FICHA LIMPA COMEÇOU
A PURIFICAR A POLÍTICA
Apesar de todas as dificuldades, a Lei da Ficha Limpa começa a impor um novo padrão de comportamento a quem resolveu atuar na vida política do País. Por isso mesmo, é bom que pretensos candidatos tenham o máximo cuidado não só nas suas promessas que, segundo o povão, são dividas liquidas e certas, mas também com a propaganda antecipada, inclusive a montagem de escritórios eleitorais disfarçados de centros sociais.
Nesta segunda-feira (2), numa roda de cafezinho no "La Guimarães", conhecido serpentário político de Duque de Caxias, circulou um boato, com característica de informação privilegiada, de que, além de Washington Reis e Samuquinha, outra candidatura estaria subindo no telhado por conta de um cabeludo dossiê, que envolveria a contratação de funcionários para "trabalho de campo", mesmo antes das indispensáveis convenções partidárias. O informante só não soube esclarecer se o dossiê é uma iniciativa do Ministério Público Eleitoral ou de algum desafeto/adversário do candidato em questão.
Como deixou bem claro em uma reunião com dirigentes partidários em julho de 2011 a Juíza Natasha Tostes Gonçalves, da 126ª Zona Eleitoral, designada pelo TRE/RJ para coordenar a Fiscalização da propaganda eleitoral no município, a propaganda antecipada pode resultar na abertura de investigação, cujo final será a impugnação do pré candidato. O fato do ex presidente Lula e da então candidata Dilma Rousseff terem dado de ombros para as repetidas multas, todas aplicadas pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2010, não pode servir de proteção ou blindagem aos futuros candidatos, assanhados e despudorados, que tentam fazer gol antes do juiz dar início à partida.
A sabedoria popular lembra que todo apressado ou come cru, ou queima a língua. Esse bordão deve alertar os pré candidatos que eles são exatamente isso: pré candidatos! Como até a reprovação das contas das campanhas anteriores servirá de "agravo de pena" para os espertinhos, é bom que os candidatos tenham em mente que uma disputa eleitoral é apenas isso: uma disputa, não um vale tudo em que a compra de voto passe a ser apenas um pecado venial.

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