo popular seria de 192 mil reais, o TCE condenou os 18 subscritores do documento a devolverem esse valor à Câmara, pois não conseguiram provar que utilizaram os veículos alugados em serviços de interesse público. E a condenação pelo TCE, um colegiado, coloca os 18 vereadores na mira do Ministério Público Eleitoral e ao alcance da Lei da Ficha Limpa. Em outras palavras: os que assinaram o tal documento podem ser impedidos de disputarem a reeleição.
Pelo visto, nossos vereadores resolveram apelar para o suicídio político coletivo. Como o Legislativo é uma Casa de decisões coletivas, todos os seus atos são da responsabilidade solidária de todos os 21 vereadores. Se houve malfeitos, todos são responsáveis perante a Lei. A pretendida cassação do mandato de presidente da Câmara não terá o condão de perdoar ou anistiar os crimes que ali tenham sido praticados desde janeiro de 2009.

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