segunda-feira, 2 de maio de 2016

Janot pede ao STF para investigar Aécio, Cunha e Edinho na Lava Jato

Montagem Aécio Neves, Eduardo Cunha e Edinho Silva (Foto: José Cruz/Agência Brasil e Marcelo Camargo/Agência Brasil )A PGR quer autorização para abrir inquéritos para investigar Aécio, Eduardo Cunha e Edinho Silva (Foto: José Cruz/Agência Brasil e Marcelo Camargo/Agência Brasil )
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para abrir quatro novos inquéritos para investigar políticos na Operação Lava Jato com base na delação premiada do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS).
Os pedidos foram protocolados na última sexta-feira (29), mas devem ser cadastrados no sistema do tribunal somente na tarde desta segunda (2).
O procurador quer abertura de quatro inquéritos para investigar:
- o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG);
- o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ);
- o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva (PT-SP), que atuou como tesoureiro da campanha presidencial do PT em 2014;
- o ex-presidente da Câmara Marco Maia (PT-RS) e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo.
Os pedidos de abertura de inquérito ainda precisam ser analisados pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo.
Aécio, Marco Maia e Vital do Rêgo ainda não são investigados pela Lava Jato. Se Teori Zavascki autorizar, será o primeiro inquérito contra eles.
Edinho SIlva já é alvo de um inquérito baseado na delação premiada do dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa. Esse poderá ser o segundo inquérito contra o ministro da Comunicação Social na Lava Jato.
Réu em uma das ações penais em tramitação no Supremo que investigam o esquema de corrupção que atuava na Petrobras, Eduardo Cunha é alvo de outros quatro inquéritos da Lava Jato. Esse seria o sexto procedimento da Procuradoria Geral da República contra o presidente da Câmara.
Além dos quatro pedidos de abertura de inquérito, Janot também solicitou ao STF autorização para incluir citações feitas por Delcídio do Amaral a integrantes da cúpula do PMDB – Edison Lobão, Valdir Raupp e Renan Calheiros – em nove inquéritos já instaurados, entre os quais o principal inquérito da Lava Jato, que apura se houve uma quadrilha para fraudar a estatal do petróleo.
Eles foram citados por desvios no Ministério de Minas e Energia e na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.
O que dizem os suspeitos
Em nota divulgada por sua assessoria, Aécio afirmou que considera "absolutamente natural e necessário" que as investigações sejam feitas.
Segundo o parlamentar tucano, a apuração irá demonstrar, "como já ocorreu outras vezes, a correção da sua conduta" (leia ao final desta reportagem a íntegra da nota).
"Como o próprio senador Delcídio declarou recentemente, as citações que fez ao nome do senador Aécio foram todas por ouvir dizer, não existindo nenhuma prova ou indício de qualquer irregularidade que tivesse sido cometida por ele. Trata-se de temas antigos, que já foram objetos de investigações anteriores, quando foram arquivados, ou de temas que não guardam nenhuma relação com o senador", observa trecho do comunicado divulgado por Aécio.
Também por meio de nota, Edinho Silva disse que é "favorável à apuração de todos os fatos" com relação à atuação dele como tesoureiro da campanha de Dilma na eleição de 2014.
"Sempre agi de maneira ética, correta e dentro da legalidade. As afirmações do senador Delcídio Amaral são mentiras escandalosas. Jamais orientei o senador a "esquentar" doações, jamais mantive contato com as mencionadas empresas, antes ou durante a campanha eleitoral. As doações para a campanha de Dilma Rousseff em 2014 estão todas declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral, bem como seus fornecedores. As contas da campanha foram todas aprovadas por unanimidade pelos ministros do TSE", destacou o ministro da Comunicação Social na nota.
O G1 entrou em contato com as assessorias de Cunha e Vital do Rêgo, mas até a última atualização desta reportagem ainda não havia obtido resposta.
Em relação a Aécio Neves, Delcídio disse que um "grande esquema de corrupção" era operado por Dimas Toledo, ex-diretor de engenharia de Furnas, e que teria “vínculo muito forte” com Aécio. As acusações
Todos os pedidos se baseiam na delação premiada de Delcídio. No termo de colaboração número 4, Delcídio cita a participação de Aécio Neves e Eduardo Cunha em irregularidades em esquema na diretoria de Furnas. A Procuradoria pediu para separar para que Aécio e Cunha sejam investigados em procedimentos diferentes.
Segundo Delcídio, esse esquema "atendia interesses espúrios do PP e do PSDB", e após 2002, do PT. O senador disse ainda na delação que "um dos beneficiários dos valores ilícitos sem dúvida foi Aécio Neves".
Sobre Eduardo Cunha, Delcídio afirmou que o presidente da Câmara recebeu dinheiro desviado e que era ligado à diretoria de Furnas.
Em outro termo de delação, o número 10, o ex-líder do governo afirmou que Edinho Silva utilizou a empresa farmacêutica EMS para pagar empresas prestadoras de serviços da campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2014.
CPI da Petrobras
No termo de colaboração 17, Delcídio do Amaral contou que houve um esquema para impedir convocações na CPI da Petrobras, do qual, segundo ele, participaram os deputados Marco Maia e o atual ministro do TCU Vital do Rêgo.
Em nota, Marco Maia afirmou que a investigação do Ministério Público mostrará que ele é "vítima de uma mentira deslavada e descabida" que, segundo disse, tem o "único intuito de desgastar" a imagem dele e a do Partido dos Trabalhadores (leia ao final desta reportagem a íntegra da nota).
"Refuto com indignação as ilações ditas a luz de acordos de delação", enfatizou.
O ex-senador Gim Argello (PTB-DF) também foi citado nesse contexto, mas os fatos sobre ele estão em apuração na primeira instância porque ele perdeu o foro privilegiado ao deixar de ser parlamentar.
Nesse caso, além de pedir abertura de inquérito, a Procuradoria quer ouvir depoimentos de Gim e de diversos empreiteiros.
Leia abaixo a íntegra das notas divulgadas pelos alvos do pedido de inquérito da PGR:
Nota da assessoria do senador Aécio Neves
O senador Aécio Neves considera absolutamente natural e necessário que as investigações sejam feitas, pois elas irão demonstrar, como já ocorreu outras vezes, a correção da sua conduta.
Quando uma delação é homologada pelo Supremo Tribunal Federal, como ocorreu com a delação do senador Delcídio Amaral, é natural que seja feita a devida investigação sobre as declarações dadas.
Por isso, na época, o senador defendeu publicamente que fossem abertas investigações sobre as citações feitas ao seu nome.
Como o próprio senador Delcídio declarou recentemente, as citações que fez ao nome do senador Aécio foram todas por ouvir dizer, não existindo nenhuma prova ou indício de qualquer irregularidade que tivesse sido cometida por ele.
Trata-se de temas antigos, que já foram objetos de investigações anteriores, quando foram arquivados, ou de temas que não guardam nenhuma relação com o senador.
O senador Aécio Neves reitera o seu apoio à operação Lava Jato, página decisiva da história do país, e tem convicção de que as investigações deixarão clara a falsidade das citações feitas.
Assessoria do senador Aécio Neves
Nota do deputado Marco Maia
Quanto a iniciativa do Ministério Pública Federal de pedir a abertura de inquérito envolvendo minha pessoa gostaria de dizer:
Que entendo a posição do MP, mas a investigação irá mostrar que sou vítima de uma mentira deslavada e descabida com o único intuito de desgastar a minha imagem e a do Partido dos Trabalhadores, o qual faço parte. Refuto com indignação as ilações ditas a luz de acordos de delação.
Fui relator de uma CPMI em 2014, onde pedi o indiciamento daqueles que me acusam, o que foi aprovado pela comissão. Foram 53 indiciamentos e mais o pedido de investigação de 20 empresas ao Cade, pela pratica de crime de Cartel.
Como já havia afirmado anteriormente, não recebi nenhuma doação para minha campanha eleitoral em 2014 de empresa que estivesse sendo investigada pela CPMI.
Por fim utilizarei de todas as medidas legais para que a verdade seja estabelecida e para que os possíveis desgastes a minha imagem de parlamentar sejam reparados na sua integralidade.

02 de Maio de 2016,
Marco Maia - Deputado Federal

WhatsApp é bloqueado no Brasil

Ícone do aplicativo de conversa Whatsapp em um smartphone (Foto: Fábio Tito/G1)Ícone do aplicativo de conversa Whatsapp em um smartphone (Foto: Fábio Tito/G1)
O bloqueio ao aplicativo WhatsApp começou a valer a partir das 14 horas desta segunda-feira (2) para clientes de TIM, Oi, Vivo, Claro e Nextel. Em comunicado, o WhatsApp afirmou que a decisão "pune mais de 100 milhões de brasileiros que dependem do nosso serviço para se comunicar, administrar os seus negócios e muito mais".
A Justiça de Sergipe mandou as maiores operadoras de telefonia do país suspenderem o acesso dos brasileiros ao aplicativo de mensagem instantânea por 72 horas.
A multa para as empresas em caso de descumprimento é de R$ 500 mil. Segundo o Sinditelebrasil, sindicato das operadoras, todas as empresas – TIM, Oi, Vivo, Claro e Nextel – foram notificada e afirmaram que vão cumprir a determinação judicial.
A decisão é do juiz Marcel Maia Montalvão, da Vara Criminal de Lagarto, em Sergipe. O magistrado atendeu a um pedido de medida cautelar da Polícia Federal, que foi endossado por parecer do Ministério Público.
Compartilhamento de informação
O bloqueio foi pedido porque o Facebook, dono do WhatsApp, não cumpriu uma decisão judicial anterior de compartilhar informações que subsidiariam uma investigação criminal. A recusa já havia resultado na prisão do presidente do Facebook para América Latina em março.
Segundo o juiz, a medida cautelar é baseada no Marco Civil da Internet.
Os artigos citados pelo magistrado dizem que uma empresa estrangeira responde pelo pagamento de multa por uma “filial, sucursal, escritório ou estabelecimento situado no país” e que as empresas que fornecem aplicações devem prestar “informações que permitam a verificação quanto ao cumprimento da legislação brasileira referente à coleta, à guarda, ao armazenamento ou ao tratamento de dados, bem como quanto ao respeito à privacidade e ao sigilo de comunicações.”
Não é a primeira vez que um tribunal decide pela suspensão do acesso ao serviço de bate-papo no Brasil.
O bloqueio anterior ocorreu em dezembro de 2015, quando a Justiça de São Paulo ordenou que as empresas impedissem a conexão por 48 horas em represália ao WhatsApp ter se recusado a colaborar com uma investigação criminal. O aplicativo ficou inacessível por 12 horas e voltou a funcionar por decisão do Tribunal de Justiça de SP.
Conta no WhatsApp
A investigação que culminou no bloqueio desta segunda foi iniciada após uma apreensão de drogas na cidade de Lagarto, a 75 km de Aracaju. O juiz Marcel Montalvão pediu em novembro de 2015 que o Facebook informasse o nome dos usuários de uma conta no WhatsApp em que informações sobre drogas eram trocadas. As informações desse processo corriam em segredo de Justiça.
Segundo o delegado Aldo Amorim, membro da Diretoria de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal em Brasília, a investigação foi iniciada em 2015 e esbarrou na necessidade informações relacionadas às trocas de mensagens via WhatsApp, que foram solicitadas ao Facebook. A empresa não cumpriu a decisão.
Ainda de acordo o delegado, existe uma organização criminosa na cidade de Lagarto e o não fornecimento das informações do Facebook está obstruindo o trabalho de investigação da polícia.
Ele disse também que toda empresa de comunicação que atua no Brasil deve seguir a legislação brasileira, independente do seu país de origem.
O Facebook já proíbe que a rede social seja usada para vender drogas. No começo de fevereiro, a rede social alterou a política de uso do site e do aplicativo de fotos Instagram para impedir também que os usuários comercializassem armas.
Na prática, donos de páginas e perfis já não podiam vender material bélico, mas pequenas microempresas podiam usar a ferramenta de criação de anúncios rápidos para isso. Com a alteração, essa prática foi vetada. A política da rede, no entanto, não se estende ao WhatsApp.
Veja abaixo o comunicado do WhatsApp:
"Depois de cooperar com toda a extensão da nossa capacidade com os tribunais brasileiros, estamos desapontados que um juiz de Sergipe decidiu mais uma vez ordenar o bloqueio de WhatsApp no Brasil. Esta decisão pune mais de 100 milhões de brasileiros que dependem do nosso serviço para se comunicar, administrar os seus negócios e muito mais, para nos forçar a entregar informações que afirmamos repetidamente que nós não temos."

Tremor de 3.7 atinge Região Metropolitana de Belo Horizonte

Terremoto de 4.2 escala Richter nesta manhã de segunda feira em MG, epicentro na cidade de Esmeralda. As notícias só não informam a profundidade do mesmo.

Sem relatos de maiores danos (apesar de algumas residências apresentarem rachaduras) Corpo de bombeiros também não registrou ocorrências por motivos de abalo sísmico.
Um abalo de 3.7 naquela região é sem dúvida um evento importante. Por ser uma região muito habitada, deve ter sido sentido por muita gente e causado um bom espanto. Aguardando mais informações.

domingo, 1 de maio de 2016

"Consumado o impeachment, haverá golpe", diz Cardozo durante defesa de Dilma

Advogado-geral da União fez defesa de Dilma na Comissão Especial do Impeachment do Senado, nesta sexta-feira (29)


O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, fala ao lado do advogado-geral da União, Cardozo
Agência Senado - 29.04.16
O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, fala ao lado do advogado-geral da União, Cardozo

O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, reafirmou que, caso o impedimento da presidente seja aprovado, o Brasil sofrerá um golpe de Estado. O discurso foi realizado durante sua defesa a Dilma Rousseff na Comissão Especial do Impeachment do Senado, nesta sexta-feira (29). 
"O impeachment é uma situação excepcionalíssima. Não se trata de um julgamento apenas político, mas também de um ato jurídico. Apenas com pressupostos jurídicos provados de crime de responsabilidade se pode fazer a análise da conveniência política de um impedimento", defendeu o advogado.
Para Cardozo, é preciso ainda haver o respeito ao devido processo legal, com garantia à defesa e ao contraditório e, se esses pressupostos constitucionais não forem respeitados, o impeachment se torna de fato um golpe. "O golpe é uma ruptura institucional, para destituição de um governo, com violência ou não. Golpes podem ser feitos com pretextos jurídicos e questões retóricas violadoras da Constituição."
O defensor da presidente repetiu os argumentos elencados mais cedo na comissão pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, para defender o uso dos instrumentos questionados no ano passado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). E lembrou que, quando o TCU mudou o entendimento, o governo deixou de emitir novos decretos.
Para Cardozo, não houve atentado à Constituição nos decretos, sendo que o governo até mesmo teria cumprido a meta fiscal do ano passado. "Meta não se estabelece aleatoriamente, tem prazo. A meta é anual. Não tem cabimento dizer que o governo descumpriu parcialmente a meta. Onde está o crime?", questionou.
Ato de vingança de CunnhaO advogado-geral também repetiu argumentos citados pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu, outra que defendeu Dilma na comissão, de que as chamadas "pedaladas fiscais" no atraso de pagamento de subvenções pelo Tesouro no crédito agrícola não estariam em desacordo com a legislação. "Não há ilícito, não se trata de operações de crédito", reforçou Cardozo.
O defensor de Dilma voltou a defender que a Comissão Especial do Impeachment do Senado analise apenas as duas questões que fazem parte do processo de impedimento admitido na Câmara dos Deputados: os decretos de suplementação orçamentária e os atrasos nos pagamentos de equalizações de juros do crédito rural. "Se o relatório tratar de outros pontos, o processo é nulo, indiscutivelmente nulo", afirmou.
Para o ministro, antes mesmo da análise, caberia ao Senado avaliar se houve nulidade no processo realizado na Câmara dos Deputados. Entre os supostos vícios do processo, Cardozo voltou a acusar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de desvio de poder por ter aceito a denúncia do impeachment após o PT rechaçar votos favoráveis a ele no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que tenta cassar o peemedebista. 
O advogado acusou a comissão especial da Câmara – sob as orientações de Cunha – criou uma "confusão" ao tratar de diversos assuntos, alguns dos quais até mesmo anteriores à ocupação da Presidência da República por Dilma. "Na comissão falou-se sobre tudo, menos dos objetos do processo", alegou.
Além disso, o advogado-geral da União questionou as declarações antecipadas de votos dadas pelos parlamentares, afirmando que tais atitudes configuraram "prejulgamento", e o fechamento de questão pelos partidos e as orientações partidárias antes da votação no plenário da Câmara. "Ameaças de expulsão de partidos em caso de votos contrários à orientação dos líderes é um dos vícios do processo", apontou. 
Suspeição regimentalCardozo disse que a defesa da presidente Dilma irá requerer, ainda nesta sexta-feira (29), a suspeição regimental de Antonio Anastasia (PSDB-MG) como relator do processo de admissão do impeachment na Comissão Especial do Impeachment do Senado.
"Um dos autores da peça do impedimento, Miguel Reale, é filiado ao PSDB. Além disso, outra autora, Janaína Paschoal, teria sido contratada pelo PSDB para prestar consultoria ao partido sobre a legislação do impeachment. Há suspeição objetiva de Anastasia", argumentou o ministro.

Foto de menina trans levanta debate sobre lei anti-LGBT nos EUA

Reprodução / Facebook
Corey Maison tem 14 anos
Corey Maison tem 14 anos
"Se a menina da foto acima fosse sua filha, você se sentiria confortável em mandá-la ao banheiro masculino?". Com essa pergunta, a fotógrafa Meg Bitton levantou um debate nos Estados Unidos sobre a lei anti-LGBT na Carolina do Norte. A imagem mostra o rosto de Corey Maison, uma garota trans de 14 anos.
A lei, aprovada pelo governador republicano Pat McCrory em março, proíbe as localidades do estado de redigir suas próprias leis anti-discriminatórias e obriga o uso dos banheiros públicos de acordo com o sexo de nascimento, negando a escolha de pessoas trans. Sendo assim, Corey teria que usar um banheiro masculino.
Reprodução / Facebook
A jovem tem um canal no YouTube
A jovem tem um canal no YouTube
Segundo o jornal "Metro", Meg teve autorização dos pais de Corey para publicar a imagem junto com a seguinte mensagem: "Ela nasceu com a anatomia masculina, mas se identifica como uma mulher. Sob as novas leis, ela seria forçada a usar o banheiro dos homens. Portanto, eu não estaria confortável mandando ela para o banheiro dos homens se ela fosse minha filha. Seja justo. Seja amável. Seja empático. Trate os outros como você gostaria de ser tratado”, escreveu a fotógrafa.

Papa pede punição para casos de pedofilia após morte de menina

Papa Francisco acena em seu discurso que mencionou o abuso de menina italiana (Foto: Alessandro Bianchi/Reuters)Papa Francisco acena em seu discurso que mencionou o abuso de menina italiana (Foto: Alessandro Bianchi/Reuters)
O Papa Francisco pediu "punição severa" para pedófilos neste domingo (1º), depois que novos detalhes surgiram no caso da morte de uma menina italiana de seis anos, em 2014, que teria sido jogada do oitavo andar de um prédio por seu abusador.
"Isso é uma tragédia. Não podemos tolerar o abuso de menores", disse o Papa, em um improviso durante seu discurso na mensagem e benção de domingo para milhares de pessoas na Praça de São Pedro. "Temos que proteger as crianças e punir severamente os abusadores".
Os detalhes que tem surgido no caso da menina Fortuna chocaram a Itália. Depois de reabrir as investigações, a polícia denunciou um homem de 43 anos por ter jogado a menina de um prédio de apartamentos em uma área perigosa de Nápoles, depois de tê-la estuprado. De acordo com a Polícia, o acusado a matou para que não pudesse denunciá-lo.A própria Igrega Católica tem sido abalada por escândalos de abusos de crianças. No entanto, Francisco não mencionou os casos, como já fez em outras falas no passado.
O homem, que foi acusado de molestar outras crianças e está na prisão, em Roma, nega as acusações.
No sábado (30), o presidente italiano, Sérgio Matarella, clamou por um "amplo, rápido e severo" processo judicial no caso, que tem dominado as manchetes dos jornais nos últimos dias.
Abusos na Igreja
O abuso de crianças por padres tem atormentado a Igreja Católica por anos. Alguns casos, como os do estado americano da Louisiana, foram expostos na década de 80, mas o escândalo somente explodiu em 2002, quando reportagem do jornal The Boston Globe mostrou que os bispos americanos na área de Boston apenas mudavam os padres abusadores de paróquia, em vez de expulsá-los da igreja. Escândalos similares tem sido descoberto em todo o mundo desde então.
Apesar do Papa Francisco ter prometido tolerância zero para abusadores na igreja, grupos de vítimas o têm acusado de não fazer o suficiente. Afirmam que ele deveria fazer mais para responsabilizar os bispos por encobrirem os casos e não preveni-los.
O papa também mencionou no discurso o conflito na Síria e pediu que o cessar-fogo seja respeitado.

Tem dificuldades em emagrecer? Veja aqui quais alimentos são os seus inimigos

Quais são os dez piores alimentos e que têm grande peso no desenvolvimento de câncer e outras doenças?
A nutricionista e médica canadense Michelle Schoffro Cook, da Sociedade Internacional de Medicina Ortomolecular, elaborou uma lista com o ranking das comidas e bebidas consideradas as mais perigosas de todos os tempos.
Veja quais são eles, em ordem decrescente:
10º lugar: Sorvete
Apesar de existirem versões mais saudáveis que os tradicionais sorvetes industrializados, a nutricionista Michelle Schoffro Cook adverte que esse alimento geralmente tem altos níveis de açúcar e gorduras trans, além de corantes e de saborizantes artificiais, muitos dos quais possuem neurotoxinas – substâncias químicas que podem causar danos no cérebro e no sistema nervoso.
9º lugar: salgadinho de milho
De acordo com Michelle, desde o surgimento dos alimentos transgênicos, a maior parte do milho que comemos é um “Frankenfood”, isto é, “comida Frankenstein”.
Ela aponta que esse alimento pode causar flutuação dos níveis de açúcar no sangue, levando a mudanças no humor, ganho de peso e irritabilidade, entre outros sintomas.
Além disso, a maior parte desses salgadinhos é frita em óleo, que vira ranço e está ligado a processos inflamatórios.
A pipoca de milho transgênico está incluída neste grupo, especialmente se for feita no micro-ondas.
Talvez ainda pior do que a pipoca seja o diacetil, aquela substância que tem sabor artificial de manteiga e é usado nas pipocas de cinema.
8º lugar: pizza
A nutricionista Michelle destaca que nem todas as pizzas são ruins para a saúde, mas a maioria das que são vendidas congeladas em supermercados está cheia de condicionadores de massa artificiais e conservantes.
Feitas com farinha branca, essas pizzas são absorvidas pelo organismo e transformadas em açúcar puro, causando aumento de peso e desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue.
7º lugar: batata frita
Contém não apenas gorduras trans, que já foram relacionadas a uma longa lista de doenças, mas também uma das mais potentes substâncias cancerígenas presentes em alimentos: a acrilamida, que é formada quando batatas brancas são aquecidas em altas temperaturas.
Além disso, a maioria dos óleos utilizados para fritar as batatas se tornam rançosos na presença do oxigênio ou em altas temperaturas, gerando alimentos que podem causar inflamações no corpo.
6º lugar: salgadinhos de batata
Além de causarem todos os danos das batatas fritas comuns e não trazerem nenhum benefício nutricional, esses salgadinhos contêm níveis mais altos de acrilamida, que também é cancerígena.
5º lugar: bacon
Segundo a nutricionista, o consumo diário de carnes processadas, como bacon, pode aumentar o risco de doenças cardíacas em 42% e de diabetes em 19%.
Um estudo da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, descobriu ainda que comer 14 porções de bacon por mês pode danificar a função pulmonar e aumentar o risco de doenças ligadas ao órgão.
4º lugar: cachorro-quente
Michelle cita um estudo da Universidade do Havaí, também nos EUA, que mostrou que o consumo de cachorros-quentes e outras carnes processadas pode aumentar o risco de câncer de pâncreas em 67%.
Um ingrediente encontrado tanto nas salsichas do cachorro-quente quanto no bacon é o nitrito de sódio, uma substância cancerígena relacionada a doenças como leucemia em crianças e tumores cerebrais em bebês de mães que ingeriram muito essa substância.
Outros estudos apontam que a substância pode desencadear câncer colorretal.
3º lugar: donuts (rosquinhas)
Entre 35% e 40% da composição dos donuts é de gorduras trans, “o pior tipo de gordura que você pode ingerir”, alerta a nutricionista.
Essas substâncias estão relacionadas a doenças cardíacas e cerebrais, além de câncer.
Para completar, esses alimentos são repletos de açúcar, condicionadores de massa artificiais e aditivos alimentares, e contêm, em média, 300 calorias cada unidade.
2º lugar: refrigerante
Michelle conta que, de acordo com uma pesquisa do Dr. Joseph Mercola, uma lata de refrigerante possui em média 10 colheres de chá de açúcar, 150 calorias, entre 30 e 55 mg de cafeína, além de estar repleta de corantes artificiais e sulfitos.
“Somente isso já deveria fazer você repensar seu consumo de refrigerantes”, diz a nutricionista.
Além disso, esta bebida é extremamente ácida, sendo necessários 30 copos de água para neutralizar essa acidez, que pode ser muito perigosa para os rins.
Para completar, ela informa que os ossos funcionam como uma reserva de minerais, como o cálcio, que são despejados no sangue para ajudar a neutralizar a acidez causada pelo refrigerante, enfraquecendo os ossos e podendo levar a doenças como osteoporose, obesidade, cáries e doenças cardíacas.
1º lugar: Refrigerante diet
E o campeão desta lista negativa é o refrigerante diet: “É a minha escolha para o pior alimento de todos os tempos”, resume Michelle.
Segundo a nutricionista, além de possuir todos os problemas dos refrigerantes tradicionais, a maioria das versões diet contém o adoçante aspartame.
De acordo com uma pesquisa de Lynne Melcombe, essa substância está relacionada a uma lista de doenças, como ataques de ansiedade, compulsão alimentar e por açúcar, defeitos de nascimento, cegueira, tumores cerebrais, dor torácica, depressão, tonturas, epilepsia, fadiga, dores de cabeça e enxaquecas, perda auditiva, palpitações cardíacas, hiperatividade, insônia, dor nas articulações, dificuldade de aprendizagem, TPM, cãibras musculares, problemas reprodutivos e até mesmo a morte.
“Os efeitos do aspartame podem ser confundidos com a doença de Alzheimer, síndrome de fadiga crônica, epilepsia, vírus de Epstein-Barr, doença de Huntington, hipotireoidismo, doença de Lou Gehrig, síndrome de Lyme, doença de Ménière, esclerose múltipla e pós-pólio.
É por isso que eu dou ao refrigerante diet o prêmio de pior alimento de todos os tempos”, conclui.
Fonte: R7.com

Homenageado em Nova York, Moro é processado por mais de cem advogados

Moro e Rosângela: luzes em Nova York e processo no Brasil
Moro e Rosângela: luzes em Nova York e processo no Brasil

                                  
A pompa com que Sérgio Moro desembarcou em Nova York não coaduna com o status do homem que desembarcou no país. Se lá ele foi laureado com o título de um dos cem mais influentes do mundo, no momento, o que o encheu de orgulho de si, ao desembarcar deparou-se com uma ação igualmente centesimal: mais de cem profissionais de Direito, além de estudantes e advogados, processam o magistrado a quem acusam de, entre outras coisas, "comportamento impróprio" e "desvio de finalidade" por "perseguir, supostamente, o ex-presidente Lula. Saiba mais.


Do Sul 21 -


Menos de 24 horas depois de ter sido homenageado pela revista Time, nos Estados Unidos, como "uma das cem personalidades mais influentes do mundo", o juiz Sérgio Moro foi alvo de uma denúncia, em Porto Alegre, assinada por mais de 100 advogados e advogadas, professores, pesquisadores, bacharéis e estudantes de Direito, de 16 estados do país. Protocolada na Corregedoria do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, a representação aponta uma série de inconstitucionalidades e ilegalidades que teriam sido cometidas pelo juiz denunciado e que se constituiriam em infrações disciplinares e em "comportamento impróprio ao exercício da magistratura, desviando o Poder Judiciário dos fins propostos pelo ordenamento jurídico". 


Os signatários da denúncia foram articulados pela Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (RENAP) e pelo Grupo de Assessoria Jurídica Popular, vinculado ao Serviço de Assessoria Jurídica Universitária (SAJU) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).


A representação defende que o juiz Moro, "a partir da ação denominada Operação Lava Jato comete desvios de finalidade, prejudicando a segurança jurídica e institucional, que o ordenamento jurídico determina". "Visando seus próprios anseios e não o que determina o ordenamento jurídico, termina por desviar o Poder Judiciário de sua função", afirma ainda. Os autores da denúncia citam a afirmação do ministro Teori Zavascki, a propósito da divulgação de sigilos telefônicos envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff. ParaZavascki, "é descabida a invocação do interesse público da divulgação ou a condição de pessoas públicas dos interlocutores atingidos, como se essas autoridades, ou seus interlocutores, estivessem plenamente desprotegidas em sua intimidade e privacidade".


A quebra de sigilo, sustentam ainda os autores da denúncia, configura também uma violação de prerrogativas da advocacia, uma vez que não atingiram apenas o ex-presidente Lula, mas também o advogado deste, Roberto Teixeira. O telefone central da sede do escritório Teixeira, Martins e Advogados, localizada em São Paulo, também foi objeto de escuta telefônica e conversas de todos os 25 advogados da banca com pelo menos 300 clientes foram grampeadas, além de telefonemas de empregados e estagiários do escritório. "Tal conduta do juiz representado viola o Estatuto da Advocacia, Lei nº 8. 906/1994. É direito do advogado a inviolabilidade da correspondência escrita, eletrônica, telefônica e telemática, como dispõem o art. 7º, II, do Estatuto da Advocacia" afirma ainda a denúncia. 


Essa conduta, sustentam os autores da representação, atenta contra a independência e harmonia entre poderes. "O juiz procura, conforme suas próprias palavras, incidir na política brasileira, extrapolando seu mister de magistrado, atingindo a independência e harmonia entre os poderes (art. 2º, da CF). Neste sentido, fomenta a população e instituições contra a Presidência da República, que exerce o Poder Executivo". O documento cita as palavras do próprio Moro em um artigo sobre a Operação Mãos Limpas realizada na Itália, onde ele elogia a incidência que ela teve na política daquele país: "A operação mani pulite redesenhou o quadro político na Itália. Partidos que haviam dominado a vida política italiana no pós-guerra, como o Socialista (PSI) e o da Democracia Cristã (DC), foram levados ao colapso, obtendo, na eleição de 1994, somente 2,2% e 11,1% dos votos, respectivamente", escreveu Moro.


Os mais de 100 denunciantes apontam ainda outras medidas de Moro, que consideram infundadas, como a relação obscura com empresas de comunicação, a decretação de prisão com base em notícias de jornal ou fundamentadas no "clamor público". E denunciam a utilização da prisão provisória para conseguir delações premiadas, prática típica de "estados totalitários, ditaduras, que prendem para conseguir confissões e provas". A representação lembra o artigo Xda Declaração Universal dos Direitos Humanos, o artigo 14 do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, e o art. 8º do Pacto de São José da Costa Rica, que preveem a garantia de juízes imparciais e independentes. "OBrasil é subscritor da Declaração e introjetou os pactos por meio Decreto nº 592/1992 e Decreto 678/1992, respectivamente", assinalam também os autores da denúncia. 


"Percebe-se um comportamento contumaz de violação ao ordenamento jurídico, descabido para quem exerce a função de magistrado. A referida notícia crime caracteriza, inclusive, a prevaricação, como também o reiterado abuso de autoridade", afirma o texto da representação que pede a investigação das violações denunciadas e, caso sejam confirmadas, "o afastamento do denunciados do julgamento da ação judicial e investigações conhecidas comoOperação Lava Jato, sem prejuízo de outras sanções cabíveis". 

Michel Temer foi testemunha de defesa do torturador Brilhante Ustra

José Maria Marin e Maluf: ao lado da ditadura
José Maria Marin e Maluf: ao lado da ditadura


O nome do torturador veio a tona no dia 17 quando o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/RJ) fez uma homenagem durante o voto que ajudaria a dar prosseguimento ao processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff no Senado. Mas o que pouca gente sabe é que Bolsonaro não é ou foi o único a defender o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Morto há um ano, o coronel que violentava prisioneiras e determinava a violação de seu corpo com o uso de animais roedores foi defendido também, na figura de testemunha de defesa, por Michel Temer. O atual vice-presidente, sobre quem recai a pecha de traidor da presidenta por defender sua destituição, foi arrolado para testemunhar a favor de Ustra ao lado de Paulo Maluf e do ex-presidente da CBF, José Maria Marin - que foi preso nos EUA por envolvimento em recebimento de propina. A notícia foi divulgada pelo jornalista Daniel Mazola, na Tribuna da Imprensa Online de dois de abril de 2014. O texto é reprodução do original. Leia abaixo.


Localizamos o elo desses proeminentes canalhas! Onde estariam elencados, lado a lado, os nomes de José Maria Marin, presidente da CBF, do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo e último governador de São Paulo durante a ditadura militar; Paulo Salim Maluf, notório político da Arena, duas vezes prefeito de São Paulo e atual deputado federal pelo Estado; e Michel Temer, ex-titular da pasta de Segurança Pública do Estado de São Paulo, seis vezes deputado federal pelo PMDB e atual vice-presidente da República?

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Os três proeminentes nomes da política nacional constam arrolados como testemunhas de defesa do coronel reformado Carlos Alberlto Brilhante Ustra. O caso tramita na 9a vara criminal da Justiça Federal de São Paulo, e refere-se à denúncia pelo sequestro de Edgar de Aquino Duarte, apresentada pelo Ministério Público em outubro de 2012. Edgar ficou preso ilegalmente tanto nas dependências do Destacamento de Operações Internas do II Exército (Doi-Codi) quanto no Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops-SP), até meados de 1973.

Em 2008, o Coronel Ustra foi declarado como "torturador" em inédita decisão expedida pela 23a Vara Civil, e confirmada em 2012 pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Ustra foi responsabilizado pelas torturas cometidas no Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) que comandou entre setembro de 1970 e janeiro de 1974. 

Segundo consta no acompanhamento processual do site da Justiça Federal de São Paulo, as testemunhas de defesa de Ustra no caso de Edgar de Aquino Duarte já teriam sido ouvidas, e uma nova audiência de instrução e julgamento está marcada hoje, 2 de Abril, às 14h. O que teriam dito nos autos as proeminentes figuras arroladas em defesa de Ustra?

Em tempo: realizou-se no dia 31 de março, um ato de repúdio (ou escracho) em frente à casa do judicialmente declarado torturador. 

DITADURA NUNCA MAIS 

Cerca de mil 1500 pessoas participam da manifestação ontem no centro do Rio de Janeiro. A maior parte do tempo ficaram concentrados nas imediações do Clube Militar, desde as 17h. A manifestação, claro, foi contra o Golpe Militar-Civil-Empresarial apoiado pela CIA, que completa 50 anos. No mesmo momento muitos Professores da Rede Estadual e Municipal de Ensino do Rio, também fizeram uma marcha em defesa da Educação Pública. 

Entre os milhares que participaram do ato, estavam estudantes, professores, trabalhadores, partidos políticos, centrais sindicais, movimentos estudantis, e representantes de diversas entidades. Grupos anarquistas também participaram, além de inúmeras pessoas contrárias à "página infeliz da nossa história", como cantou Chico Buarque no samba "Vai passar".

Representantes da comissão de Direitos Humanos da OAB que estavam na manifestação, criticaram a forma como a Polícia Militar agiu durante o legítimo e necessário ato contra as comemorações do Golpe. "O diálogo com a PM hoje foi muito difícil. Alguns dos policiais se recusaram a informar quem estava no comando da operação. Todo tipo de informação que tentávamos obter se tornava inviável. Não conseguimos falar com os detidos e nem ver suas fisionomias. Isso é um absurdo", afirmou Rodrigo Assef. 

De acordo com os manifestantes, os PMs estavam detendo pessoas sem qualquer tipo de acusação. A abordagem aos ativistas foi testemunhada por diversos jornalistas e manifestantes, que classificaram como arbitrária e extremamente truculenta . Por volta das 19h, bombas de gás lacrimogênio foram lançadas contra manifestantes que se aproximavam do Clube Militar. O ato foi acompanhado todo o tempo por policiais não identificados. 

Uma série de escudos que lembravam os utilizados pela repressão, formaram uma linha do tempo com os fatos ocorridos no período. Um dos escudos destacou o Ato Inconstitucional nº 5, responsável pelo fechamento do Congresso em 1968. 

A trilha sonora do ato foi: "Pra não dizer que não falei de flores", de Geraldo Vandré. 
♪ Pelas ruas marchando 
Indecisos cordões 
Ainda fazem da flor 
Seu mais forte refrão ♪ 





Fonte:http://www.conexaojornalismo.com.br/colunas/politica/brasil/michel-temer-foi-testemunha-de-defesa-do-torturador-brilhante-ustra-73-43672