terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Rainha de bloco, Alessandra Negrini fala de boa forma e energia aos 45



Alessandra Negrini no Acadêmicos do Baixo Augusta - Instagram
RIO - O fim de semana que antecedeu o carnaval foi, sem dúvida, de Alessandra Negrini. A internet não deixa mentir: além de ser um dos assuntos mais comentados do Twitter (seu nome foi parar no "trending topics" mundial), suas fotos como noiva sexy do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, que desfilou no último domingo, em São Paulo, foram compartilhadas à exaustão.
Aos 45 anos, com um corpo e energia invejáveis, Alessandra conversou com o ELA por e-mail sobre o repentino sucesso.
O GLOBO: No domingo, sua participação no bloco do Baixo Augusta foi trending topics do Twitter, apesar de você ter sido rainha em anos anteriores. O que achou disso? Esperava que sua presença tivesse tanta repercussão?

Alessandra Negrini: O bloco cresceu muito. Este ano foram 130 mil pessoas tomando a Consolação. Esse ineditismo fez a diferença, e eu amo ocupar esse posto, dou o meu sangue ali. É meu momento de pop star!
A fantasia de noiva sexy fez um tremendo sucesso. De onde surgiu a ideia?
Este ano, o tema era "de qualquer jeito nos gusta, bem-vindo à família Augusta". Foi um protesto contra o Estatuto da Família, que vem nos impor que só vale se for mãe, pai e filhos. Não! A essa altura do campeonato, em pleno século XXI? Qualquer forma de amor vale a pena, defendemos as liberdades civis e a diversidade. A noiva era um recurso pra chamar atenção e poder falar disso.
A estilista especializada em noivas Dani Messih fez o vestido. Por que você a escolheu uma pessoa com esse background 'zero carnavalesco'?
Foi ideia da figurinista do bloco, Flavia Brunetti. Foi uma parceria muito feliz. A Dani e sua equipe de fadas fizeram com muito amor e capricho. Aquilo tudo bordado à mão, imagina? E ela veste noivas de verdade!
Seu corpo também deixou todo mundo boquiaberto. Como você mantém a forma?
Uuuu! Adoro! Faço musculação, aeróbico, de três a quatro vezes por semana. Essas coisas que tem que fazer.
Como é a sua relação com a passagem do tempo? Tem medo de envelhecer?
Tenho minhas angustias como todo mundo. Mas fazer o quê? A outra opção (não viver até o envelhecimento) é bem pior, não? (risos) Acho que temos que envelhecer com inteligência. A sociedade brasileira é muito tacanha nesse sentido, parecemos acreditar que só se pode ser feliz dos 20 aos 35 anos. Que empobrecedor! Fui para a Espanha agora e vi pessoas de 40, 50, 60 dançando, se encontrando para beber e se divertir e isso me chamou atenção. Estamos sendo massacrados por esse culto à juventude, de adultos infantilizados. Vamos usufruir mais, aproveitar o que a idade nos dá.
Você fez ou faria alguma cirurgia plástica?
Isso é muito pessoal. A priori, não sou contra cirurgias plásticas, melhor é ter bom senso. Mas onde está escrito o que é bom? É muito complicado, nosso psiquismo é no limite do "cada um sabe de si e faz com o corpo o que quiser".
Voltando ao carnaval. Você costuma curtir blocos no Rio também? Qual a maior diferença entre o carnaval das duas cidades?
Faz tempo que não passo o carnaval no Rio, mas adoro. Para mim só tem a diferença de que no Rio tem banho de mar depois. Ai...que delícia!
Se fosse convidada hoje para ser rainha de uma escola de samba, você aceitaria?
É muita "responsa", tem aquela coisa de competição. Eu não dou conta.
Se você fosse dona de um bloco, quem seria sua rainha?
Shiii, não sei. Elza Soares, talvez.
Onde os foliões poderão encontrá-la quando o carnaval começar de fato?
Não poderão (risos). Vou ficar suave em algum canto.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ela/gente/rainha-de-bloco-alessandra-negrini-fala-de-boa-forma-energia-aos-45-18588264#ixzz3z4cUIHrX 
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Brasil chega a 4.783 suspeitas de microcefalia e 404 são confirmadas

Microcefalia; Criança com microcefalia em hospital do Recife (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)Criança com microcefalia é atendida em hospital do Recife (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
O Ministério da Saúde recebeu, desde o início da epidemia de zika vírus até o dia 30 de janeiro, 4.783 notificações de suspeita de microcefalia associadas à doença transmitida pelo Aedes Aegypti, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (2).
Deste total, 709 casos foram descartados e 404 tiveram confirmação de se tratar de microcefalia e/ou outras alterações nervosas (17 deles são considerados efetivamente ligados ao zika). Restam 3.670 a serem investigados.
No total, foram notificados 76 óbitos por microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou por abortamento espontâneo, mas nem todos têm relação com zika. A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos além do zika, como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes viral.
Mães de crianças com microcefalia recebem orientação médica em hospital do Recife (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)Mães de crianças com microcefalia recebem orientação médica em hospital do Recife (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
De acordo o informe, os 404 casos confirmados desde o início das investigações em 22 de outubro do ano passado foram registrados em 156 municípios de nove estados brasileiros: Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
A região Nordeste concentra 98% dos municípios com casos confirmados, sendo que Pernambuco continua com o maior número de municípios com casos confirmados (56), seguido dos estados do Rio Grande do Norte (31), Paraíba (24), Bahia (23), Alagoas (10), Piauí (6), Ceará (3), Rio de Janeiro (2) e Rio Grande do Sul (1).

Família diz que cabo do Exército foi morto por traficantes no RJ e apela para resgatar corpo

Jorge foi sequestrado e torturado por traficantes, segundo amigos e parentes Foto: Álbum de família
Ana Carolina Torres e Rafael Soares
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Parentes e amigos do cabo do Exército Jorge Fernando Souza, de 24 anos, afirmam que ele foi morto por traficantes do Morro do Chapadão, em Costa Barros, na Zona Norte do Rio, e fazem um apelo para que autoridades os ajudem a resgatar o corpo. Segundo eles, o militar trabalhava como motorista numa cooperativa para complementar a renda e, na madrugada de segunda-feira, foi sequestrado pelos bandidos. As notícias que chegaram aos parentes são de que Jorge foi torturado e morto na localidade conhecida como Final Feliz. Um outro motorista da mesma cooperativa, um agente do Degase, de 40 anos, também foi pego pelos bandidos mas conseguiu escapar.
- O Jorge está morto lá dentro e ninguém faz nada. Procuramos o Exército e nada. A PM e nada. A Polícia Civil e nada. Queremos o corpo para acabar com esse sofrimento - disse um amigo de infância do militar, que preferiu não se identificar por medo de represálias.
O militar trabalhava como motorista para complementar a renda
O militar trabalhava como motorista para complementar a renda Foto: Álbum de família
Segundo ele, parentes do cabo - que servia no 25º Batalhão de Logística - estiveram na 31ª DP (Ricardo de Albuquerque) na tarde desta segunda, pouco depois de terem sido avisados sobre o que acontecera com Jorge.
- Ninguém tem ideia do que possa ter motivado esse sequestro. O Jorge era um sujeito tranquilo. Estava trabalhando como motorista para ganhar um pouco mais e, assim, conseguir quitar logo as parcelas do apartamento que acabou de comprar, na planta - contou o amigo.
Ainda de acordo com esse amigo, os parentes de Jorge forneceram à polícia informações detalhadas de onde o corpo se encontra, mas não houve mobilização para resgatá-lo.
Procurada, a assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que "está atuando hoje no Complexo da Pedreira (área vizinha do Chapadão) fazendo ação de vasculhamento para combater o tráfico de drogas e retirar barricadas". Sobre uma busca ao corpo do militar, a corporação alegou que "cabe à Polícia Civil investigar este caso".
Já a Polícia Civil informou que o caso foi registrado na 31ª DP e as investigações foram repassadas à Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA).


Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/familia-diz-que-cabo-do-exercito-foi-morto-por-traficantes-no-rj-apela-para-resgatar-corpo-18588663.html#ixzz3z4atBETx

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Teoria afirma que a Terra atual é a mistura de dois planetas

Um novo estudo afirma que o violento impacto do hipotético planeta Theia contra a Terra há 4.5 bilhões foi tão intenso que fundiu as duas massas em um único objeto. A parte ejetada resultou em uma bolha de magma que posteriormente deu origem à Lua.

Planeta Theia
Acredita-se que Theia tenha colidido com a Terra 100 milhões de anos após a formação do Sistema Solar
O novo estudo corrobora a "teoria do impacto" que deu origem à Lua, mas a falta de grandes fragmentos de Theia em qualquer parte do Sistema Solar, aliado ao fato de que a composição química da Lua e da Terra são praticamente as mesmas, fortalecem a teoria da fusão.
A "Hipótese de Theia" não é nova. Ela foi proposta na década de 1970 pelos teóricos Edward Belbruno e Richard Gott, da universidade de Princeton e começa com a popular teoria de impacto para provar a origem da Lua.
De início se pensou que a Lua era uma parte de Theia, mas a análise química das rochas trazidas pelas missões Apollo acabou com essa ideia.

Rocha Lunar
Rocha Lunar trazida pela missão Apollo 17
Muitos astrônomos sustentam que nos anos iniciais da formação do Sistema Solar, um protoplaneta do tamanho de Marte tenha se chocado com a Terra. O material resultante da colisão, uma mistura de ambos os corpos, foi arremessado para fora da órbita da Terra e se aglutinado, dando origem ao nosso satélite. Esse cenário explica muitos aspectos da geologia lunar, incluindo o tamanho e densidade do núcleo e a composição isotópica das rochas.

Estudo recente
Após comparar novamente sete amostras de rochas trazidas pelas missões Apollo 12, 15 e 17, com rochas vulcânicas do manto terrestre, o pesquisador Edward Young, ligado à Universidade da Califórnia, constatou que todos os isótopos de oxigênio encontrados nas amostras vindas da Lua são exatamente os mesmos que existem na Terra e concluiu que o impacto foi tão forte que os magmas incandescentes dos dois objetos, que estavam em formação, se mesclaram.
"Praticamente todo o material de Theia se misturou na Terra e na Lua, com alguns remanescentes dispersados no caminho. Isso explica porque não encontramos até agora qualquer vestígio de Theia e porque as assinaturas químicas dos materiais são iguais", concluiu Young.
No entender do pesquisador, na ocasião do impacto Theia era um protoplaneta, estava em formação, e se tivesse sobrevivido ao impacto, estaria orbitando Sistema Solar.

Isótopos
Mais de 99.9% do oxigênio da Terra é formado por isótopos O-16, assim chamados por conterem 8 prótons e 8 neutros. Além disso, existem quantidades pequenas de isótopos mais pesados de O-17, que contem um nêutron extra, e O-18 que tem dois nêutrons extras.

Em 2014, outra equipe de cientistas alemães publicou na revista Science que a Lua tinha sua uma relação única de isótopos, o que colocaria em xeque o trabalho de Young, mas o pesquisador disse que são estudos diferentes e não estão relacionados.