segunda-feira, 2 de maio de 2016

Com sirenes desligadas, 12 cidades do RJ estão vulneráveis a temporais

Barra do Piraí, RJ, receberá 60 sirenes (Foto: Reprodução/TV Rio Sul)Sirenes, como as de Barra do Piraí, RJ, estão desligadas desde março (Foto: Reprodução/TV Rio Sul)
Cento e oitenta comunidades de 12 municípios do Rio de Janeiro estão vulneráveis aos efeitos de temporais que podem provocar deslizamento de terra e de pedra e desabamentos. Desde março, segundo o diretor da Tecal Engenharia Marcelo Matta, as sirenes de alerta e alarme de risco em favelas do estado foram desligadas, como no Morro do Bumba, em Niterói, na Região Metropolitana.
O contrato com o estado expirou em outubro de 2015 e o processo de licitação para a manutenção dos serviços foi interrompido.
“Essas comunidades estão vulneráveis. Não há mais qualquer sistema de alerta de risco funcionando. Isso é muito preocupante principalmente para os moradores. Esse sistema preserva vidas”, destacou o diretor.
O desligamento das sirenes foi divulgado no último domingo (1º), na coluna “Extra, extra!”, do jornal Extra.
“Durante seis meses arcamos com os custos de energia, telefonia celular, rádio, internet, pluviômetros instalados. O contrato já tinha terminado, mas tínhamos interesse no contrato licitatório que estava em andamento. Quando o governo do estado decidiu cancelar esse processo, desligamos o sistema. Não há como continuar prestando o serviço sem um novo contrato, sem receber. O custo de manutenção dos equipamentos, preparação de pessoal e custeio é elevado”, disse Matta, que não revelou valores.
Foram desligados os sistemas de alerta em Niterói, São Gonçalo, Angra dos Reis, Mangaratiba, Duque de Caxias, São João de Meriti, Queimados, Magé, Barra do Piraí, Areal, Barra Mansa eCachoeiras de Macacu. Segundo Matta, os municípios com mais sirenes de alerta são Niterói (30), Angra dos Reis (25) e Duque de Caxias (18).
Matta lembra que firmou contrato com o estado no final de 2013 e que ao longo de 2014 instalou os equipamentos e treinou os líderes comunitários para as emergências. Até março deste ano, todo mês era realizado uma simulação com os moradores e feitos testes com as sirenes e os sistemas de comunicação. O diretor destaca ainda que enquanto esteve ligado o sistema teve um registro de 98% de operacionalidade e que não foram mais registradas catástrofes naquelas regiões.
Quatro dos 12 municípios que eram servidos pela Tecal estão em conversas com a empresa para reativar o sistema de sirenes de alerta, que estão sem manutenção desde março. Matta destacou que os municípios do Rio e da Região Serrana têm contratos mais antigos, com outras empresas e firmados pelas próprias prefeituras. E por isso, não foram atingidos.
A Secretaria de Defesa Civil do estado informou que a manutenção das sirenes foi suspensa em 25 de abril e que foi proposto aos municípios um comodato, no qual as próprias prefeituras assumissem a manutenção e operação do sistema. Os equipamentos pertencem ao estado e não serão removidos. Nos municípios da Região Serrana (Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo e Bom Jardim), o sistema continua funcionando.
A secretaria informou ainda que embora as sirenes tenham sido desligadas, o serviço de alerta e prevenção continua sendo realizado pelo SMS disponibilizado gratuitamente eplo governo do estado. Os órgãos de Defesa Civil dos municípios cadastram a população que, em caso de necessidade, recebe o aviso de risco por mensagem.

Corpos de alpinistas são encontrados no Himalaia 16 anos após avalanche


Alex Lowe escala o Hyalite Canyon, em Montana
Alex Lowe, um dos melhores alpinistas de sua geração, é visto escalando a geleira do Hyalite Canyon, em Montana, nos Estados Unidos, em 1998(Kristoffer Erickson/AP)
Os corpos dos renomados alpinistas americanos Alex Lowe e David Bridges, mortos em uma avalanche em 1999 no Himalaia, foram encontrados por outra dupla que escalava a montanha. Os alpinistas David Goettler, da Alemanha, e Ueli Steck, da Suíça, se preparavam para tentar alcançar o topo do Shishapangma, no Tibet, o 14° pico mais alto do mundo, quando encontraram dois corpos congelados em uma geleira, informou a Fundação de Caridade Alex Lowe em comunicado em seu site.
Os corpos estavam com roupas e equipamentos iguais aos que Lowe e Bridges usavam quando desapareceram. Segundo a emissora BBC, os corpos foram encontrados na semana passada e devem ser retirados da montanha em breve. Lowe, que tinha 40 anos, era considerado por muitos o melhor alpinista americano de sua geração quando ele e Bridges foram derrubados por uma avalanche durante expedição no pico de cerca de 8.000 metros. Um terceiro alpinista, Conrad Anker, ficou ferido, mas sobreviveu.
"Alex e David sumiram e ficaram congelados no tempo", disse a viúva de Lowe, Jennie Lowe-Anker, em comunicado. "Dezesseis anos de vida se passaram e agora eles foram encontrados. Estamos agradecidos. Conrad, os meninos e eu iremos peregrinar ao Shishapangma. É hora de colocar Alex para descansar".
Jennie casou com Conrad Anker em 2001 e o alpinista adotou os três filhos dela. Ela comanda a fundação Lowe, que dá auxílio financeiro e apoio a programas humanitários que operam em partes remotas do mundo.
(Com agência Reuters)

Eles se arriscam para salvar vidas na Síria


Em meio aos bombardeios, médicos se arriscam na Síria para salvar vidas


Na semana passada, um hospital em Alepo foi bombardeado por aviões do ditador sírio Bashar al Assad ou de seu aliado, o russo Vladimir Putin. Quase três dezenas de pessoas morreram, inclusive pacientes e médicos. Um deles, Dr Muhammad Waseem Maaz, era o único pediatra no hospital. Este vídeo mostra o Dr. Maaz andando pelo corredor momentos antes da explosão da bomba. O episódio escancarou as condições duríssimas em que os profissionais de saúde atuam na Síria. Situações como essa, do bombardeio, refletem um risco diário que nem sempre vem a público.
O fotógrafo sírio Bassam Khabieh, da agência Reuters, é um dos poucos jornalistas que vem retratando consistentemente essa realidade. Na semana passada, seu trabalho foi reconhecido com a Medalha de Ouro Robert Capa, o maior prêmio de fotografia de guerra do mundo, que é concedido pelo Overseas Press Club à “melhor reportagem fotográfica que exigiu coragem excepcional” de seu autor.
A reportagem premiada é entitulada “Hospital de campanha em Damasco” (originalmente “Hospital de campanha em Douma”) e mostra cenas de horror dentro da clínica, principalmente logo após um ataque aéreo em 13 de dezembro de 2015. Khabieh também documentou o drama de um bebê que teve de ser tirado prematuramente, aos 8 meses, da barriga da mãe, que morreu após ser ferida com estilhaços em um bombardeio. O bebê sobreviveu em uma incubadora, mas esteve ameaçado por bombardeios posteriores contra o centro de emergência. Enquanto as bombas caíam, conta Khabieh neste depoimento com fotos para o site da Reuters, “o pai do bebê chorava amargamente, dizendo que ele temia pelo futuro da criança recém-nascida”.
Com observa Khabieh, é incrível como os médicos conseguem trabalhar nessas condições tão difíceis, em que, se não bastasse a falta de material, de equipamentos e de mão-de-obra, eles ainda têm de se preocupar em evacuar pacientes durante possíveis bombardeios. Nesta outra reportagem, com fotos igualmente espantosas, Khabieh mostra como a alegria de crianças diante da chegada de um comboio com remédios e comida do Crescente Vermelho (o equivalente à Cruz Vermelha nos países muçulmanos) se transforma em desespero quando os carros de ajuda humanitária são bombardeados.
Só mesmo a coragem de abnegados é capaz de garantir que a população civil da Síria tenha algum tipo de assistência médica em meio à guerra.




Facebook "organiza" festa para menino que ficou sem convidados

Rachelle e Taenon
Rachelle e Taenon. DR/Facebook
Rachelle Briannan, uma jovem mãe australiana, partilhou, no domingo, no Facebook, a sua tristeza, ao ver que os 12 convites feitos para a festa de aniversário do filho tinham sido recusados ou nem obtiveram resposta. Respondeu a rede social, e Taenon teve direito a uma festa memorável.
Estou sentada no meu quarto, a chorar. Convidei 12 crianças para a festa de aniversário do meu filho, hoje, e uma hora antes, todos cancelaram ou nem responderam às minhas mensagens. O meu filho faz quatro anos e é a primeira vez que realmente percebe o conceito de uma festa com amigos. O meu coração está literalmente partido. Estou triste e zangada. O que é que posso fazer para compensá-lo? Fiz um bolo enorme, com um super-heroi e ele não vai ter ninguém para lhe cantar os parabéns.”
Esta mensagem, partilhada na página de um grupo de mães, sensibilizou centenas na Internet. Cerca de trinta pais, que não conheciam Rachelle ou Taenon, pegaram nas suas crianças e foram cantar os parabéns ao menino, num restaurante de Melbourne.

E até um corpo de bombeiros apareceu na festa. Uma surpresa a juntar a uma festa surpreendente.

Cientistas norte-americanos criam bateria que 'dura para sempre'



O pescoço do SMS: o que os telemóveis e os tablets estão a fazer à nossa coluna
O pescoço do SMS: o que os telemóveis e os tablets estão a fazer à nossa coluna


Um grupo de investigadores norte-americanos alega ter descoberto uma bateria que
 dura a vida toda e é 400 vezes mais eficiente do que as atuais.
Segundo a BBC, a descoberta aconteceu por acidente quando uma cientista 
da Universidade da Califórnia, Mya Le Thai, que testava formas de
 substituir o lítio líquido das baterias por opções mais seguras, decidiu 
envolver numa capa de gel fios de nanocabos de ouro.


Mya Le Thai ~ Chemistry PhD Candidate at UC, Irvine in USA created a nanowire battery that recharges 200,000 times!
"Mya estava 'a brincar' e cobriu tudo com uma fina

capa de gel antes de começar o ciclo", explicou

Reginald Penner, conselheiro do departamento

de química da Universidade, à revista Popular Science,

acrescentando que a cientista"descobriu que apenas

usando este gel (de eletrólitos) podia submetê-los

a ciclos (de carga e descarga) centenas de milhares

de vezes sem que perdessem sua capacidade".
Os nanocabos de ouro são filamentos milhares de vezes mais
 finos que o cabelo humano, altamente condutores e com
 uma superfície que permite o armazenamento e a
 transferência de energia. Por serem demasiado frágeis 
não aguentam a pressão de carga e descarga, mas 
o caso muda de figura quando envolvidos por um gel
 de eletrólitos. 
Desta forma a bateria pode trabalhar de forma

contínua durante mais de 200 mil ciclos de carga,

quando as atuais compostas por lítio "morrem depois de cinco mil ou seis mil ciclos, sete mil no máximo", observou Reginald Penner. 
Para já estas baterias ainda não vão ver fabricadas em massa, porque apesar de os filamentos serem finos são constituídos por ouro e têm um custo elevado. No entanto, está a ser estudada uma forma de substituir o ouro por um metal mais comum, como o níquel.
http://www.tvi24.iol.pt/tecnologia/telemoveis/conheca-a-bateria-que-dura-para-sempre

Polícia apreende 340 mil suvenires 'made in China' do Papa

A polícia de Roma apreendeu nesta segunda-feira (2) cerca de 340 mil suvenires "made in China" com imagens do papa Francisco, dos brasões da Cidade do Vaticano e de símbolos do Pontífice.
Os itens estavam dentro de centenas de caixas em um imóvel situado a poucos metros da praça São Pedro, local das celebrações de Jorge Bergoglio. Entre as lembrancinhas sequestradas estão ímãs, quadros, adesivos, braceletes e chaveiros.
Três cidadãos chineses foram denunciados por falsificação, receptação e violação das normas sobre direitos autorais. Segundo os investigadores, o material seria usado para abastecer uma rede de vendedores ambulantes na capital italiana. 
Os comerciantes, tanto italianos quanto estrangeiros, são atraídos pelos baixos preços dos produtos falsificados feitos na China. A polícia estima que a carga apreendida poderia render pelo menos 1,7 milhão de euros aos seus donos.

Mais de 88 mil menores 'sozinhos' pediram asilo na UE em 2015

Mais de 88 mil crianças e adolescentes desacompanhados se encontram entre os imigrantes que solicitaram asilo nos países da União Europeia no ano passado. A informação é de um estudo recente do Gabinete de Estatísticas da UE (Eurostat). 
Os dados apresentados pelo relatório são preocupantes. Entre 2008 e 2013, o número de menores de idade nessa situação variava entre 11 mil e 13 mil. Já em 2014, chegou aos 23 mil, e, em 2015, quase quadruplicou, alcançando os 88.265 mil jovens. 
De acordo com o documento, o perfil predominante desses menores é de meninos (91%) entre 16 e 17 anos (57%) do Afeganistão (51%). 
Além disso, quatro em cada 10 crianças e adolescentes nesse estado solicitaram refúgio na Suécia. Em seguida, aparecem Alemanha (16%), Hungria (10%) e Áustria (9%). 
A Itália também tem destaque no relatório, onde surge como o país com a maior porcentagem de menores de idade desacompanhados entre os jovens que pedem asilo, 56,6% do total.

Gracyanne Barbosa toma shake com macacão coladinho e exibe bumbum na nuca: "Kit definição"

Gracyanne Barbosa (Foto: Reprodução)
Gracyanne Barbosa não deixa seus shakes de lado antes de malhar e compartilhou nesta segunda-feira (2) uma foto tomando o seu segredo para manter a beleza, mas acabou chamando atenção pelo macacão rosa coladinho ao corpo, que acentuava seu famoso bumbum na nuca.
"Kit definição", disse a morena, que recebeu elogios de seus seguidores dos seus seguidores. "Esse bumbum é surreal", disse um. "Daqui a pouco o bumbum não caberá mais nas Fotografias hein?", brincou outro.
http://revistaquem.globo.com/
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10 catástrofes naturais que os cientistas já previram para o futuro próximo


Todos os anos, nos deparamos com notícias de novos 
furacões, tornados, terremotos 
e outros desastres naturais atingindo o mundo. 
Embora algumas áreas sejam afetadas com mais
 frequência por estas catástrofes naturais do que 
outras, a maioria das pessoas teme condições
 meteorológicas extremas – aqui no Brasil, 
podemos não ter vulcões entrando em erupção, 
mas sofremos constantemente com enchentes,
 deslizamentos e secas.
Os cientistas que estudam essas catástrofes têm
 previstos grandes tempestades e outras ocorrências
 há séculos. Dentro do século XXI, muitos fizeram
 previsões de grandes eventos que devem ocorrer
 nos futuros próximo e distante. Abaixo, estão dez
 desastres naturais que, de acordo com evidências
 científicas, podem ocorrer a qualquer momento.

10. Incêndios florestais – EUA, 2015-2050

desastres naturais previstos 10

Cientistas ambientais da
Escola de Engenharia e
 Ciências Aplicadas ]
(SEAS) de Harvard
preveem que, até 2050,
 os incêndios sazonais
que ocorrem nos EUA
durarão três semanas
a mais, produzirão duas
vezes mais fumaça e
queimarão uma área
maior a cada ano. Ao mesmo tempo, o Instituto Norte-Americano de Pesquisa
Geológica e o Serviço Florestal do país registraram que, desde 1999,
a área queimada por incêndios florestais nos EUA triplicou de 2,2 para
 6,4 milhões por ano, o que significa que muito mais do país estará em
 chamas em um futuro próximo.
O que conduziu a este dramático aumento no risco de incêndio? A resposta, de acordo com a SEAS, é a mudança climática gradual, o que elevou a temperatura da Terra, criando condições que geram incêndios maiores e mais ferozes. Loretta J. Mickley, pesquisadora sênior de química atmosférica da Escola, afirmou que a temperatura será o maior determinante de futuros incêndios. Quanto mais quente, mais provável é que um incêndio vá começar. Ironicamente, o problema foi exacerbado por algumas campanhas que queriam extinguir todos os incêndios florestais, interrompendo o ciclo natural de incêndios que limpa a vegetação rasteira das florestas. Com 30 mil a 50 mil incêndios florestais previstos para ocorrer anualmente, os EUA poderão em breve estar enfrentando sua própria versão do Inferno na Terra.

9. Explosão do Vulcão Bardarbunga – Islândia, 2014

desastres naturais previstos 9
Ok, não está no futuro, mas esta previsão se concretizou algumas semanas depois ter sido feita.
Em agosto de 2014, o Escritório Meteorológico Islandês aumentou o nível de risco para uma possível erupção do Bardarbunga, um vulcão localizado na segunda montanha mais alta da Islândia. O aumento deveu-se a centenas de terremotos que ocorreram ao redor do local ao longo de vários dias, um forte sinal de uma possível erupção vulcânica. Os cientistas começaram a prever o que poderia ocorrer se Bardarbunga entrasse em erupção. Alguns disseram que o gelo ao redor do vulcão iria derreter, provocando inundações. Outros disseram que poderia causar erupções adicionais ao longo de fissuras de 100 metros de comprimento no sudoeste da Islândia, acordando o vulcão Torfajokull, que iria destruir vários grandes rios que servem como fonte de energia hidrelétrica no país.
  • Em 23 de agosto de 2014, o vulcão entrou em erupção debaixo da geleira Dyngjujokull. Ao longo da próxima semana, milhares de terremotos ocorreram perto do Bardarbunga e na área ao redor, e em 31 de agosto, sua fissura Holuhraun entrou em erupção. A fissura Holuhraun irrompeu por seis meses, terminando de expelir material vulcânico oficialmente em 28 de fevereiro de 2015. A fissura liberou a cada cinco minutos, em média, lava suficiente para encher um estádio de futebol americano. No final, o vulcão produziu 1,5 quilômetros cúbicos de lava e criou um campo de lava de 86 quilômetros quadrados, tornando a erupção do Bardarbunga de 2014 a maior erupção islandesa desde a da fissura Laki de Bardarbunga em 1783.

8. Megaterremoto – Chile, 2015-2065

desastres naturais previstos 8
Em 1 de abril de 2014, um terremoto de magnitude 8,2 ocorreu a 97 quilômetros da costa noroeste de Chile, perto da cidade de Iquique, causando deslizamentos de terra e um tsunami que atingiu a costa. Este terremoto criou a possibilidade de um terremoto ainda maior atingir o país em um futuro próximo, devido à localização do tremor.
O terremoto de Iquique surgiu de uma zona de subducção, onde uma placa tectônica, a Placa de Nazca, está mergulhando debaixo de outra, a Placa Sul-Americana. Esta zona de subducção se encontra dentro do “Anel de Fogo”, um arco no Pacífico contendo 75% dos vulcões ativos do mundo, o que causa grande parte da atividade sísmica do mundo. Quando uma placa tectônica se desloca sob outra, as falhas podem ser submetidas a grandes quantidades de estresse, e qualquer liberação de tensão gera atividade sísmica, ou seja, terremotos. O de abril de 2014 foi um “megaterremoto”, ou um grande terremoto causado pela liberação de tensão de uma zona de subducção. Somente 33% da tensão na falha foi aliviada, deixando o resto para ser dispensado ​​num futuro próximo.

7. Terremoto gêmeo – Japão, 2017

desastres naturais previstos 7
Masaaki Kimura, sismólogo e professor emérito de geologia submarina na Universidade de Ryukyus, no Japão, está prevendo que outro terremoto de magnitude 9,0, muito parecido com o terremoto de Tohoku de 2011, ocorrerá no país em 2017. Em 11 de março de 2011, o terremoto de magnitude 9,0 atingiu Tohoku a 372 km da costa nordeste de Tóquio e criou um tsunami com ondas de 9 metros que atingiram o Japão. Kimura afirmou que ele previu o terremoto de Tohoku quatro anos antes do acontecido, mas a sua previsão e as evidências foram ignoradas pelo Congresso de Ciência do Pacífico.
Suas hipóteses são baseadas em seu conceito de “olhos de terremoto”, regiões que têm muitos pequenos terremotos que são comumente ignorados. O especialista acredita que esses olhos de terremoto são os melhores preditores de onde e quando um grande terremoto ocorrerá. Esses indicadores são uma parte de seu método de previsão de terremotos a curto prazo de quatro etapas, apelidado de “método de Kimura”. Ele é atualmente o único método de previsão de terremotos em uso, no entanto, não foi bem testado por seus pares científicos.
Kimura acredita que o novo terremoto começará nas Ilhas Izu e terá uma magnitude de 9,0. Este também causaria um tsunami que atingiria o Japão de uma forma muito semelhante ao de Tohoku.

6. Erupção do Monte Fuji – Japão, 2015-2053

desastres naturais previstos 6
Quando o terremoto de Tohoku mudou a massa terrestre do Japão, 20 dos 110 vulcões ativos no país mostraram aumento da atividade sísmica, levando especialistas a acreditar que um deles pode entrar em erupção a qualquer momento. A Agência Meteorológica do Japão monitora a atividade sísmica e vulcões ativos no Japão. Destes 110 vulcões, 47 são considerados “ativos”, o que significa que surgiram nos últimos 10 mil anos e/ou vomitam gases. Os cálculos mostram que o Japão deve ter uma grande erupção vulcânica a cada 38 anos. Atualmente, 15 “eventos vulcânicos” acontecem anualmente.
  • Na lista dos 47 vulcões ativos japoneses está o Monte Fuji, o mais alto vulcão do Japão com 3.773 metros de altura. Em julho de 2014, uma equipe científica francesa e japonesa divulgou um relatório afirmando que o Fuji é um dos vulcões mais susceptíveis de entrar em erupção, causando preocupação para muitos cidadãos japoneses. O Monte Fuji está localizado a apenas 100 km de Tóquio. Se entrasse em erupção, seria necessário fazer a evacuação de emergência de 750 mil pessoas de Tóquio. A cidade provavelmente ficaria coberta de cinzas.

5. Terremoto e tsunami – Oregon, 2015-2065

desastres naturais previstos 5
Pelos esforços conjuntos de mais de 150 peritos voluntários, a Comissão Consultiva de Política de Segurança Sísmica de Oregon prevê que um terremoto de magnitude entre 8 e 9 e um tsunami subsequente irá ocorrer ao largo da costa do estado norte-americano do Oregon, nos próximos 50 anos. As grandes questões são: quando isso vai acontecer exatamente e se o Oregon vai estar preparado.
A possível fonte dessa catastrófica combinação de terremoto e tsunami é a zona de subducção de Cascadia, uma rachadura de 1.287 quilômetros a 97 km da costa do Oregon. As placas tectônicas continentais de Juan de Fuca e Norte-Americana criam esta zona de subducção, que é considerada a “mais silenciosa do mundo”. Porém, atualmente acredita-se que ela esconda um dos maiores eventos sísmicos do século. Esta ocorrência está prevista desde 2010; a Comissão afirma agora que isso vai ocorrer, inevitavelmente. Este terremoto e tsunami previsto mataria mais de 10 mil pessoas, possivelmente dividiria partes da Costa Oeste e custaria 32 bilhões dólares em danos aos EUA.

4. Submersão da Costa Leste – EUA, 2050-2100

East Coast Begins To Clean Up And Assess Damage From Hurricane Sandy
Em outubro de 2012, o furacão Sandy deixou várias cidades debaixo d’água e, devido à sua força, é considerada uma tempestade de aberração que só ocorreria uma vez a cada 700 anos, de acordo com a NASA. No entanto, as tendências atuais do nível do mar ao longo da costa leste dos Estados Unidos podem deixar as principais cidades da região debaixo d’água até 2050.
Um estudo de 2012 feito pelo professor emérito do Instituto de Ciência Marinha de Virginia John Boon afirmou que mudanças significativas no nível do mar ao longo da costa leste de Key West, na Flórida, até Newfoundland, no Canadá, começaram por volta de 1987. Seu estudo mostra que o nível do mar está aumentando 0,3 milímetros por ano. Este estudo se encaixa em outro, do Instituto Norte-Americano de Pesquisa Geológica, realizado por cientistas na Flórida, que afirma que o nível do mar da costa leste está aumentando três ou quatro vezes mais rápido do que em qualquer outro lugar no mundo.
Atualmente, as zonas costeiras no nordeste dos EUA são consideradas em maior risco devido aos maiores valores de propriedade e zonas costeiras construídas em lugares como Nova York, que podem ser inundadas em 2050. O nível do mar de Nova York deverá aumentar 79 centímetros até 2050, deixando 25% da cidade em perigo de se transformar em uma planície de inundação. Cerca de 800 mil pessoas vivem na zona alvo de inundação. Em 2050, 97% das usinas de Nova York vão estar lá também. É por isso que o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg propôs um sistema de inundação de US$ 20 bilhões para a cidade em 2013, antes de deixar o cargo, mas este plano não foi posto em ação.

3. O maior tsunami já visto – Caribe, data desconhecida

desastres naturais previstos 3
Se você se assustou com os desastres que já mostramos, prepare-se que o pior ainda está por vir. Simon Day, da University College London, e Steven Ward, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, preveem que o vulcão Cumbre Vieja, nas Ilhas Canárias, vá entrar em erupção e criar o maior tsunami da história. Em seu artigo conjunto sobre o tema, lançado em 2001, Day e Ward levantaram a hipótese de que uma ruptura na estrutura do vulcão ocorreu durante sua última erupção, fazendo com que o lado esquerdo tenha se tornado particularmente instável.
Se o Cumbre Vieja entrar em erupção novamente, o seu lado esquerdo se transformaria em um deslizamento de terra que causaria o maior tsunami na história da humanidade. Eles deduziram que a onda monstruosa avançaria a 800 quilômetros por hora, com 100 metros de altura em seu primeiro impacto com a terra, e chegaria à Flórida nove horas depois de ser criada. Day e Ward preveem que tsunamis atingiriam lugares distantes entre si como a Inglaterra, a Flórida e o Caribe.
Vale notar, no entanto, que essa é a pior situação possível. Se um deslizamento de terra causado por uma erupção na Cumbre Vieja vier a acontecer, é mais provável que toda aquela massa de terra não cairia no mar de uma só vez. Um deslizamento de terra mais fragmentado poderia não causar um tsunami recorde. No entanto, se o seu próximo investimento imobiliário vai ser uma casa na costa do sul dos EUA, da Inglaterra ou do Caribe, pode ser uma boa reconsiderar a ideia.

2. O “Big One” – Califórnia, 2015-2045

desastres naturais previstos 2
O Serviço Geológico dos EUA aumentou a probabilidade de um terremoto de magnitude 8 ou maior atingir a Califórnia nas próximas décadas. O “Big One” refere-se ao terremoto que muitos californianos estavam esperando com a respiração suspensa durante anos. Cientistas afirmam que um terremoto de magnitude 8 ou maior tem uma chance de 7% de ocorrer nos próximos 30 anos. As chances da região ser atingida por um terremoto de magnitude entre 6,5 e 7 sobe para 30%.
Se fosse para esse fenômeno acontecer, a causa mais provável seria a ruptura da falha de San Andreas, que vai do interior do sul da Califórnia até Los Angeles, mas há alguma especulação quanto a falha ser o epicentro do tremor. Alguns relatórios especificam que o Big One se originará da falha de Hayward, próxima da área da baía de San Francisco.
Não importa de onde o terremoto vier, a previsão é de que ele devaste toda a Califórnia e outras partes da Costa Oeste. Um “cenário realista de crise” utilizado para o planejamento de emergência foi criado por 300 cientistas e detalha a ocorrência e os danos do terremoto através de projeções de computador baseadas em dados históricos. O computador prevê que o terremoto irá produzir ondas de choque que viajariam a 11,6 mil quilômetros por hora, danificando gravemente as principais rodovias e prédios. No geral, a maior preocupação para qualquer terremoto de grande impacto são os incêndios, devido à quantidade de vegetação seca que poderia transformar qualquer pequeno incêndio em um inferno de fogo.
A Casa Branca concedeu US$ 5 milhões a uma equipe da Universidade de Tecnologia da Califórnia, da Universidade da Califórnia em Berkeley e da Universidade de Washington, que está desenvolvendo um sistema de alerta precoce de terremoto para informar as pessoas um minuto antes de um terremoto atingir o estado. Atualmente, o sistema só é capaz de lançar um alerta 10 segundos antes do início de um terremoto.

1. Grande tempestade solar – 2015-2025

desastres naturais previstos 1
O maior desastre natural que poderia afetar a Terra no futuro próximo nem sequer nasceria no nosso planeta; ele vem do sol.
O sol tem um “ciclo de atividade”, o que significa que tem diminuição ou aumento da atividade, tais como erupções solares e manchas solares, dependendo do seu tempo em um ciclo particular. A grande explosão mais recente da atividade solar ocorreu em julho de 2012, quando uma ejeção de massa coronal (EMC) passou pela órbita da Terra e acertou a estação espacial STEREO-A. Uma tempestade solar geralmente tem uma labareda solar, altos níveis de radiação UV, partículas energéticas que destroem os componentes eletrônicos cruciais de satélites e muitas EMCs. A labareda solar de 2012 atingiu a estação espacial, mas foi apenas uma semana de diferença que evitou com que ela atingisse a Terra.
Esse golpe de sorte da Terra pode não se repetir no futuro próximo, de acordo com Pete Riley, cientista do Instituto de Ciência Preditiva. Depois de analisar os registros de tempestades solares dos últimos 50 anos, seus cálculos concluíram que há uma chance de 12% de uma grande tempestade solar atingir a Terra nos próximos 10 anos. Se isso vier a acontecer, interferiria potencialmente com sistemas de rádio, GPS e comunicações por satélite, afetando o uso de milhões de produtos eletrônicos em todo o mundo. Redes de energia também seriam afetadas devido à sobretensão provocada pelas partículas energéticas, possivelmente causando grandes apagões em todo o mundo – de forma semelhante ao que ocorreu em Quebec em 1989. Os custos econômicos são estimados em US$ 1 a 2 trilhões no primeiro ano do impacto, sendo que uma recuperação completa levaria entre 4 e 10 anos, de acordo com o Conselho Nacional de Pesquisa.
Mesmo que essa catástrofe ocorra, segundo o pesquisador Robert Rutledge e o escritório de previsão do Centro de Previsão do Clima Espacial da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA, ela pode não ser tão impactante como alguns estão prevendo. Mais uma vez, as previsões que estão sendo feitas abordam o ponto de vista da “pior situação possível” e são apenas uma advertência. Dito isto, as grandes empresas de energia e serviços de emergência em todo o mundo estão cientes dos efeitos da atividade solar e estão investindo pesadamente para se defender contra eles. [Listverse]