quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

SOS PMERJ: Prevenção para melhorar a saúde física dos servidores


O FLUMINENSE  
 

A Polícia Militar do Rio (PMERJ) está de olho na saúde dos seus servidores. Com o objetivo de prevenir a obesidade, doenças crônicas (como diabetes e hipertensão) e melhorar a qualidade de vida dos policiais, a corporação adotou um programa de saúde inédito, que conta com uma avaliação de saúde completa dos policiais.A meta é que, até o fim de 2013, os cerca de 45 mil policiais na ativa no Estado passem por um check-up, que inclui uma avaliação antropométrica (medição do índice de massa corporal, do percentual de gordura e da relação cintura/quadril); exame médico clínico; medição de pressão arterial; exame de sangue; orientação nutricional; avaliação odontológica e vacinação. Os PMs com mais de 40 anos ou com doenças cardíacas serão submetidos a um eletrocardiograma.

Após os resultados, cada um dos batalhões (ou unidade especial) terá um professor de educação física no local, aplicando um treino específico para o grupo, que será adaptado também às escalas dos policiais. Quem estiver apto vai poder se exercitar. Quem não estiver será encaminhado a um especialista.
Dados da Diretoria Geral de Saúde da PM mostram que os principais males que afetam a saúde dos policiais e geram afastamento são problemas ortopédicos e cardiovasculares, gerados, sobretudo, pelo excesso de peso, sedentarismo e tabagismo. Só no segundo trimestre de 2012, 4.001 policiais apresentaram problemas ortopédicos e 1.458 tiveram doenças do aparelho circulatório.
Os check-ups passarão a ser feitos na corporação anualmente, gerando para a PM um mapa da saúde dos policiais. Segundo a major Luciana de Oliveira, coordenadora do Centro de Educação Física da PMERJ, foi constatado, a partir das provas físicas feitas por eles, que os policiais têm dificuldades para subir muros, subir cordas e correr. Outra constatação é que grande parte dos policiais vive no sedentarismo, devido à falta de tempo e à correria da profissão. “A proposta é que os exercícios sejam lúdicos, para conquistar os policiais, não obrigá-los a se exercitar. Cada policial operacional carrega equipamentos que somam 20 quilos, então eles necessitam de condicionamento cardiovascular e preparo muscular para aguentar o tranco”, disse Luciana, uma das coordenadoras do programa.

Opiniões- Muitos dos policiais são como o sargento Alexandre Firmino, de 43 anos. Prestando serviço no 17º BPM (Ilha do Governador), ele faz patrulhamento de rua. Devido ao cansaço e, admite, a uma certa dose de preguiça, não pratica exercícios regularmente. “Tenho quase 17 anos de polícia e nunca fiz uma avaliação completa assim. É uma evolução, significa que a PM está mudando. Mas, para fazer exercícios com frequência, só se eu tivesse uma escala de trabalho mais tranquila”, comentou Firmino.
Já o cabo David Cardoso, de 38 anos, 11 na corporação, acredita que o programa deve ajudar a prevenir problemas de saúde. Praticante de musculação, de três a quatro vezes por semana, ele faz questão de ir malhar logo depois de cada plantão no 2º BPM (Botafogo). Mas admite que não vai tanto ao médico quanto gostaria: “É bom fazer este check-up, porque nosso dia a dia é muito corrido, às vezes até quero cuidar mais da saúde, mas não tenho tempo”, disse.

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