sábado, 28 de fevereiro de 2015

Manifestante morre atropelado por caminhoneiro que furou bloqueio

A mobilização dos caminhoneiros entrou no 11º dia com tensão nas estradas e um acidente grave, no Rio Grande do Sul. Um manifestante morreu depois de ser atropelado por um caminhoneiro que furou o bloqueio.
Por volta das 7h da manhã, um grupo de manifestantes tentou impedir que caminhoneiros seguissem viagem, na BR-158, em São Sepé, na região central do Rio Grande do Sul. Um motorista não obedeceu a ordem de parar.
Segundo testemunhas, o caminhão furou o bloqueio. Três manifestantes pegaram um carro e o perseguiram por mais de 10 quilômetros. Desceram do carro e tentaram impedir a passagem do caminhoneiro. Na confusão, o motorista atropelou um dos manifestantes e fugiu.
O manifestante Cléber Adriano Machado Ouriques, de 38 anos, morreu no local. “Eu queria que estudasse e ele disse: ‘pai eu não quero, eu quero um caminhão, que quero trabalhar com o senhor, eu gosto’. Eu disse meu filho vai estudar, queria que ele fosse outra pessoa. Não, pai, eu quero um caminhão”, afirma Lauro Ouriques, pai da vítima.
A demora da perícia revoltou parentes e amigos da vítima. Houve um princípio de tumulto depois que um agente da Polícia Rodoviária Federal chegou com uma arma. A perícia só chegou três horas depois do acidente.
À tarde, a mesma estrada ficou bloqueada por 20 minutos para uma homenagem à memória do caminhoneiro morto.
O motorista do caminhão que atingiu Cléber já foi identificado pela polícia: Anderson Luís dos Santos Bernardes. O caminhão dele foi encontrado a 50 quilômetros do local do atropelamento. “No nosso entendimento, houve um homicídio por dolo eventual, onde alguém assume risco de produzir o resultado que efetivamente se produziu”, afirma José Firmino Neto, delegado.
O incidente que acabou em morte, na BR-392, mostra uma divisão no movimento dos caminhoneiros. Enquanto alguns querem seguir viagem, outros fazem novos bloqueios e obrigam os caminhões a parar. O que muitas vezes acaba em confusão.
Em Santa Catarina, a Justiça determinou que um comboio de caminhões carregados com carne de porco e de frango fosse escoltado pela polícia, em um trajeto de 900 quilômetros entre São Miguel do Oeste e o Porto de Itajaí, no litoral. Mas um grupo parou o comboio no trevo de acesso à cidade de Chapecó.

Os caminhoneiros que seguiam viagem eram vaiados pelos colegas. A equipe do repórter Ricardo Von Dorf registrou a confusão.
Em um momento a situação ficou tensa, porque um dos caminhoneiros do comboio botou o caminhão em cima dos manifestantes. Eles ficaram chateados e bloquearam o caminhão seguinte do comboio. A polícia liberou de novo a pista e o comboio seguiu.
Em Mato Grosso do Sul, também houve bate-boca e confusão em trecho interditado na BR-163, em São Gabriel do Oeste. Manifestantes obrigaram caminhoneiros a fazer um desvio impedindo a passagem na rodovia.
No Paraná, agricultores aderiram à manifestação dos caminhoneiros e levaram tratores para a pista. Entre as reivindicações da categoria, a principal é a redução do preço do óleo diesel. Além da redução dos pedágios e reajuste no valor dos fretes.
O Governo Federal divulgou nota em que lamenta o uso de violência em manifestações com depredações de veículos e o que o governo chamou de coação de caminhoneiros que querem trabalhar. O governo anunciou que vai ampliar a presença de forças policiais nas estradas.
A secretaria-geral da Presidência da República declarou que se solidariza com parentes e amigos do caminhoneiro morto neste sábado (27). E que o Governo Federal reforça o compromisso e a disposição para o diálogo com a categoria.

Segundo o último balanço da Polícia Rodoviária Federal, seis estados ainda registram bloqueios em rodovias federais.

ASTEROIDES PRÓXIMOS


O asteroide 2015 DY198, deve passar amanhã a apenas 844 mil km km do nosso planeta. A rocha tem 20 metros e se desloca a 57 mil km/h. Apesar da pouca distância não há risco de colisão.

2015 DY198 tem cerca de 13 mil toneladas e um volume estimado em 4189 metros cúbicos. Se atingisse a Terra o asteroide liberaria energia equivalente a explosão de 385 kilotons de TNT ou 20 bombas simliares à de Hiroshima. 


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

História: Há 60 anos ocorria os maiores terremotos brasileiros

Surpreendente! Os dois maiores terremotos registrados no Brasil se sucederam em um intervalo de apenas 28 dias e tiveram magnitudes bem parecidas. Tratou-se de um fato sismológico singular, para um território tão extenso e considerado uma das áreas contínuas e tectonicamente mais estáveis do Planeta.
Manchete sobre o terremoto de 1955 no Brasil
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O primeiro deles, em 31 de janeiro de 1955, com magnitude 6.2, teve seu epicentro nas proximidades da Serra do Tombador, MT – há dúvidas nessa localização. O outro, em 28 de fevereiro de 1955, atingiu magnitude 6.1 e localizou-se no mar, aproximadamente 360 km de Vitória, ES. Ambos tinham potencial para ocasionar destruição, mas seus epicentros, longe de áreas habitadas, não produziram tragédias a lamentar.
Ao completarem 60 anos, vale a pena falar um pouco mais sobre eles e também perguntar o quanto aprendemos desde então e o quanto nos capacitamos a registrar nossa sismicidade.

Registrado por Barógrafo
Na metade do século passado a extensa área do estado do Mato Grosso era esparsamente povoada, as cidades pouco numerosas e, um tremor, mesmo forte, como o de 31/01/1955, acabou sendo percebido por poucos - ele interrompeu um baile da sociedade cuiabana, a cerca de 380 km do epicentro.
Barografo registra o terremoto de 1955 no Brasil
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O fato é que o caso passou batido pela imprensa, pois há raras notícias jornalísticas. No entanto, uma campanha realizada pela UnB em busca de pessoas que relembravam o fato, mesmo feita 28 anos após o sismo, teve sucesso.
Na época, a única estação sismográfica brasileira, no Observatório Nacional,RJ, não tinha sismógrafo em operação. Porém, as oscilações do chão em Cuiabá provocaram um registro no barógrafo do Observatório de Meteorologia Dom Bosco, situado na cidade.
Quanta ironia, o maior sismo brasileiro dos tempos modernos não foi registrado por um sismógrafo do país, e sim por um barógrafo! Mas quase uma centena de estações sismográficas espalhadas pelo mundo registraram o tremor mato-grossense, por isso, foi possível conhecer sua magnitude, epicentro e, mais tarde, o tipo de falha que o produziu.

No Espírito Santo
O segundo maior terremoto brasileiro, até agora registrado, teve epicentro na região da cadeia submarina Vitória-Trindade, uma sucessão de montes vulcânicos que se estendem em direção ao continente por mais de mil quilômetros, entre os paralelos 20º e 21° S.
Eram quase 23 horas, quando as vibrações do tremor atingiram o litoral do Espírito Santo e Vitória. “Esta capital e alguns municípios espírito-santenses viveram ontem à noite, minutos de angústia e de pânico. É que um tremor de terra, que durou cerca de 30 segundos, abalou Vitória, jogando nas ruas a população alarmada e surpreendida com o fenômeno”, (O Globo, 1/3/1955).
Manchete sobre o terremoto de 1955 no Brasil
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Objetos caíram de móveis, vidraças se partiram e algumas casas foram destelhadas, mas ninguém se feriu seriamente. Nem o Observatório Nacional, ou alguma estação barométrica registrou esse tremor, somente estações sismográficas internacionais.
Apareceram duas explicações para a sua origem. A fantasiosa o relacionava com uma explosão nuclear, a simplista, como resultado de uma acomodação de terra.

Modernização
Sessenta anos se passaram e o cenário técnico-científico da Sismologia brasileira mudou bastante, e para melhor. O Observatório Nacional continua ativo, mas não sozinho.
Nesse espaço de tempo nasceram outras entidades especialmente ligadas às universidades e que, há décadas, são responsáveis pela operação de estações sismográficas semipermanentes distribuídas pelo país. Conta-se com grupos capacitados a viajar para áreas afetadas por sismos, registrá-los e, muitas vezes, descobrir a feição geológica a eles associada.
Desde 2009 vem sendo implantada uma rede de estações sismográficas de última geração (RSBR, Rede Sismográfica Brasileira), que dará ao Brasil posição de destaque mundial em termos de monitoramento sísmico.
Paralelamente, estão sendo aperfeiçoados programas de análise de dados sísmicos que, automaticamente, determinam o local de ocorrência do tremor e o seu tamanho. Em 20/02/2014, o IAG/USP conseguiu localizar um terremoto no Atlântico Sul, mais rapidamente do que o Serviço Geológico dos Estados Unidos, a entidade mais respeitada, internacionalmente, neste tipo de trabalho.
Portanto, com esta infraestrutura instrumental e pessoal qualificado no comando, é impossível deixar de registrar um terremoto importante com epicentro em nosso território, - a situação de 1955, jamais se repetirá. Na realidade, em 26/01/2015, a RSBR detectou automaticamente um pequeno tremor de magnitude 3,9 em Porto dos Gaúchos, MT, na mesma região epicentral do terremoto de 1955!

Podem ocorrer outros terremotos no Brasil?
Presentemente, admite-se que um terremoto com magnitude 6, parecido aos eventos de 1955, acontece em algum lugar do Brasil a cada 50 anos, aproximadamente. Em outras palavras, vivemos a expectativa de um deles voltar a ocorrer.
Mas detalhes desta janela de tempo são desconhecidos e o tremor poderia acontecer amanhã, ou dentre décadas. Continuar registrando e estudando nossos abalos sísmicos é a maneira correta de ganhar conhecimento sismológico para servir, especialmente ao Brasil.

Sobre o Autor
José Alberto Vivas Veloso é geofísico e chefiou por quase duas décadas o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília. Na ONU, ajudou a estabelecer o Tratado de Proibição de Testes Nucleares, dirigindo por sete anos a seção de detecção por infrasom. É autor do livro "O terremoto que mexeu com o Brasil".

Como a internet enlouqueceu por causa deste vestido preto e azul (sim, ele é preto e azul)

Se você não esteve nas redes sociais até tarde da noite de ontem, eis o que aconteceu: o Buzzfeed pescou no Tumblr um post em que as pessoas discutiam a cor de um vestido fotografado em uma festa de casamento. Este aí de cima. Para mais de 70% das pessoas que clicaram na enquete, ele é branco e dourado. Mas muitas pessoas o viam claramente como preto e azul. Isso gerou uma discussão absurda no Twitter, Facebook e afins, e formaram-se times de acordo com a afinidade visual. 
Para deixar claro: o vestido abaixo é preto e azul, há uma explicação científica para quem viu outra coisa. Chegaremos lá.

O interessante foi o tamanho da celeuma. O post entrou no ar pouco depois das oito da noite (horário de Brasília) e no meio da madrugada já encostava em 20 milhões de visualizações (mais do que qualquer vídeo do Porta dos Fundos conseguiu em dois anos, por exemplo). 
Ilusões de óticas sempre geram curiosidade, porque são divertidas – quem não lembra da série de livros “Olho Mágico”? Mas a mágica deste mundo hiperconectado em que vivemos é que temos a sensação que estamos dividindo a mesma experiência, ao mesmo tempo. No caso, essa sensação foi bem real: o Buzzfeed chegou a ter mais de 600 mil pessoas acessando o mesmo post ao mesmo tempo, um recorde histórico, que fez o servidor deles balançarem.
Ao ver a quantidade de tuites simultâneos sobre o assunto, parecia que subitamente todo mundo estava em uma mesma sala, olhando para a mesma foto, e em caixas de comentários, retuitadas e mensagens, compartilhávamos as percepções. A sensação de “experiência coletiva” que muitos estudiosos de redes sociais comentam, parece só existir quando de fato há algo acontecendo ao vivo, como a final da Copa ou o último capítulo da novela. Mas o poder de viralização – especialmente do Buzzfeed, turbinado pelo Facebook – transformou um post bobo, estático, em um megaevento ao vivo. Parecia, por um brevíssimo período de tempo, antes da charada ser “solucionada”, que isso era um assunto sério e urgente. Pra qualquer pessoa. 
Em questão de minutos, Sony, Amazon, Victoria’s Secret, times de basquete e futebol americano, empresas de aviação, montadoras, jornais, TVs, todo mundo nos EUA quis se mostrar dentro do assunto do momento e “opinar” sobre a polêmica e parecer gente como a gente (ou como os americanos, onde a coisa foi mais forte). Foi um movimento incrível (ou incrivelmente bobo, como você quiser imaginar), que um jornalista definiu como a “singularidade do viral”.
É verdade que a viralização se sustentou por uma polêmica inexistente. Porque não havia “opinião”, ou times. O vestido era azul e preto, segundo quem esteve na ocasião que ele foi fotografado (ou a Adobe, que usou a ferramenta que verifica o código da cor).
Uma hora depois do início da discussão começou então uma corrida entre os sites mais “sérios” para ver quem dava a explicação científica primeiro. Houve gente que disse que era uma diferença dos cones do olho de cada pessoa, ou que o azul é uma cor menos “forte” (em espectro), ou que era só uma foto superexposta. Neurocientistas e especialistas em visão eram acordados de noite para dar entrevistas e explicar o fenômeno. Por que, afinal, tanta gente vê a mesma imagem diferente? Ou, pior, por que a mesma pessoa pode ver a mesma imagem em cores diferentes mesmo sabendo o que é o certo?

A ciência

O fenômeno é razoavelmente conhecido como “ilusão de luminosidade”, e explicado nessa imagem clássica, tirada da Wikipédia:
Na foto, A e B têm a mesmíssima cor. Mas o que está em volta faz a parte do cérebro responsável por formar a imagem presumir a cor “certa”. Afinal, o que vemos normalmente na nossa vida na verdade é uma aproximação da realidade. Explica a Wikipédia (baseada neste artigo do MIT):
“É uma “ilusão” que mostra o sucesso do sistema visual. Não é um bom medidor de luz, mas esse não é o seu propósito: se o sistema visual se baseasse apenas na luminância, não distinguiríamos uma superfície branca mal iluminada de uma superfície negra muito iluminada. A capacidade que o sistema tem para o fazer é aquilo a que se chama a “constância da luminosidade”.
Voltando ao vestido: se você observá-lo contra outro fundo, com a exposição ligeiramente melhor calibrada, provavelmente o verá preto e azul. A Wired ajustou apenas a luminosidade da imagem e a colocou em uma boa reportagem sobre a ciência do fenômeno:
A explicação mais longa é que o olho humano foi adaptado para enxergar com a luz natural. E nós estamos o tempo todo “descontando” a variação de cor da luz solar, do alaranjado pela manhã, ao dourado do meio-dia, ao azulado-lilás de tardinha, para tentar formar algo próximo da cor real. “Então as pessoas ou tentam descontar o lado azul, o que no caso faz elas perceberem o vestido como branco e dourado, ou descontar o lado dourado, o que no caso faz você chegar ao azul e preto”, disse Bevil Conway, neuroscientista da Wellesley College nos EUA, que estuda a visão, à Wired.
Ele e outros cientistas confirmaram que o escândalo do vestido foi um fenômeno de viés de percepção visual bastante único. E seria só mais um entre vários (lembra das lhamas em fuga, no mesmo dia?), se não fosse o fato de que, com as redes sociais, todo mundo estava olhando para a mesma imagem, e discordando. Aí deixou de ser só uma curiosidade científica para ser uma amostra inequívoca do alcance global das bobagens virais, os memes, que se formam e morrem todo dia. E, cá entre nós, poderia ser bem pior. Ninguém brigou de verdade, e acabamos aprendendo uma informação científica de bônus.

E o vestido branco e dourado nem era tão bonito assim! ;)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Seis apps para fins absurdos que contam com milhares de usuários

BBC

Existem aplicativos que tornam nossa vida mais fácil. Você pode, por exemplo, usar um desses programas no celular para se comunicar gratuitamente e de forma imediata com uma pessoa. Ou organizar sua agenda, controlar os gastos pessoais e comprar um produto sem levantar da cadeira.
Mas nem todos os aplicativos foram criados para executar tarefas úteis. Alguns sequer têm uma função prática. Mas ainda assim possuem milhões de usuários.
Conheça algum deles a seguir:
Ethan
Este aplicativo de mensagens foi feito para se comunicar com Ethan. Única e exclusivamente com Ethan. Mas, antes de baixá-lo, você pode se perguntar: quem é Ethan?
É o criador do programa, o americano Ethan Gliechtenstein, que talvez tenha pensado que o mercado de apps precisava que sua ideia se tornasse realidade.
E ele não estava completamente equivocado, levando em conta as milhares de vezes que o aplicativo gratuito foi baixado na loja da Apple.
Ethan, o aplicativo e o programador, estão à disposição do público para tirar qualquer tipo de dúvida, como: "Devo comprar comida chinesa ou italiana para jantar? O que você escolheria?". E ele responderia, por exemplo: "Escolheria a italiana. Hoje estou num clima mais saudável".
Há uma regra: Ethan não responde quando está dormindo. Além disso, ele "prefere perguntas com múltiplas respostas". Mas adverte: "Não peça a ele que faça seu trabalho". E também não "se apaixone por Ethan".
Yo
Este app gratuito para iPhone e Android, ao contrário do Ethan, permite se comunicar com mais de uma pessoa. Mas não dá para enviar mensagens, fazer chamadas ou mandar algum tipo de arquivo. Só é possível dizer: "Yo". Por isso, se autodenomina uma "ferramenta de comunicação com zero caracteres".
É tão simples que seu inventor, Or Arbel, só precisou de oito horas para programá-la. Seguindo a filosofia de que "menos é mais", para usá-la, não é preciso fazer um cadastro complexo. Não é necessário informar seu número de telefone nem conectar-se a redes sociais.
Você baixa o programa, abre ele, escolhe um nome de usuário e adiciona amigos, que também devem usá-lo. Você pode convidar amigos por meio de SMS, Twitter ou Facebook. E, quando eles aparecerem em sua lista de contatos, poderá selecioná-los. Eles receberão imediatamente um "Yo" enviado por você.
Junto com a simplicidade, veio o sucesso: nos dois primeiros meses após o aplicativo ser colocado no ar, já tinha milhões de usuários que trocaram mais de 4 milhões e "Yos".
iBeer
O que é melhor que tomar uma cerveja? Tomar uma cerveja. Esta resposta parece boba, mas os desenvolvedores da empresa por trás do iBeer, a Hottrix, de Las Vegas, nos Estados Unidos, chegaram a esta conclusão.
O aplicativo gratuito para aparelhos Apple e Android é, em essência, um truque visual. Com ele, seu telefone se converte em um copo de cerveja, com bolhas e espuma. Dá até mesmo para simular que se está bebendo, ao tocar um dos cantos do aparelho com os lábios e incliná-lo.
Já foi escolhido como o melhor app da loja da Apple e baixado 90 milhões de vezes.
Cigarettoid
Quem gostar da cerveja virtual talvez aprecie também este aplicativo. Consiste em um cigarro que aparece na tela, se acende e vai sendo consumido pouco a pouco, até só restarem cinzas. Inclusive, é possível fazer círculos de fumaça ao tocar duas vezes na tela com os dedos.
Seus desenvolvedores, da empresa MMT Labs, também oferecem a possibilidade de fumar um charuto.
O app tem ao menos duas vantagens em relação ao cigarro normal: é grátis e não faz mal à saúde.
Hold the Button
Se estiver com tempo de sobra, este aplicativo é para você. Mas também é preciso gostar de desafios. Ao baixar este app gratuito, um círculo aparece na tela. É preciso colocar o dedo indicador sobre ela.
Ao fazer isso, você já cumpriu a primeira etapa. O programa ainda mede quanto tempo você conseguiu manter a tela pressionada, para que supere suas próprias marcas.
E inclui um ranking dos usuários mais pacientes.
Look After Your Stone
Você pode ser um desastre cuidando de plantas e deixar seus peixes sempre morrerem, mas seguramente será capaz de cuidar desta pedra. É exatamente isso que propõe este aplicativo de nome tão literal.
"Com este app, poderá expressar todo seu amor pela natureza sem riscos", diz a empresa que o criou, a Random Apps.
De acordo com a companhia, o programa gratuito também dá lições de vida: "Este jogo te ensinará a importância de dar sem esperar nada em troca".
Depois de baixá-lo, você pode escolher o tipo de pedra, dar a ela um nome, pode vestí-la e enfeitá-la... tudo que faria com um bichinho de estimação se assim quisesse.
"Garantimos que você terá momentos inesquecíveis com sua pedra", afirmam os criadores. "Os bichos de estimação vão e vêm, mas as pedras são para sempre."

População desocupada registra maior alta desde 2002, diz IBGE

A população desocupada das seis principais regiões metropolitanas do país aumentou 22,5% de dezembro do ano passado para janeiro deste ano, segundo a PesquisaMensal de Emprego (PME) divulgada nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No conceito do IBGE, população desocupada engloba pessoas que - sem trabalho - encontram-se procurando emprego. A pesquisa foi feita em São Paulo, Rio de janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Recife.
Pelos dados, em janeiro, a população desocupada alcançava 1.288 pessoas, ou seja, 237 mil a mais do que dezembro de 2014. Em comparação a janeiro de 2014, os dados do primeiro mês deste ano registram acréscimo de 125 mil pessoas. Os números significam que, em janeiro de 2015, houve o maior crescimento da população desocupada desde que a serie histórica foi iniciada em 2002.
população ocupada (23 milhões) caiu 0,9% em relação a dezembro (menos 220 mil pessoas) e ficou estável na comparação com janeiro de 2014. A população não economicamente ativa foi estimada em 19,3 milhões, mantendo-se estável em relação a dezembro e crescendo 2,9% frente a janeiro de 2014 (mais 551 mil pessoas).
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,6 milhões) caiu 2,1% em relação a dezembro (menos 253 mil pessoas) e 1,9% na comparação com janeiro de 2014 (menos 224 mil pessoas). O rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 2.168,80) ficou 0,4% acima do registrado em dezembro (2.161,20) e 1,7% maior do que o apurado em janeiro de 2014 (R$ 2.133,09). A massa de rendimento médio real habitual (R$ 50,7 bilhões) em janeiro de 2015 registrou queda de 0,4% em relação a dezembro e cresceu 2,0% na comparação com janeiro do ano passado. A massa de rendimento real efetivo dos ocupados (62,5 bilhões em dezembro de 2014) cresceu 11,2% na comparação com novembro de 2014 e 2,5% na comparação com dezembro de 2013.
Desocupação sobe em quatro regiões metropolitanas
Regionalmente, a análise mensal mostrou que a taxa de desocupação aumentou em quatro das seis regiões analisadas: em Recife, passou de 5,5% para 6,7%; em Salvador, passou de 8,1% para 9,6%; em Belo Horizonte, passou de 2,9% para 4,1%; em São Paulo, passou de 4,4% para 5,7% e nas demais regiões não variou. Em relação a janeiro de 2014, a taxa variou nas regiões metropolitanas de Salvador e Porto Alegre (passou de 8,0% para 9,6% na primeira região e na segunda de 2,8% para 3,8%).
Na análise regional, o contingente de desocupados em comparação a dezembro subiu em Belo Horizonte (41,5%), São Paulo (31,6%), Recife (21,7%) e Salvador (20,6%), ficando estável no Rio de Janeiro e em Porto Alegre. No confronto com janeiro de 2014, a desocupação aumentou 39,1% em Porto Alegre e 28,2% em Salvador. Nas demais regiões, não houve variação.
Nível da ocupação fica em 52,8%
nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa) foi estimado, em janeiro de 2015, em 52,8% para o total das seis regiões investigadas, ficando 0,5 ponto percentual abaixo do resultado do mês anterior. No confronto com janeiro do ano passado, esse indicador também registrou queda (de 53,7% para 52,8%). Regionalmente, na comparação mensal, Porto Alegre (-1,1 p.p.) e São Paulo (-0,8 p.p.), mostraram retração no nível da ocupação. No confronto com janeiro de 2014, o cenário também foi de queda em Belo Horizonte (-1,7 p.p) e São Paulo (-1,5 p.p.).
Na análise do contingente de ocupados por grupamentos de atividade, para o conjunto das seis regiões, de dezembro de 2014 para janeiro de 2015, foi observada estabilidade em quase todos os grupos, exceto no da Educação, saúde, administração pública (-3,2%). Em comparação com janeiro de 2014, verificou-se retração na Indústria (-6,0%) e elevação nos Outros serviços (3,6%).
Na comparação mensal, rendimento médio cai no Rio de Janeiro e Porto Alegre
Regionalmente, em relação a dezembro passado, o rendimento apresentou retração em Porto Alegre (2,1%) e no Rio de Janeiro (1,5%). Cresceu em Salvador (2,9%), Recife (1,5%), Belo Horizonte (1,4%) e em São Paulo (1,0%). Frente a janeiro de 2014, o rendimento mostrou resultado positivo em Salvador (14,0%), Rio de Janeiro (1,9%), São Paulo (1,5%) e Recife (1,3%). Em Belo Horizonte ocorreu declínio de 2,2% e em Porto Alegre não variou.
Na classificação por grupamentos de atividade, para o total das seis regiões, o maior aumento no rendimento médio real habitualmente recebido em relação a dezembro de 2014 foi na Educação, Saúde, Administração(2,2%). Construção (-1,2%) e Outros serviços (-2,4%) apresentaram queda. Na comparação anual, apenas o Comércio (-1,1) apresentou queda.
http://www.jb.com.br/economia/noticias/2015/02/26/populacao-desocupada-registra-maior-alta-desde-2002-diz-ibge/

Você lê o manual? Sua Smart TV pode estar sendo usada para vigiar a privacidade da sua família

Já parou para ler o manual de instruções de seu aparelho televisivo?
Caso você possua uma Smart TV da Samsung e gosta de utilizar o comando de voz presente nela, pegue o manual, vá na parte de ‘política de privacidade’ e encontre a seguinte frase: “Por favor, esteja ciente de que, se as palavras que você disser incluírem informações pessoais ou confidenciais, esta informação estará entre os dados capturados e transmitidos a terceiros”. Parece assustador, não?!
Acredita-se que, de acordo com a política de privacidade da empresa, eles estão coletando dados dos usuários pelo recurso de comando de voz para melhorar o serviço. “Parece que eles estão usando um serviço de terceiros para converter voz para texto, de modo que é basicamente isso que está sendo divulgado”, opina Corynne McSherry, diretora de propriedade intelectual da Electronic Frontier Foundation.
O problema é que nem todos aprovam a ideia de estar sendo ‘monitorado’ por um aparelho comum na vida rotineira das pessoas. “Se eu fosse o cliente, gostaria de saber quem é este terceiro, e definitivamente gostaria de saber se as minhas palavras foram transmitidas através de um formulário seguro”, disse McSherry.
No ano passado, a privacidade dos aparelhos da Samsung foi contestada por Michael Price, conselheiro do Programa Nacional de Segurança e Liberdade do Centro Brennan para a Justiça na Escola de Direito da Universidade de Nova York, não só pela coleta do comando de voz, como pela informação de que identificadores de dispositivo poderiam estar sendo repassados a terceiros.
Eu não tenho dúvida de que esses dados são importantes para fornecer conteúdo personalizado e conveniência, mas também são informações constitucionalmente protegidas e incrivelmente pessoais que não devem estar à venda para anunciantes e deveriam exigir uma autorização”, contestou Price, que causou tanto furor na época, obrigando uma retratação da empresa.
A Samsung leva a privacidade dos consumidores muito a sério. Em todas as nossas Smart TVs nós empregamos salvaguardas e práticas de segurança padrão na indústria, incluindo criptografia de dados, para proteger as informações pessoais dos consumidores e evitar a coleta ou uso não autorizados. O reconhecimento de voz, que permite ao usuário controlar a TV usando comandos de voz, é uma característica da Samsung Smart TV que pode ser ativada ou desativada pelo usuário. O proprietário da TV também pode desconectar a TV da rede Wi-Fi”, comunicou um boletim emitido pela Samsung.
O tema é polêmico e entra na questão de que ninguém é obrigado a utilizar o produto, porém, os direitos de privacidade deveriam ser uma escolha do consumidor.
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Fonte:http://www.jornalciencia.com/tecnologia/industrial/4686-voce-le-o-manual-sua-smart-tv-pode-estar-sendo-usada-para-vigiar-a-privacidade-da-sua-familia-?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+jornalciencia%2FmnER+%28Jornal+Ciência%29

Observação solar: o fantástico e misterioso cometa SOHO-2875

Na última semana, um objeto muito luminoso e rápido cruzou o campo de visão do telescópio solar SOHO e quase mergulhou na atmosfera do Sol. Era um cometa diferente, não pertencia a nenhum grupo conhecido, mas pode se tornar visível nas próximas semanas.

Cometa SOHO-2875 C/2015 D1 (SOHO)
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Batizado provisoriamente de SOHO-2875, o cometa surgiu no campo de visão do telescópio LASCO C3 no dia 18 de fevereiro e durante três dias deu um verdadeiro show na frente das lentes.
SOHO-2875 apareceu pequeno e tímido no canto superior direito da imagem e a cada cena divulgada dava a impressão clara de que mergulharia no Sol, como acontece com a esmagadora maioria dos cometas da família Kreutz. No entanto, o objeto não se comportou como o esperado e para a surpresa de todos contornou o disco solar e ressurgiu ainda mais forte e brilhante após ser ofuscado pela estrela.
Para os especialistas, esse estranho cometa foi bastante interessante por duas razões. A primeira é que a rocha não parece pertencer ao grupo de cometas conhecido como família Kreutz, um agrupamento de fragmentos que se dispersaram no espaço após a ruptura de um cometa maior ocorrida há alguns séculos.
A segunda razão é que a maioria dos cometas descobertos pelo satélite SOHO e que chegam muito perto do Sol não sobrevivem à viagem e são vaporizados pelo intenso calor. Esses objetos são conhecidos por "sungrazers", pois parecem mergulhar no Sol.

Cálculos orbitais feitos pelo pesquisador Karl Battams, ligado ao observatório naval dos EUA, indicam que no momento de maior aproximação SOHO-2875 chegou a menos de 3.5 milhões de km do Sol, o que pode indicar que se trata de uma rocha bastante maciça.
Na segunda-feira, a União Astronômica Internacional, através do site Minor Planet center, oficializou a descoberta de SOHO-2875, que passou a ser chamado oficialmente de C/2015 D1 (SOHO).
Após cruzar o campo de visão do telescópio, SOHO-2875 seguiu viagem e se afastou bastante do Sol. Isso significa que dentro de alguns dias já poderá estar ao alcance de telescópios terrestre situados no hemisfério norte do planeta.



Artes: no topo, imagem em alta resolução do satélite SOHO mostra o cometa SOHO-2875 durante passagem à frente do coronógrafo, ao mesmo tempo que uma gigantesca ejeção de massa coronal é observada na face oposta do Sol. Acima, vídeo mostra toda a passagem do cometa na frente das lentes do telescópio. 
Créditos: SOHO, Apolo11.com.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A incrível explosão do Krakatoa

Em 27 de agosto de 1883, uma ilha foi para os ares: a ilha do Vulcão Krakatoa, na Indonésia. Foi enorme a violência da explosão e o mundo se tornou testemunha da catástrofe.

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O estrondo causado pelo vulcão pôde ser ouvido a quase 5 mil quilômetros – a distância entre Nova Iorque e Berlim, por exemplo, não é muito maior do que isso. Marés imensas arrebentaram de encontro às costas de quatro continentes. Ainda, a uma distância de 13 mil quilômetros, puderam-se observar vagas levantadas pelo vulcão, ao explodir. A onda de pressão de ar pôde ser percebida até muito mais longe: circundou a Terra, por várias vezes.
O vulcão desapareceu. Onde antes havia um monte de 800 metros de altura, escancarava-se uma cratera de 300 metros de profundidade e vários quilômetros e largura. Após a explosão, blocos de rocha voaram pelo espaço com ímpeto extraordinário. Fragmentos de rocha caíram em um território igual em extensão a toda a França. Quando caiam sobre uma ilha, cobriam o terreno com uma camada que chegava a ter mais de 30 metros de altura. Uma grande parte do vulcão, porém, desfizera-se em pó sob a força da explosão. As massas de poeira foram lançadas a quase 50 quilômetros de altura e giraram durante quase um ano ao redor da Terra, na estratosfera.
Foram por demais comoventes a perda de vidas humanas: 36 mil homens, mulheres e crianças pereceram diante da fúria explosiva do Krakatoa.
Caldeirão dos Titãs Era bem simples a origem da incrível explosão. É perceptível para todo mundo como a tampa de um caldeirão começa a dançar quando se torna excessiva a pressão do vapor dentro dele. O Vulcão Krakatoa era, de certo modo, como um caldeirão – de dimensões gigantescas, é claro.
O fogão embaixo da panela era, nesse caso, uma escavação de centenas de quilômetros de comprimento, dentro da terra, cheia de lava fervente. Esta desenvolveu um calor tão grande que transformou em vapor quente 4 bilhões de litros de água. O vapor exerceu enorme pressão contra as paredes internas “do caldeirão”, até que, finalmente, a “tampa” terminou saltando pelos ares – e com ela todo o caldeirão.
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Anak Krakatoa em novembro de 2007: um cronograma bastante regular de pequenas erupções
Sinais de perigo O Krakatoa fica situado no Estreito de Sunda, entre Java e Samatra. Antes da catástrofe, a ilha tinha uma superfície de 450 quilômetros quadrados. O próprio monte anunciava a erupção iminente. Já meses antes, abria-se em seus flancos fendas das quais se desprendiam densas nuvens de fumaça e vapor. Do interior do monte, despejava-se uma torrente de lava que foi abrindo uma larga vereda queimada por meio do matagal, até a costa do mar.
Em Java e Samatra, os holandeses não perderam a calma, pois Krakatoa era um “velho conhecido”. Muitas vezes a montanha roncara, e nuvens de fumaça eram coisa de quase todos os dias. Um capitão de nome Ferzenaar aportou na Batávia com seu navio, com notícias alarmantes e, ainda assim, ninguém se abalou. “Há, agora, dois novos vulcões em KraKatoa”, informou o capitão. “Os dois estão em atividade.” As pessoas deram de ombros, até porque na Indonésia havia vulcões em grande quantidade e os dois “novos” estavam a 150 quilômetros de distância da Batávia.
“Na praia, o chão estava tão quente que queimei os pés”, relatou Ferzenaar. “Queimava através da sola do sapato.” Alguns argumentaram que, se na ilha, de fato, o chão estivesse tão quente como o capitão dizia, os poucos indígenas que ali viviam fariam melhor entrando em suas canoas e indo para outro lugar qualquer. Mais tarde, quando a praia estivesse esfriado, poderiam voltar. Foi um modo de zombar dos alertas do velho lobo do mar. Foi um erro!
Chuva de cinzas e ronco de trovão O capitão Ferzenaar certamente deve ter sido o último europeu a atracar em Krakatoa antes da grande erupção. A viagem através do Estreito de Sunda se tornara difícil. Alguns navios mudaram sua rota porque a água estava coberta de cinzas. Outros não se incomodaram com isso.
O capitão de um navio mercante americano, por exemplo, chegou a navegar calmamente através do mar coberto de cinzas; e ainda por cima carregava combustível. Por via das dúvidas, mandou fechar hermeticamente todas as escotilhas. Depois dele, ninguém mais teve coragem de arriscar a travessia.
De início, Krakatoa apenas roncara. A seguir, passaram a ecoar constantemente de suas profundezas ribombos ameaçadores, que, finalmente, tornaram- se tão altos que foram ouvidos em toda a costa oriental de Java. Na cidade de Buitenzorg, na Indonésia, distante 100 quilômetros de Krakatoa, todos trataram de se recolher em suas casas para fugir do terrível temporal que estava na iminência de se desencadear.
A outro capitão, R. Verbeek, a história credita outro relato preciso da erupção: “Na tarde de 26 de agosto, o roncar soturno foi interrompido por sucessivas e fortes explosões que se tornavam cada vez mais frequentes e mais violentas. Todos estavam apavorados. Anoiteceu, mas ninguém pensava em ir dormir. De manhã, nada mais se conseguia ouvir além dos estrondos. Pouco antes das 7 horas, houve, de repente, uma ensurdecedora explosão. As casas tremeram; largas rachaduras se abriram nas paredes; portas se escancararam, como que abertas à força por mãos invisíveis. Todos se precipitaram para a rua. Houve novo estrondo e, depois, de súbito, silêncio completo, como se nunca tivesse existido um vulcão.”
A explosãoEfetivamente, não existia mais o Vulcão krakatoa. Sob a pressão dos gases que se expandiam, a lava incandescente achara primeiro uma saída através de duas novas crateras, das quais já falara Fernezaar. Essas crateras eram, por assim dizer, válvulas de segurança. Mas, no interior do vulcão, a pressão se tornara excessiva. As válvulas não eram mais suficientes. Uma força inimaginável se firmara contra a crosta de rocha que se achava acima da caldeira de lava, contra a “tampa” que tinha centenas de metros de espessura.
De início, a rocha ainda ofereceu resistência. Depois, começou a abaular-se. A seguir, em 26 de agosto, arrebentou como a parede arqueada de uma caldeira de vapor.
Urrando, furiosa, a torrente de lava comprimida jorrou, então, do interior da terra, através da fenda, para o alto. Segundos mais tarde, o oceano se despejou no largo buraco aberto. A água se encontrou com a lava candente e, no mesmo instante, transformou-se em vapor superaquecido – e este arrebentou as paredes da cratera. Numa nuvem de fumaça, vapor e rocha despedaçada, gigantescos fragmentos de granito e obsidiana voaram pelos ares. Novamente o mar encontrou acesso e de novo a água fluiu sobre a lava. Formava-se cada vez mais vapor quente e uma barreira de rocha depois da outra ia pelos ares.
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Onde estava a velha cratera submersa aflorou novamente um vulcão que, no intervalo de um ano, formou nova ilha mantendo seu cone central como uma “válvula de escape” para as intensas pressões vindas do subsolo marítimo
A vitória da águaChiando, a água evaporou e a lava avançou. Nova água chegou e transformou- se em vapor. E veio ainda mais lava ardente... Ninguém sabe quantas vezes o oceano correu para dentro do vulcão e quantas vezes foi repelido. Finalmente, porém, a água triunfou sobre o fogo. Na manhã do dia 27 de agosto, o mar irrompeu até o centro da ilha vulcânica.
Todas as explosões anteriores foram apenas um pálido prelúdio comparadas à enorme erupção que aí despedaçou a Ilha Krakatoa em suas profundezas, de dentro para fora, lançando aos céus 60 bilhões de metros cúbicos de rocha. A explosão foi como um horripilante fogo de artifício. De uma distância de muitos quilômetros, os marinheiros do navio inglês Charles Bal viram uma ilha se elevar subitamente acima do horizonte. “Parecia uma gigantesca árvore de natal, com uma brilhante iluminação elétrica”, escreveu mais tarde um dos marinheiros no diário de bordo.

Primeiro, a explosão foi vista, depois, ouvida. Certamente o maior estrondo que atingira, até então, ouvidos humanos. Em Victoria Plains, na Austrália, todos acreditavam que canhões estavam sendo disparados nas vizinhanças – a cidade fica a 2700 quilômetros de Krakatoa. A 4800 quilômetros, na Ilha Rodrigues, perto de Madagascar, e, talvez, ainda mais longe, o estrondo foi ouvido.

Além disso, a explosão produziu ondas de ar de força extraordinária. A primeira, vinda do oeste, atingiu Londres um dia e meio após a erupção; a segunda chegou um segundo mais tarde do Oriente. A primeira onda passou quatro vezes sobre Berlim e Valência; na direção oposta, a onda de pressão retornou três vezes. O vaivém na estratosfera durou 10 dias, só, então, a pressão da explosão perdeu a força.
Ondas marinhas Em Anjer, na costa oriental de Java – a segunda maior e a principal ilha da Indonésia –, vivia um velho capitão de nome Samuel Janson. Todos os dias ele ficava sentado horas a fio junto à praia, observando os ventos e as ondas. No dia 27 de agosto, ele fez uma descoberta: uma nova ilha surgira no mar. Durante um segundo fitou, incrédulo, a ilha. Depois, levantou-se em um salto, fez meia volta e correu depressa: o que ele vira não era ilha nenhuma, mas uma onda, uma muralha de água com 15 metros de altura que se aproximava da costa com impetuosa velocidade.
A muralha d´água varreu instalações portuárias e continuou além, inundando toda Anjer. Rolou em direção à montanha, tudo devastando. Alcançou o capitão em poucos momentos e ele sentira apenas que fora atingido e derrubado por uma viga. Depois, perdeu os sentidos. Quando voltou a si, estava no alto de uma árvore. As roupas lhe tinham sido arrancadas do corpo e apresentava algumas escoriações – milagrosamente, nada mais.
Os outros habitantes da região, em sua maioria, não tinham sido tão felizes. Em alguns lugares, a vaga chegara a uma altura de 30 metros. Dezenas de aldeias foram simplesmente varridas e arrastadas para longe. Milhares de pessoas perderam a vida. A maré tivera tal ímpeto que, na costa de Samatra, arrancou o cruzador inglês Berour de seu ancoradouro, carregando-o terra adentro. O cruzador foi depositado num ponto distante 5 quilômetros da margem, dez metros acima do nível do mar.
A vaga correu, impetuosa, por todo o Oceano Índico. Na cidade do Cabo, a 8.200 quilômetros de Krakatoa, ainda tinha 30 centímetros de altura. Seus derradeiros prolongamentos foram observados no Atlântico, até o Canal da Mancha.
Crepúsculos verdesUma sufocante nuvem de cinza caiu sobre as matas e arrozais da Indonésia. O ar estava tão saturado de cinzas que, na Batávia, ainda durante muitos dias, era preciso manter as luzes acesas de manhã até à noite.
As pedras e cinzas caíram, ora no chão, ora no mar, mas a maior parte da ilha permaneceu por muito tempo no ar. As explosões trituraram as paredes rochosas, reduzindo-as a pó e lançando-as a cerca de 50 quilômetros de altura. Nuvens de pó vulcânicas se mantiveram por meses na estratosfera.
Por toda parte os raios do sol tinham que penetrar através do véu de fumo que lhes fora tecido sobre o Estreito de Sunda. Em Paris, Nova Iorque, Cairo e Londres viam-se, por isso, ocasos verdes, azuis, cor de chumbo ou de cobre. O espetáculo de cores magníficas persistiu durante meses e só começou a empalidecer na primavera de 1884.
O milagre em KrakatoaA ilha estava morta. Nada restara além de alguns quilômetros quadrados de rocha, sobre a qual jaziam montes de cinza. Não havia mais vida em Krakatoa. No momento da explosão, plantas e animais haviam sido transformados em pó e gás. Mas a natureza encontrou um caminho e, na ilha morta, a vida começou a voltar.
Apenas quatro semanas depois da explosão um naturalista, Joseph Costantin, arriscou a visitar a ilha e, em uma colina de entulho, encontrou uma minúscula aranha que fabricava sua teia. Mais tarde, chegou companhia para a aranha e, alguns anos depois, já havia em Krakatoa gramíneas e arbustos. Uma expedição científica encontrou vermes, formigas, cobras e pássaros. Como chegaram em Krakatoa? O vento e os pássaros trouxeram sementes. Répteis e larvas de mosquito foram trazidos pela água. Alguns besouros e borboletas certamente conseguiram voar até lá, vindos de ilhas vizinhas. Cobras e escorpiões chegaram em troncos apodrecidos. Uma vez ou outra também uma serpente píton ou um crocodilo podem ter alcançado a ilha e, com eles, numerosos parasitas.
Só em 1919 as primeiras árvores fixaram suas raízes. Em 1924, formara-se um pequeno bosque. Poucos anos mais tarde, viçosos cipós, inúmeros insetos e pássaros de toda espécie tinham transformado a mata em floresta tropical.
Krakatoa tornou-se o paraíso dos naturalistas. Os holandeses transformaram a ilha em um grande parque de proteção à natureza. Os cientistas, únicas pessoas cujo acesso era permitido, fizeram um levantamento completo de todos os seres vivos na ilha. Registravam meticulosamente os novos animais e as plantas que para ali imigraram. Observaram como os novos habitantes harmonizavam ou lutavam entre si. Não tardaram a encontrar subespécies de pássaros canoros e borboletas que não havia em nenhum outro lugar. Krakatoa criava suas próprias formas de vida, advindas das ilhas vizinhas.
O filho de KraKatoa O velho vulcão não morrera, apesar de tudo. Sob os penhascos devia haver algures uma escavação subterrânea na rocha. Ela se enchera de lava que, de insondáveis profundezas, havia fluído para cima. A lava exercia pressão, o leito do mar se abaulou e assim surgiu uma colina.
Em 26 de janeiro de 1928, a colina alcançara a superfície do mar: surgia uma nova ilha – de poucas centenas de metros, plana, sem vida. As ondas se arrebentavam contra ela, alagavam-na e a arrastavam de novo para dentro do mar. Passou-se mais um ano e, em um dos penhascos da antiga Krakatoa que havia ficado, apareceu um gêiser, um repuxo que expelia pequenas nuvens de vapor e cinza. Vapores de enxofre pairavam sobre a água.
Nesse meio tempo, várias dessas ilhas chatas, lodosas, apareceram e tornaram a desaparecer. O gêiser ainda está lá. Cresceu e desenvolveu-se em um pequeno vulcão. Sua cratera é a válvula de segurança para a pressão de vapor na lava. Não é perigoso atualmente. Os indígenas lhe deram um nome que é tudo, menos tranquilizador: Anak KraKatau – o filho de Cracatoa. Os cientistas não sabem afirmar quando ele vai entrar em erupção crítica, mas já disseram que vai acontecer.

Trilhas coloridas de estrelas




Instantes espetaculares retratam trilhas circulares de estrelas que transformam o céu em um caleidoscópio de cores. O astuto fotógrafo Evgeniy Zaytsev, 24, capturou as fotos impressionantes em viagens para Crimeia, Altai e a cidade russa de Murom.

As imagens são formadas pela fusão de várias fotos tiradas ao longo de várias horas. O movimento da Terra faz com que as estrelas apareçam em lugares diferentes em cada imagem.