A cada hora, cinco casos de tráfico de drogas são flagrados pela polícia paulista. A informação, referente ao 1º trimestre deste ano, está em uma matéria publicada pelo Estadão deste final de semana (ontem). O crime de tráfico, afirma o jornal, foi o que mais cresceu nos últimos 12 anos em São Paulo. E, pior: expandiu-se em todas as direções do Estado.
Segundo os especialistas ouvidos pelo Estadão, o aumento da quantidade de drogas na região é inconteste. Dentre as várias causas para essa disseminação, eles apontam duas principais: a queda do preço dos narcóticos e uma maior pulverização da rede de distribuição operada, hoje, indiscriminadamente por jovens e idosos, homens e mulheres.
Guaracy Mingardi, ex-subsecretário nacional de Segurança Pública, conta que apesar da repressão ao tráfico ter aumentado nos últimos 12 anos, a quantidade de drogas em circulação cresceu. "Não se pode dizer que é apenas a ação da polícia a responsável pelo crescimento no número de flagrantes, porque aí poderia ter aumentado o preço. São as duas coisas", garante.
O problema está aí, portanto, a olho nu. Sobra droga nas mãos dos traficantes e a polícia não consegue dar conta da quantidade de entorpecentes em circulação em território paulista. Prova disso, aliás, é que a droga ficou mais barata. O preço da cocaína caiu 30% nos últimos anos, informa a matéria.
Governo Dilma desencadeia luta contra o crack
O número de flagrantes em São Paulo já é quatro vezes superior ao registrado no ano 2000. Apenas na região metropolitana, houve um aumento de seis vezes deste número nos últimos 12 anos. Na capital, ele foi 3,6 superior. E no nosso interior, os flagrantes foram 3,75 superiores aos feitos em 2000 - segundo a matéria, neste caso, devido à disseminação do crack no campo.
O tema preocupa e muito. Tanto que em dezembro do ano passado, o governo federal lançou o plano “Crack, é possível vencer”. A presidenta Dilma Rousseff destinou R$ 4 bi a este programa que vai incidir no tratamento dos usuários de crack, nas ações de prevenção e no enfrentamento do tráfico até 2014.
Estados e municípios, inclusive, contam com verbas para a instalação de 2.462 leitos em enfermarias especializadas nos hospitais do SUS, a criação de 308 Consultórios de Rua próximos aos pontos de consumo da droga e 175 Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) para Álcool e Drogas, 24 h, com capacidade de atendimento de 400 pessoas/dia cada um.
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