segunda-feira, 1 de setembro de 2014

'Não sou o presidente FHC': veja frases do debate com os presidenciáveis

os  c andidatos  à  Presidência  do  Brasil  participaram  de  debate  promovido  por  UOL, "Folha  de S.Paulo", rádio J ovem  Pan  e  SBT  nesta  segunda-feira ( 1º).

Durante o evento, de quase duas horas de duração, não faltaram frases de efeito.
Veja abaixo algumas delas:

Frases do debate presidencial

XO senhor tem a memória fraca, candidatoDilma Rousseff, em resposta a Aécio Neves

Boia de meia tonelada aparece no litoral do Ceará e intriga população

Boia marítima tem três metros de altura e cinco de largura.

Marinha identificou objeto como pertencente à embarcação do RN.

Do G1 CE

Uma boia gigante de quase meia tonelada intrigou moradores e turistas que visitaram a Praia do Tremembé, em Icapuí, no litoral cearense, nesta segunda-feira (1º). O objeto tem cerca de três metros de altura e cinco de largura e pesa meia tonelada.


A boia gigante é usada por navios de grande porte com uma espécie de amortecedor, amenizando o impacto da colisão das embarcações com portos ou pilares de pontes. Ela é feita de borracha com ar comprimido no interior, e acorrentada com pneus na parte externa, para manter a flutuação do objeto.
Miguel Elias Júnior viu a boia gigante no início da manhã desta segunda-feira e conta que ficou intrigado. "Ninguém sabia o que era, tinha gente que não queria nem chegar perto porque temia ser alguma coisa perigosa", diz o morador da região.
Segundo a Marinha do Brasil, é provável que o objeto tenha ficado à deriva no mar e trazido ao litoral cearense. Ainda conforme a Marinha, a boia foi identificada como pertencente a uma embarcação do Rio Grande do Norte. Ela deve ser retirada da praia na manhã desta terça-feira (2).
Objeto é pertecente ao Rio Grande do Norte, diz Marinha (Foto: Ericlaudio Pereira/Icapuí Patrulha)Objeto é pertecente ao Rio Grande do Norte, diz Marinha (Foto: Ericlaudio Pereira/Icapuí Patrulha)

Vale da Morte: Cientistas desvendam mistério das pedras que andam


Há mais de meio século, um fenômeno intrigante chamou a atenção dos pesquisadores. Eles queriam entender o que estava por trás de algumas pedras que "andavam" sozinhas sobre o Vale da Morte. E o mistério chegou ao fim.
Richard Norris e as Pedras que Andam no Deserto
Clique para ampliar
Por vários anos, rochas aparentemente normais pareciam se movimentar sobre o deserto de Mojave, na Califórnia. Algumas pedras pesavam mais 300 kg e invariavelmente deixavam rastros como se alguém as tivesse empurrado ou mudado de posição.
O interessante é que desde que começaram a ser estudadas, a partir da década de 1940, ninguém jamais as viu se movimentarem. Apenas seus rastros eram observados.
Isso fez com que muitas teorias fossem propostas, incluindo algumas bastante incomuns e exóticas, que atribuíam o movimento das peras a campos energéticos obscuros, magnetismo terrestre e até mesmo aos extraterrestres.

Mistério Resolvido
Em dezembro de 2013, uma dupla de pesquisadores ligados à Universidade da Califórnia resolveu por um fim a este mistério e após várias tentativas conseguiram registrar com precisão a ocorrência do evento, o que permitiu entender e explicar o fenômeno.

Pedras que andam na California
Clique para ampliar
De acordo com os pesquisadores Richard Norris e James Norris, o movimento das pedras inicia quando a chuva, extremamente rara na região, forma uma película de água sobre o terreno seco, criando uma espécie de lago superficial.
À noite essa água se congela e dá origem a uma chapa de gelo com três a seis milímetros de espessura, na qual as bases das pedras ficam presas. No dia seguinte, com o nascer do Sol esse gelo se parte, criando diversas placas que se deslocam pela ação dos ventos.
Dessa forma, as rochas que estavam aparentemente fixas no solo, passam a se movimentar sobre o barro do deserto a uma velocidade de pode chegar a cinco metros por minuto, o que dá origem aos rastros. As trajetórias dependem basicamente da velocidade e direção do vento e da água que se encontra abaixo das placas.
De acordo com Richard, o fenômeno é difícil de ser observado pois quase não chove no Vale da Morte e as temperaturas médias são muito elevadas.

Pedras que andam na California - 2
Clique para ampliar
Por sorte, quando Richard e James presenciaram o fenômeno havia chovido bastante na região e até nevado em algumas localidades.
Para o coautor do estudo, Ralph Lorenz, cientista ligado ao Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins , o movimento é muito difícil de ser percebido. "As pedras estão em uma área remota, de difícil acesso e protegida, onde não se pode acampar, além de haver muitas restrições do que as equipes podem levar para lá", disse. "A maioria dos deslocamentos das pedras ocorre quando está frio, chovendo e ventando, o que dificulta ainda mais o registro".

Artes: no topo, o cientista Richard Norris ao lado de uma das "pedras que andam" no Vale da Morte, na Califórnia. Na sequencia, uma série de registros do fenômeno. Crédito: Universidade de Califórnia, Apolo11.com.
 

Droga experimental contra ebola tem 100% de eficácia em testes em animais


Médicos em treinamento para tratar o ebola, na Bélgica, em 26 de agosto (AP)
Médicos em treinamento contra o ebola; medicamento ZMapp é o principal coquetel disponível para tratá-lo
Os únicos resultados de testes clínicos feitos até agora com a droga experimental ZMapp, cuja finalidade é combater a infecção pelo vírus ebola, mostram que ela teve 100% de eficácia em macacos, mesmo em casos avançados de infecção.
Os pesquisadores responsáveis pelo estudo, cujos detalhes foram divulgados na revista +++Nature, disseram que se trata de "um importante passo adiante". Eles agora querem iniciar testes clínicos em pessoas para entender melhor os efeitos da droga.

Médicos vêm recorrendo a ele - mesmo sem que ele tenha recebido aprovação para uso em pessoas - pelo fato de o ebola não ter cura. A doença matou mais de 1,5 mil pessoas na atual epidemia, iniciada na Guiné, no oeste da África.O ZMapp ainda está em estágio inicial de desenvolvimento. Até agora, não havia dados sobre sua eficácia.
No entanto, mesmo que a eficácia do remédio em humanos seja comprovada, os limitados suprimentos da droga não serão capazes de ajudar as 20 mil pessoas que, segundo estimativas, ainda devem ser infectadas na atual epidemia no oeste da África.
Além disso, sabe-se que duas em cada sete pessoas que já receberam o medicamento acabaram morrendo em decorrência do vírus.

Anticorpos

Pesquisadores têm investigado diferentes combinações de anticorpos como terapia contra a doença.
Combinações prévias obtiveram algum sucesso em estudos com animais. E o ZMapp é o coquetel mais recente, contendo três anticorpos.
Os testes desse coquetel, feitos em 18 macacos infectados com o ebola, mostraram que 100% deles sobreviveram - inclusive animais que receberam a droga até cinco dias após a infecção, ou seja, já em estado avançado da doença e três dias antes de ela se tornar fatal nos animais.
Os cientistas dizem que trata-se de um feito significativo, já que medicamentos prévios só serviam se fossem ingeridos antes mesmo que os sintomas surgissem.
Um dos pesquisadores, Gary Kobinger, da Agência de Saúde Pública do Canadá, disse que esse é um grande avanço em relação a combinações prévias de anticorpos.
"O nível de avanço superou minhas próprias expectativas e me surpreendi com o fato de (o coquetel) resgatar animais até o quinto dia (de infecção); é uma notícia fantástica", diz ele.
No entanto, cientistas costumam ser cautelosos quanto a interpretar implicações para humanos de testes animais.
Um médico liberiano e um padre espanhol morreram de ebola, mesmo sendo tratados com o ZMapp. Em contrapartida, dois médicos americanos que se conseguiram se recuperar também receberam o ZMapp.
O curso da infecção é mais lento em humanos do que nos macacos. Por isso, estima-se que o ZMapp só seja eficaz em humanos se ingerido até o nono ou 11º dia da infecção.
Mas, segundo Kobinger, "sabemos que há um ponto sem volta, em que os órgãos principais do corpo sofrem muitos danos, então há um limite (ao medicamento)".

Testes em humanos

O virólogo britânico Jonathan Ball, da Universidade de Nottingham, comentou o resultado da pesquisa dizendo que, antes dela, "o ZMapp era um mistério total".
"Trata-se de uma melhora incrível quanto aos coquetéis prévios - 100% de sucesso e, sobretudo, após os primeiros sintomas da infecção", agrega ele.
O professor Peter Piot, diretor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, afirmou nunca ter imaginado, "40 anos após eu ter me deparado com minha primeira epidemia de ebola, que a doença continuaria a provocar mortes em uma escala tão devastadora".
"Esse bom teste em não-humanos oferece a evidência mais convincente até agora de que o ZMapp pode ser um tratamento efetivo às infecções de ebola em humanos", afirma. "É crucial que testes em humanos comecem o mais rápido possível."

AACES-PREFEITURA MAIS UMA VEZ NÃO CUMPRE ACORDO

Fruto do acordo de greve em maio desse ano, os 2,5 % de reajuste da gratificação de competência que tanto aguardamos ainda não entrou no contracheque dos trabalhadores, imediatamente após verificarmos no holerite  tomarmos conhecimento e fomos na SEMGE em busca de esclarecimentos, e pra nossa surpresa fomos informados que o projeto de lei que autoriza esse reajuste ainda não foi votado na câmara.


 Lamentavelmente esse tipo de atitude mostra mais uma vez o desrespeito dessa gestão para com os servidores e contribui para certificar que ela não tem nenhum compromisso de valorização para com nossa categoria haja vista que a secretaria já havia informado que entraria em folha em agosto e retroativo a julho, entretanto, diante dessa falta de respeito e compromisso continuaremos essa semana na câmara de vereadores não só cobrando o piso salarial como também o projeto de lei do reajuste. 

Nesta segunda estaremos buscando mais informações e queremos deixar os trabalhadores em alerta pois a qualquer momento podemos paralisar as atividades pela falta do cumprimento do acordo de greve por parte da prefeitura.

AACES

Menina sonha com vaga em balé russo para deixar a Cracolândia


Vitória Beatriz foi selecionada para audição da Escola Bolshoi no Brasil.
Há sete anos ela reside na região conhecida por abrigar usuários de crack.

Lívia MachadoDo G1 São Paulo









É no diminuto espaço de sua casa, entre a geladeira e o fogão, que Vitória Beatriz Oliveira, de 9 anos, treina os passos que deverá apresentar em Joinville (SC), na sede brasileira da renomada escola russa, o Teatro Bolshoi.
Ela foi selecionada em um projeto social na região da Cracolândia, no Centro de São Paulo, para a audição nacional que ocorre de 17 a 19 de outubro. Foram tantas piruetas nas últimas semanas que a porta do fogão acabou danificada. Beatriz bateu o pé no vidro durante um dos ensaios na cozinha. Não machucou, mas levou uma bronca. "A única coisa ruim do balé é que ela quebrou meu fogão", brinca a mãe, Rosana Oliveira.
O fogão serve como barra para que Beatriz treine os passos do balé em casa (Foto: Lívia Machado/G1)O fogão serve como barra para que Beatriz treine os
passos do balé em casa (Foto: Lívia Machado/G1)
A intensidade dos treinos caseiros tem fundamento. Beatriz disputará com quase mil crianças. Em 2013, segundo dados do Bolshoi, foram 46 candidatos por vaga. A bolsa de estudos é o atual sonho individual da menina, e também o passaporte para que sua família deixe a área conhecida por abrigar usuários de crack.
Bia reside com a mãe e dois irmãos no local há sete anos. A região foi a saída encontrada por Rosana para conseguir um aluguel mais barato. “O povo não enxerga que na Cracolândia também tem família, trabalhador, criança que não é usuário", lamenta.
Em janeiro, os quatro foram despejados da pensão em que viveram durante sete anos. O dono fechou parceria com a Prefeitura e o espaço passou a hospedar usuários do programa Braços Abertos. O projeto da gestão municipal oferece emprego e moradia para incentivar os dependentes a abandonar o vício.
A alternativa foi alugar um cômodo em um prédio improvisado como moradia, na mesma rua. O imóvel pertence ao mesmo dono da pensão, mas abriga um número menor de dependentes químicos. Na nova casa, o piso é menos barulhento e permite que Beatriz rodopie sem que os vizinhos do andar inferior reclamem.
As portas e janelas, porém, devem permanecer sempre fechadas. O varal foi instalado no banheiro para proteger as roupas da fumaça. “Se deixar para fora, fica cheirando droga”, garante a matriarca. Rosana revela que por conta do programa da Prefeitura, os usuários passaram a consumir drogas dentro das pensões. Descobriu em uma consulta o impacto do ambiente na saúde da prole.
"O médico perguntou quem na minha casa usava droga. Eu falei que ninguém. Ele disse que as crianças estavam sendo afetadas de inalar por tabela. Comecei a fechar tudo, comprei Bom Ar, mas mesmo assim passa. É muita droga, é perigoso."
Beatriz ao lado da mãe e dos irmãos, no cômodo onde moram na Cracolândia  (Foto: Lívia Machado/G1)Beatriz ao lado da mãe e dos irmãos, no cômodo
onde moram na Cracolândia
(Foto: Lívia Machado/G1)
Descoberta
O balé entrou na vida de Beatriz em 2010. Rosana trabalha como cozinheira e, naquele ano, não tinha com quem deixar a filha em dois dias na semana, no período vespertino. Notou um grupo de meninas uniformizadas de rosa andando pelo bairro. Foi atrás e descobriu onde ficava a escola de balé.
As aulas gratuitas são oferecidas desde 2009 pela Cristolândia, projeto social da igreja evangélica batista. À época, Beatriz não tinha idade ainda para ingressar, e a turma já estava em um estágio mais avançado. A insistência e o desespero da mãe fizeram com que a professora Joana Machado, coordenadora da Cristolândia, abrisse uma exceção. “A gente não pegava crianças muito pequena, com menos de seis anos, por receio de elas terem alguma dificuldade. Mas a Rosana pediu muito. E descobrimos um grande talento na Bia”, conta.
Beatriz rapidamente se destacou no grupo. Demorou um pouco mais para conseguir fazer um dos clássicos movimentos, mas não tardou a calçar a desejada sapatilha de ponta. “No começo, ela não conseguia fazer o espacate. Aí a coleguinha tirou onda dela. Eu falava para ela treinar bastante, porque só faltava isso. Ela treinava em casa todo dia, no balé e ficou perfeito”, recorda a mãe.
Rosana diz que não mediu esforços para manter a filha na aula de dança. Revela que perdeu até um benefício do governo federal por permitir que Beatriz não fosse à escola nos dias em que tinha aula de balé.
Aula de balé do projeto social Cristolândia (Foto: AP)Aula de balé do projeto social Cristolândia (Foto: AP)
“Eu tive que mudar muita coisa na minha vida por conta desse balé dela. Eu tive que mudar de emprego, perdi o Bolsa Família porque a escola matriculou a Beatriz no horário errado. Ela estudava de manhã e mudaram para a tarde. Eu falei que ela não podia estudar a tarde e que ia faltar. Chamaram o Conselho Tutelar. Mas eu mantive ela no balé”.
No ano passado, a professora Joana fez contato com Priscila Yokoi, bailarina, e parceira da Escola Bolshoi. Todos os anos Priscila realiza um evento em Paulínia, no interior de São Paulo, para garimpar novos talentos, e convida representantes da filial brasileira da escola russa. A seleção funciona como um pré-teste para disputar o Bolshoi. Em 2013, Beatriz foi aprovada. Como não tinha completado 9 anos, idade mínima para fazer o teste e ingressar na escola, a audição foi postergada para este ano.
A família, as colegas de turma de Beatriz e um grupo de missionários da Cristolândia irão em caravana para Joinville para acompanhar o teste, que tem três dias de duração. No primeiro o teste é físico, no segundo, artístico, e no terceiro, o que a escola denomina de "aulão", na qual é feita a triagem. Após 24 horas, ou seja, no dia 20 de outubro, os selecionados são anunciados. As aulas começam em fevereiro de 2015.
O tão treinado espacate é feito na cozinha da casa  (Foto: Lívia Machado/G1)O tão treinado espacate é feito na cozinha da casa
(Foto: Lívia Machado/G1)
A família e as professoras de Beatriz não têm nenhuma dúvida de que ela será aprovada. A própria menina garante, balançando a cabeça em sinal de sim, ao ser questionada se acredita na conquista.
A mudança de cidade, entretanto, está condicionada a outro fator. Jennifer, de 17 anos, primogênita de Rosana, não quer sair de São Paulo. Ela deseja cursar medicina em uma faculdade paulista. “Eu tenho certeza que a Beatriz vai ser aprovada. Única coisa que pega de mudar daqui é que a minha filha mais velha não quer ir. E só vou com os três", explica.
Desde que descobriu a existência do Bolshoi no sul do país, Beatriz passou a idealizar a estrutura física e material da escola. Imagina enormes e múltiplas salas de aula, com espelhos gigantes, incontáveis figurinos. "Não sei explicar como são, mas devem ser lindos."
A escola já existe com minúcia de detalhes na imaginação da mini-bailarina, que diz dançar sempre sorrindo “porque é mais bonito”. E o que é mais legal da dança? “As coreografias”. Sobre a parte chata, rebate na hora: “Nada, não tem. Eu adoro tudo."