(Agosto) Manifestação do Black Lives Matter no estado de Nova York após o anúncio de um possível contraprotesto da Ku Klux Klan
A organização racista Ku Klux Klan na Carolina do Norte convocou para dezembro uma marcha para celebrar a vitória do republicano Donald Trump nas eleições presidenciais americanas.
Em sua página na internet, os Leais Cavaleiros Brancos do KKK da Carolina do Norte convocam a marcha para 3 de dezembro.
"Desfile Klan pela vitória em 3 de dezembro de 2016 na Carolina do Norte", anuncia a página.
"A raça de Trump uniu meu povo", acrescenta a convocação, acompanhada de uma ilustração de Trump em uma espécie de efígie, em que ele aparece majestoso, envolto pela legenda "presidente dos Estados Unidos".
Não foram divulgados mais detalhes sobre a caravana e o breve anúncio não informa nem a hora, nem o local da passeata.
Segundo o jornal local The News & Observer, os Leais Cavaleiros Brancos têm sede em Pelham, uma pequena cidade do norte do estado, na fronteira com a Virgínia.
No site, a organização descarta ser um "grupo de ódio", mas diz odiar "algumas coisas que certos grupos fazem contra nossa raça e nossa nação".
"Nosso objetivo é devolver a América à nação cristã branca", reforça a organização. "Isto não significa que queremos que nada de ruim aconteça às raças mais escuras. Simplesmente queremos viver separados delas".
A candidatura de Trump recebeu o apoio oficial do KKK, um apoio do qual sua campanha tentou se desligar nos meses que antecederam as eleições na terça-feira.
Além disso, em agosto, o supremacista branco e ex-líder nacional do KKK David Duke pediu votos para Trump.
"Se não detivermos a imigração em massa agora, eles serão mais que nós em nossa própria nação. Está acontecendo", disse Duke, em um áudio transmitido em telefonemas automáticos.
A porta-voz da campanha de Trump, Katrina Pierson, disse na ocasião à CNN que a gravação era "absolutamente inquietante".
Ku Klux Klan é o nome com o qual se identificam várias organizações de supremacistas brancos nos Estados Unidos. Eles justificam sua homofobia, anti-semitismo e racismo com passagens da Bíblia.
O grupo surgiu da Guerra da Secessão, quando a escravidão foi abolida, e marcou a história americana com seus frequentes linchamentos de negros no sul. A versão moderna adicionou à sua causa propósitos anti-imigração.
Crianças de 5, 7 e 9 anos, naturais do Brasil, terão sido mortas por asfixia pelo próprio pai que estava num processo de divórcio com a mãe.
Foi um cenário de horror aquele que os agentes policiais encontraram na manhã desta quarta-feira, 2 de Novembro, quando foram chamados para investigar um alegado suicídio na cidade de Jacaranda de Ponce, em Porto Rico. Três crianças com 5, 7 e 9 anos foram encontradas mortas na casa onde viviam com o pai. O homem, identificado como Erick Ramirez, de 50 anos, foi encontrado enforcado na mesma moradia. O #Massacre aconteceu horas antes da mãe regressar de uma viagem de trabalho.
De acordo com o chefe da polícia, o homem estava em liberdade sob caução devido a uma queixa de violência doméstica apresentada pela mulher, uma proprietária de um gabinete de estética e massagens de 33 anos de idade. O casal tinha agendada para o próximo dia 17 de Novembro uma audiência judicial no âmbito do referido processo.
Erick Gabriel, de 9 anos, Elin de 7 e Emanuele, de 5, naturais da região Sul de Santa Catarina (#Brasil) foram deixados à guarda da avó paterna pela mãe que teve de viajar para Los Angeles, para realizar um curso de formação. Os agentes policiais referem que existem fortes indícios que o homem, de nacionalidade norte-americana, terá estranguladoos filhos, cujos cadáveres foram encontrados na sala da residência, enforcando-se de seguida.
O experiente chefe da polícia, Jose Luis Caldero não conseguiu esconder a sua emoção perante o cenário horrendo que encontrou. Referiu que já encontrou cenários de crimes muito difíceis, mas quando envolve crianças ninguém está preparado. O policial adianta que as duas meninas e o menino estavam com os seus pijamas vestidos, parecendo que estavam a dormir, não tendo sido detectados sinais de uma alegada luta.
Aquele massacre deixou a comunidade local em estado de choque, com os vizinhos a assistirem incrédulos, em silêncio, às operações das autoridades. Também no local esteve o presidente da Câmara Municipal de Ponce que disponibilizou os serviços sociais para prestarem auxílio aos moradores. Também a escola que as três crianças frequentavam accionou o protocolo para aquele tipo de situação, prestando acompanhamento psicológico, às outras crianças, educadores e funcionários, designadamente aos que mais conviviam com as vítimas. Entretanto, a família materna já anunciou a sua intenção de iniciar o processo de transladação os corpos das crianças para o Brasil, onde deverão ser realizadas as cerimónias fúnebres.
O que é o Mayaro, vírus que pode estar se espalhando pelo continente e preocupa cientistas.
Image copyrightREUTERSImage captionO mosquito Aedes aegypti, que transmite a zika, a febre amarela e a chikungunya, também pode ser um vetor da febre mayaro
Primeiro foi o Chikunguya e, depois, o Zika. Agora, cientistas e epidemiologistas começam a se preocupar com outro vírus: o Mayaro.
Pesquisadores da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, anunciaram ter encontrado no Haiti um caso inédito de mayaro, doença caracterizada por uma febre hemorrágica similiar à da chikungunya.
Ainda que o vírus não seja totalmente desconhecido - foi detectado nos anos 1950 -, até agora só haviam sido registrados pequenos surtos esporádicos na região amazônica e seus arredores.
Especialistas alertam que este caso pode ser um indício de que o vírus está se espalhando e já começa a circular pela região do Caribe.
"Os sintomas são muito similares aos da chikungunya. Por isso, quando o paciente vai ao médico, pensam se tratar dessa doença e não sabem que é mayaro", disse John Lednicky, que liderou a equipe da universidade americana responsável pelo estudo.
Lednicky explicou não haver nenhum sintoma que distingua a chikungunya da febre mayaro. Ambas provocam febre, erupções na pele e dores nas articulações.
Em ambos os casos, os efeitos são mais prolongados do que em paciente com dengue e zika, chegando a durar de seis meses a um ano.
Image copyrightREUTERSImage captionAs dores causadas pelo Mayaro são mais prolongadas que as do Zika
"O que está acontecendo é que estamos nos deparando com pacientes que se queixam de erupções na pele e dores musculares prolongadas, mas os exames dão negativo para Zika e Chikungunya. Então, o que afinal eles têm?", disse Lednicky.
O preocupante é que o vírus detectado no Haiti é geneticamente diferente dos que haviam sido descritos previamente, esclareceu o especialista.
"Não sabemos se é um vírus novo ou uma nova cepa de diferentes tipos de Mayaro."
Casos de mayaro
O vírus foi descoberto em 1954 em Trinidad e Tobago, mas até agora só se sabia de surtos isolados na selva amazônica e em outras partes da América do Sul, como Brasil e Venezuela.
O caso encontrado pela Universidade da Flórida foi identificado a partir de uma amostra de sangue de um menino de 8 anos de uma zona rural do Haiti. Ele tinha febre e dores abdominais, mas não apresentava erupções nem conjuntivite, sintomas normalmente associados à chikungunya.
Pesquisadores da universidade colheram uma série de amostras durante e depois do surto de chikungunya no Haiti.
Após a análise virológica e molecular para detectar os vírus da dengue e da zika, foi confirmada a presença da dengue no paciente alvo do estudo, mas também de um novo vírus, identificado depois como o Mayaro, disse Lednicky.
Enquanto a atenção do mundo estava voltada para o Zika, "a descoberta deste outro vírus é uma grande fonte de preocupação", disse Glenn Moris, diretor do Instituto de Enfermidades Patógenas Emergentes da Universidade da Flórida.
Investigação precisa de recursos
Image copyrightGETTY IMAGESImage captionPesquisadores estão preocupados com uma possível disseminação do Mayaro após o furacão Matthew
Lednicky explicou que é "difícil avaliar o quão grave é o surto de mayaro neste momento", já que existem poucos estudos sobre o vírus.
"No Brasil, há dois tipos genéticos diferentes, e não sabemos qual é o mais virulento. Faltam mais estudos e monitoramento das áreas afetadas."
Um problema é a falta de recursos para fazer essas pesquisas, segundo médico americano.
"Na Universidade da Flórida, estamos buscando fundos, mas é difícil obtê-los para esse tipo de estudo nos Estados Unidos. E no Haiti, os poucos recursos que eles têm são necessários para cobrir as necessidades mais básicas dos pacientes."
Lednicky acrescentou não saber o que vai acontecer no Haiti após a passagem pelo país do furacão Matthew, que poderia ter levado os mosquitos transmissores da doença até a República Dominicana e outras ilhas caribenhas.
Possível adaptação do vírus
Image copyrightGETTY IMAGESImage captionMuitos pacientes no Caribe e na América do Sul podem estar sendo diagnosticados erroneamente com chikungunya
A semelhança com o vírus da chikungunya também preocupa os cientistas.
Em um artigo publicado na revista Scientific American, Marta Zaraska, jornalista especializada em ciência, destaca que isso poderia explicar por que o Mayaro pode se tornar um problema generalizado.
"Ambos os vírus eram originalmente transmitidos por mosquitos da selva, infectando pessoas na região amazônica, mas o Chikungunya tem se adaptado e hoje é transmitido por mosquitos urbanos, como o Aedes albopictus e o Aedesaegypti", que também transmitem a febre amarela, a dengue e a zika.
Segundo Zaraska, "o mesmo pode estar ocorrendo no caso do Mayaro".
Em exames de laboratório, foi provado que o Aedes albopictus e o Aedes aegyptipodem ser vetores da febre mayaro - e o fato do vírus ter sido detectado no Haiti sugere que ele também está se adaptando ao ambiente urbano.
A denúncia feita nesta quinta-feira (28) pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Organização das Nações Unidas (ONU) contra o juiz federal Sérgio Moro por abuso de poder continua repercutindo entre juristas e entidades classistas do Judiciário. A adoção da medida encontrou defensores entre advogados e especialistas de direitos humanos, mas também foi objeto de notas da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), que consideraram o gesto uma forma de intimidar a atividade de Moro.
Advogados de Lula repudiaram as críticas das duas entidades e afirmaram que a petição ao Comitê da ONU deveria ser vista como “um meio de defesa das garantias fundamentais, não como motivo de repúdio”. Os advogados do ex-presidente, Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins, afirmam em nota que nenhuma medida prevista em lei – muito menos em um tratado internacional subscrito pelo Brasil (que tem natureza supralegal) – para a defesa das garantias fundamentais pode ser entendida como forma de “constranger o andamento de quaisquer investigações em curso no país”. Disseram ainda que “o poder do Estado não é ilimitado e as medidas legais servem justamente para impedir ações arbitrárias ou ilegais de agentes estatais contra qualquer cidadão”.
Os advogados lembraram que o Brasil incorporou o Pacto dos Direitos Civis e Políticos, adotado pela ONU em 1992, quando assumiu a responsabilidade pela implementação e proteção dos direitos fundamentais ali previstos. E em 2009, aderiu ao protocolo facultativo desse mesmo Pacto (por meio do Decreto Legislativo no. 311) – que permitiu que qualquer cidadão brasileiro vítima de violação das garantais fundamentais possa fazer um comunicado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, nas condições ali previstas.
“O combate à corrupção é fundamental, mas somente será legítimo e haverá resultados efetivos, se for realizado com a observância do devido processo legal e das garantias fundamentais. Violam os direitos fundamentais, sem qualquer sombra de dúvida, a privação da liberdade sem previsão legal, a divulgação de conversas interceptadas e o monitoramento de advogados, para bisbilhotar estratégia defesa, além do fato de o juiz assumir o papel de acusador. Tais condutas – que são os fundamentos centrais do comunicado levados à ONU – afrontam os artigos 9º. 14 e 17 do citado Pacto dos Direitos Civis e Políticos”, ressalta o documento.
“Circo” montado
Também o diplomata Paulo Sérgio Pinheiro, ex-secretário de Direitos Humanos no governo Fernando Henrique Cardoso e um dos coordenadores da Comissão Nacional da Verdade no governo Dilma Rousseff, disse que as ações de investigação e divulgação de telefonemas ao ex-presidente são “absurdos”. Segundo Pinheiro, a Lava Jato montou “um circo” em torno do ex-presidente. Ele ainda considerou as ações uma ameaça ao Estado de direito no Brasil à qual “ninguém pode ficar indiferente”.
O professor e jurista Luiz Moreira, que proferiu o parecer na ação de Lula apresentada à ONU, afirmou no documento que embora tenha obtido ampla repercussão no país a afirmação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, de que “no século 21 o protagonismo no Brasil cabe ao Judiciário”, independentemente da validade dessa tese, “é preciso discutir a tarefa que cabe ao Judiciário em um cenário institucional em que há crescente demanda por participação popular nas instâncias decisórias”.
Seu entendimento é de que é necessário avaliar uma possível subordinação do Judiciário aos interesses dos grupos que detêm hegemonia política e a maneira pela qual essas questões interferem na produção de um consenso expresso pela opinião pública, induzido ou formulado pela mídia.
Execração de cidadãos
Moreira disse, ainda, em seu documento, que “não se atribui ao Poder Judiciário ‘fazer justiça’, pois o voluntarismo ou o decisionismo judicial cede lugar a uma atuação institucional em que o ‘fazer justiça’ significa o cumprimento correto dos procedimentos estabelecidos pelo ordenamento jurídico”.
Ele lembrou que no país é cada vez mais freqüente que juízes e membros do Ministério Público emitam opiniões sobre os assuntos mais diversos da vida política nacional. E não raro essas opiniões expressam críticas a poderes, censuras a instituições, contendo até mesmo prognósticos políticos ou simplesmente antecipando opiniões sobre fatos e pessoas submetidas à sua jurisdição.
“Essas condutas não são ortodoxas, contrariam não apenas a tradição judiciária segundo a qual ao juiz compete uma atuação reservada aos feitos judiciais sob seus cuidados como também estimulam o justiçamento dos cidadãos, reforçando a tese de que alguns são vistos como inimigos do sistema de justiça. A fim de se manter eqüidistante das disputas, o magistrado não disputa a hegemonia política, não cria narrativas, não antecipa juízo de culpabilidade e tampouco colabora para que a mídia promova a execração de cidadãos”, afirmou Luiz Moreira.
O jurista também ressaltou que cabe ao Judiciário “circunscrever-se ao cumprimento de seu papel constitucional de garantidor dos direitos fundamentais dos cidadãos, de se distanciar da tentativa de constatar as vontades das maiorias, de ser o porta-voz da opinião pública e de resistir às pressões midiáticas pela condenação sem provas ou absolvição com provas, sendo, por isso, garantista e contra majoritário”.
Francisco disse que Jesus quer que a instituição "seja uma igreja do movimento, uma igreja que vai para o mundo"
Foto: ALEXANDER NEMENOV / AFP
Estadão Conteúdo
O papa Francisco encorajou os membros da Igreja Católica a sair da zona de conforto e se voltar para os mais necessitados, nas periferias, enquanto celebrava uma missa neste sábado na igreja polonesa dedicada a São João Paulo II, o pontífice cuja defesa dos direitos dos trabalhadores nos anos 1970 e 1980 desafiou o comando comunista da época no país. Francisco disse que Jesus quer que a instituição "seja uma igreja do movimento, uma igreja que vai para o mundo", ao realizar sua homilia na monumental nova igreja dedicada a João Paulo, nas proximidades de Cracóvia.
O pontífice disse que o pedido de Jesus para que seus seguidores sejam ministros para o mundo é relevante hoje para os homens e mulheres católicos. "Este chamado é direcionado a nós. Como podemos deixar de ouvir este eco no grande apelo de São João Paulo II: 'Abra as portas'?", disse Francisco.
Um ano após ser eleito papa, em 1978, João Paulo II retornou para seu país e pediu para que milhões de poloneses se opusessem ao comunismo. A visita inspirou o nascimento do Solidariedade, movimento trabalhista que lutou ao longo dos anos 1980 e acabou por se tornar um ator crucial para o colapso do comunismo em 1989 na Polônia e ao longo do Leste Europeu.
As celebrações religiosas deste sábado ocorreram no quarto dos cinco dias de visita do papa à Polônia, a primeira viagem de Francisco para o Leste Europeu. O papa viajou para participar do Dia Mundial da Juventude, um evento global que reúne jovens católicos. Ele também realizou reuniões com líderes poloneses e visitou o campo de concentração de Auschwitz.
Francisco começou sua agenda neste sábado com uma visita ao Santuário da Divina Misericórdia. O papa atual também rezou diante da capela de Santa Faustina, onde a religiosa está enterrada.
Na igreja, o papa parou para ver uma garota, cujas perdas artificiais foram pagas por Francisco, disse o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. O pontífice argentino também ouviu confissões de sete jovens e de um padre, falando italiano, espanhol ou francês. Fonte: Associated Press.
O carro está caracterizado como se fosse veículo oficial Foto: Divulgação
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) recuperou um carro roubado há 14 anos que era usado pela prefeitura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O veículo foi apreendido na tarde deste sábado, durante uma blitz na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), em Seropédica, na Região Metropolitana do Rio. Além de o automóvel estar caracterizado como veículo oficial, com o brazão do município, o motorista se identificou como assessor de um secretário.
Segundo a PRF, policiais faziam a blitz na altura do pedágio, na pista sentido Rio de Janeiro, quando observaram que se aproximava um carro a placa visivelmente adulterada, e resolveram abordá-lo. Após uma vistoria, os agentes verificaram que o veículo consta como roubado. O crime teria ocorrido há cerca de 14 anos, em 2002, no município de Nova Iguaçu.
O motorista, de 39 anos, afirmou ser assessor de um secretário de governo. Ele disse desconhecer quaisquer irregularidades sobre o carro. O nome do motorista não foi divulgado pela PRF. A ocorrência foi encaminhada à 48ª DP (Seropédica).
Procurada, a prefeitura de Nova Iguaçu informou que irá solicitar uma cópia da ocorrência à PRF a fim de abrir uma sindicância para apurar a informação. De acordo com a coordenação de transportes da Secretaria de Saúde do município, o carro foi doado à prefeitura em 2001, pela Fundação Nacional da Saúde, e circulava normalmente a serviço da equipe de vigilância ambiental de Nova Iguaçu, para ações de combate à dengue. Ainda segundo o órgão, a prefeitura não tinha ciência de que o carro constava como roubado e, na segunda-feira, irá enviar agentes ao pátio legal, com a documentação do veículo, para entender a situação.
Um terremoto de magnitude 6,4 atingiu a costa noroeste do Equador na noite deste domingo (10), informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), que monitora a atividades sísmicas em todo o mundo, segundo a Reuters.
O epicentro do tremor ocorreu a cerca de 35 km de profundidade e próximo à cidade de Esmeraldas, no litoral equatoriano, a cerca de 300 km da capital Quito. O Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico não emitiu alerta imediatamente após o terremoto.
O Instituto Geofísico (IG) registrou outro tremor, segundo a France Presse. Segundo as autoridades equatorianas, os tremores são réplicas do potente terremoto de 16 de abril e não geraram alerta de tsunami.
O ministro Coordenador de Segurança, César Navas, informou, em uma videoconferência, que uma pessoa apresentou uma fratura como consequência dos tremores.
Ele afirmou ainda que há casas e infraestruturas que apresentaram certas fissuras. Navas indicou que 75 pessoas foram levadas aos abrigos. O aeroporto, a Refinaria de Esmeraldas e o porto da província não sofreram danos, segundo o ministro.
Mais cedo, o presidente Rafael Correa anunciou que nesta segunda-feira as aulas serão suspensas nas províncias de Manabí e Esmeraldas para que as estruturas das escolas sejam avaliadas.
O Instituto Geofísico do Equador afirmou, em seu relatório mais recente, que ocorreram até o momento 2.134 tremores secundários do terremoto de abril, quando um terremoto de magnitude 7,8 matou mais de 650 pessoas - o mais destrutivo do país em décadas. Em maio, dois tremores sucessivos, de magnitude 6,7 e 6,8, causou a morte de uma pessoa e danos de menor gravidade .
São Paulo – Cientistas da Nasa encontraram dunas em Marte que, estranhamente, se parecem com os pontos e traços que compõem o código Morse. A imagem foi tirada no dia seis de fevereiro deste ano por uma câmera a bordo de uma sonda que orbita o planeta vermelho desde 2005.
Por mais que a nossa mente moldada pela ficção científica queira, a mensagem formada não é uma tentativa dos alienígenas de se comunicarem com os terráqueos. Na realidade, os pontos e traços foram esculpidos pelo vento, como acontece com as dunas na Terra.
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De acordo com um comunicado da Nasa, os sinais foram encontrados em uma depressão circular que limita a quantidade de areia disponível para a formação de dunas. Ela provavelmente influenciou os ventos locais e, por isso, a “mensagem” foi elaborada.
Os cientistas da agência espacial explicam que os longos traços são formados por ventos bidirecionais. Isso significa que o vento foi “soprado” em ângulo reto com a duna. Já os pontos são criados onde há alguma interrupção no processo de desenvolvimento dessas dunas lineares.
Contudo, eles ainda não sabem dizer como isso ocorre. Portanto, as fotos tiradas pela Nasa podem ajudar os geofísicos a entender a direção dos ventos em Marte e como foram criadas essas composições geológicas.
Apesar de a pesquisa da Nasa não estar voltada para a comunicação com vidas extraterrestres, Veronica Bray, cientista da agência espacial, quis saber se uma mensagem poderia estar escondida nas linhas e nos pontos das dunas.
Segundo Bray, em entrevista para o Gizmodo, os sinais formam a seguinte frase:
No momento em que o governo Temer prevê um rombo de R$ 170,5 bilhões nas contas públicas para este ano, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta terça-feira (12) oito propostas de reajustes salariais para servidores públicos civis e militares. A previsão é que, em 2017, as despesas do governo superem as receitas com impostos em R$ 139 bilhões.
Entre os contemplados estão os servidores da Câmara dos Deputados, Tribunal de Contas da União (TCU), Advocacia-Geral da União, Polícia Federal, Banco Central, ministérios da Educação, da Cultura, do Desenvolvimento Agrário e de ex-territórios federais, além de outras 40 carreiras, entre elas agentes penitenciários, médicos e técnicos de hospitais públicos. As propostas devem ser analisadas ainda hoje pelo plenário da Casa.
Para os militares (PLC 37/2016), o texto prevê um reajuste médio de 5,5% em 2016, 6,59% em 2017, 6,72% em 2018 e 6,28% em 2019. Nesse último ano, o impacto já será de cerca de R$ 14 bilhões, segundo o relatório.
Carreiras jurídicas
Outra proposta, o PLC 36/2016, beneficia as carreiras jurídicas (advogados da União e procuradores federais, da Fazenda Nacional e do Banco Central). Além do reajuste salarial, esses servidores foram contemplados com a regulamentação dos honorários advocatícios, um adicional pelas causas ganhas pelo profissional.
Pela propostas, os honorários serão pagos na forma de frações de cotas de R$ 3 mil, às quais cada servidor fará jus na medida do seu tempo de serviço. Somente advogados e procuradores com mais de quatro anos de exercício do cargo terão direito a cotas integrais.
TCU
Os servidores efetivos do TCU e as funções comissionadas terão aumento de 31,32% em quatro parcelas, até 2019. Os cargos em comissão terão 52,47% também em quatro anos. Nessa votação, a presidenta da CAE, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), questionou o fato de o reajuste dos salários do servidores do tribunal ser superior ao concedido aos funcionários de outros órgãos federais.
Ela lembrou que o órgão que pediu a rejeição das contas de 2014 da presidenta afastada Dilma Roussef deveria ser o primeiro a dar exemplo de responsabilidade fiscal.
Vetos
Diante do acordo para que os projetos sejam aprovados da forma como saíram da Câmara dos Deputados e, portanto, não precisem passar por nova votação pelos deputados, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) adiantou, em nome do governo, pontos específicos do texto que serão vetado pelo Palácio do Planalto.
Ainda nesta tarde, o líder do governo no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), fará um pronunciamento antes da votação dos projetos em plenário, de modo a esclarecer os pontos que o governo se compromete a vetar.
Histórico
A Câmara dos Deputados aprovou 14 projetos que reajustam salários de servidores federais. Dois deles, o PLC 26/2016 e o PLC 29/2016, também já tiveram aprovação final no Senado e encaminhados à sanção. As propostas reajustam os salários dos servidores do Ministério Público e do Judiciário, respectivamente. Já o PL 4.244/2015, que reajusta os salários dos servidores do Senado, foi convertido na Lei 13.302/2016.
Próximos reajustes
Amanhã (13), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deverá votar três projetos que também promovem reajustes. O principal e mais polêmico deles é o PLC 27/2016, que reajusta a remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Pela proposta, a partir de 2017 eles receberão R$ 39.293,00.
Se aprovado, o reajuste terá efeito cascata, além de elevar o teto salarial do funcionalismo público federal, porque os demais membros do Judiciário têm suas remunerações vinculadas ao valor dos salários do STF. Portanto, o reajuste dos ministros implica em reajuste para juízes e desembargadores.
O procurador-geral da República e o defensor público-geral da União também estão na fila para aumentos. Os projetos relativos a eles promovem reajustes proporcionais dentro das carreiras do Ministério Público Federal e da Defensoria Pública da União.
As estatísticas mostram que todos os anos, com raras exceções, a Terra produz um intenso terremoto acima de 8 magnitudes. Este ano esse evento ainda não ocorreu, o que pode significar que um tremor mais forte pode acontecer nos próximos meses.
Estatísticas sísmicas desde 1979 elaborada a partir de banco de dados de terremotos pertencente a Apolo11.com.
Esta informação está baseada em observações desde 1900, que registrou a média de 1 forte terremoto todos os anos.
Neste século, com exceção do ano de 2002 e 2008, a Terra foi acometida de 21 terremotos iguais ou superiores à magnitude 8.0, incluindo o poderoso megaterremoto de 9.1 magnitudes de Sumatra em 2004, o evento de 8.8 magnitudes em Bio-Bio, no Chile, em 2010 e o mais recente tremor de 9.0 em Honshu, no Japão e que causou o terrível acidente nuclear de Fukushima.
Todos esses abalos ocorreram no chamado "Anel de Fogo" e produziram ondas gigantes, chamadas tsunamis.
Em rosa vemos o cinturão sísmico conhecido como "Anel de Fogo", onde se concentra a maior parte da atividade sísmica e vulcânica do planeta.
Previsão versus Estatísticas
Prever terremotos e sua possível localização ainda não é possível, mas a observação de valores ao longo do tempo pode revelar pressões tectônicas em crescimento e que "estatisticamente" podem ser liberadas. É o caso de 2016, em que até o mês de julho não ocorreu nenhum evento significativo igual ou maior que 8.0 magnitudes.
Considerando que em todos os anos acontece ao menos 1 evento desse porte, é de se esperar que um forte tremor ocorra nos próximos seis meses em alguma região próxima ao anel de fogo, que compreende boa parte do planeta.
É importante destacar que essa informação não é e nem pretende ser uma previsão de terremoto, mas uma avaliação baseada em dados observados desde 1900 e que constata a ausência de qualquer tremor significativo em um período de seis meses e que estatisticamente deveremos ter ao menos um evento até o final do ano, como observado nos últimos 116 anos.
A previsão constava de um estudo do Ipea feito em 2010: em 2016, dizia, a miséria daria traço no Brasil - a pobreza extrema estaria "praticamente superada" e se transformaria em uma insignificância estatística. Havia razão para tanto otimismo. Naquele ano, o último do segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, o crescimento do PIB havia fechado em 7,5%, o maior desde 1986. Mais de 13 milhões de brasileiros já tinham desembarcado da extrema pobreza, e o poder de compra do salário mínimo havia aumentado quase 10% ao ano, no período compreendido entre 1995 e 2008. Passados seis anos, no entanto, o Brasil anda de marcha a ré. Novos estudos, estes coordenados por Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), indicam que os miseráveis - aqueles que não deveriam mais existir em 2016 - estão, na verdade, prestes a aumentar.
Um dos dados que mostram a iminência desse fenômeno é a queda inédita e simultânea de dois índices importantes no último trimestre de 2015: o da renda da população e o da "taxa de equidade", que mede quanto o país está mais igual - e, portanto, menos desigual. Ambos compõem o índice de bem-estar social da FGV. As duas quedas, da renda e da equidade, decorrem dos mesmos fatores, afirma Neri: "A inflação leva dois terços da culpa e a falta de emprego, incluindo o informal, é responsável pelo outro terço".
Até o fim de 2016, a renda per capita dos brasileiros deve recuar quase 10% em relação a 2014, aponta outro estudo da FGV. Será a segunda maior queda em 116 anos. Pior que esse tombo, apenas o do triênio 1981-1983, também marcado por uma crise econômica grave. Segundo um estudo da consultoria Tendências, a derrocada vai levar 7,8 milhões de brasileiros de volta à pobreza e seu entorno. Se o país não voltar a crescer até 2018, haverá mais pessoas nessa situação do que em 2005, ainda nos primeiros anos do governo Lula, prevê a consultoria.
No mês passado, VEJA percorreu cidades do Ceará, Bahia e Minas Gerais para revisitar brasileiros que em 2010 falaram à revista sobre seus planos e esperanças. O título da reportagem era "A vida melhorou". Nesta apuração, no entanto, o que se viu foi a confirmação, na vida real, daquilo que registram os indicadores econômicos. Para todos os entrevistados, a vida piorou.
RIO DE JANEIRO (Reuters) - As Forças Armadas terão presença de cerca de 3 mil homens, a pedido do governo do Estado do Rio de Janeiro, nas chamadas rotas olímpicas por onde passarão turistas, atletas e delegações durante os Jogos Rio 2016, disse nesta quarta-feira o comandante do Comando Militar do Leste (CML), general Fernando Silva.
As Forças Armadas teriam disponíveis inicialmente 38 mil homens para a Rio 2016 espalhados pelo Rio de Janeiro e as cidades que irão receber jogos de futebol da Olimpíada. Com a demanda de reforço do governo estadual, o efetivo subiu para 41 mil militares durante o período da Olimpíada.
"Vamos concentrar nossos esforços nas áreas, eixos e rotas olímpicas. Vamos aliviar as forças de segurança pública para atuar no dia a dia da cidade e do Estado", disse o comandante do CML em entrevista coletiva convocada para a apresentação do emprego das Forças Armadas na segurança da Olimpíada.
Cerca de 18 mil homens foram destacados no Rio para a formação de uma reserva de contingência para a atuação em casos de emergência. Cerca de 3 mil militares terão poder de política para atuar no patrulhamento ostensivo da cidade, totalizando 21.845 homens.
"Vamos trazer segurança, tranquilidade e visibilidade, atendendo todos os requisitos demandados pelo COI (Comitê Olímpico Internacional)", disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann.
"Isto vai garantir a segurança de atletas, turistas e todos os envolvidos nos Jogos", acrescentou.
Os militares para atuação diária foram requisitados ao governo federal pelo Estado por insuficiência de contingente. Segundo o CML, os militares das Forças Armadas que integram a tropa de contingência estarão próximos aos clusters olímpicos: Barra, Copacabana, Maracanã e Deodoro.
O governo federal, por meio de Garantia da Lei e da Ordem, deu poder de polícia aos militares das Forças Armadas.
Inicialmente, eles já estariam presentes em áreas estratégicas, como aeroportos, estações e subestações de energia, telecomunicações e água, entre outras.
Militares também irão atuar no patrulhamento das rotas olímpicas, que incluem toda extensão da Linha Amarela e da Transolímpica, além de trechos da Linha Vermelha e Avenida Brasil. As Forças Armadas também irão patrulhar a orla da cidade, zonas sul e oeste e sete estações ferroviárias, importantes para o deslocamento de pessoas para os Jogos.
"Vamos atuar em rotas olímpicas e atuar em rotas específicas ligadas à Olimpíada", disse à Reuters o general do Exército Luiz Linhares.
RESERVA TÉCNICA
O Rio de Janeiro terá, além dos 3 mil militares que irão fazer o patrulhamento ostensivo durante os Jogos, outros 18 mil homens, que irão formar uma tropa de reserva em caso de emergência.
Os outros 20 mil militares que não ficarão no Rio de Janeiro vão estar à disposição das cidades de Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Brasília e Manaus onde acontecerão partidas do futebol masculino e feminino da Rio 2016.
Nesses locais, os militares também vão atuar na segurança de estratégica.
"Temos reserva técnica para usar caso seja necessário... Não vai faltar segurança no Rio e onde for necessário, de forma alguma", disse Jungmann.
A ideia das Forças Armadas é empregar durante os Jogos 12 navios, tropas de outros Estados, como Minas Gerais, São Paulo e do Sul do país. Além dos navios, as Forças Armadas contam com 1169 viaturas, 70 blindados, 28 helicópteros, 48 embarcações e 174 motos.
A operação de segurança das Forças Armadas na Olimpíada começa em 24 de julho e vai até depois dos Jogos.
A segurança de pontos turísticos, como Corcovado e Pão de Açúcar, será feita pelas forças locais de segurança do Rio de Janeiro e a Polícia Federal será responsável pelo policiamento interno dos aeroportos, com as Forças Armadas no entorno dos terminais.
No dia 15 de julho, todos os 21 mil militares que vão atuar no Rio de Janeiro já estarão na cidade e até o dia 21 serão feitos ensaios e testes para que a operação tenha início em 24 de julho.
O governo do presidente interino Michel Temer liberou um crédito extraordinário de 2,9 bilhões de reais para o governo do Rio arcar com despesas de segurança dos Jogos Rio 2016, em meio a preocupações com um aumento da violência registrado na cidade.
A ajuda foi disponibilizada depois que o governo estadual fluminense decretou estado de calamidade pública em junho, devido aos problemas econômicos, alegando que poderia enfrentar "total colapso na segurança pública, saúde, educação, mobilidade e gestão ambiental" se não recebesse um socorro.