quinta-feira, 28 de junho de 2018

Veja os confrontos das oitavas de final da Copa do Mundo

Colômbia garantiu a vaga nesta quinta-feira

ColA Bélgica, líder do Grupo G, enfrenta o Japão, que ficou em segundo no Grupo H. A partida está marcada para segunda-feira (2), às 15h, em Rostov-do-Don.

Já a Inglaterra, segundo lugar no Grupo G, joga contra a Colômbia, líder do Grupo H. O jogo será na terça (3), às 15h, em Moscou. 
Confira o chaveamento momentâneo abaixo:

Arte R7
A Colômbia garantiu a classificação nesta quinta-feira (28) após vencer Senegal por 1 x 0 e eliminar a seleção africana. Já o Japão, conquistou a vaga mesmo com a derrota por 0 a 1 para a Polônia por ter levado menos cartões do que Senegal. 
Grupo E x Grupo F
O Brasil que venceu a Sérvia por 2 a 0, se classificou em primeiro lugar no grupo E e enfrenta o México, que ficou na segunda posição no Grupo F. A partida está marcada para segunda-feira (2), às 11h, em Samara.
Já a Suíça, que empatou em 2 a 2 com a Costa Rica, se classificou em segundo lugar e vai jogar contra a líder do Grupo F, a Suécia. O jogo acontecerá na terça-feira (3), às 11h, em São Petesburgo. 
Grupo C x Grupo D 
A França, que se classificou em primeiro no Grupo C, enfrenta a Argentina, que ficou em segundo lugar no Grupo D. A partida ocorrerá no sábado (30), às 11h, em Kazan.
Já a Croácia, que ficou em primeiro lugar no Grupo D, enfrenta a Dinamarca, segundo lugar do Grupo C. O jogo será no domingo (1º), às 15h, em Nijni Novgorod. 
Grupo A x B
Na segunda-feira (25), com a conclusão dos jogos do Grupo B, Uruguai e Rússia conheceram seus adversários.
Portugal enfrentará o Uruguai no sábado (30), às 15h, em Sochi. Já a Espanha enfrenta a anfitriã Rússia no domingo (1º), às 11h, em Moscou.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Para deputados, recusa a recurso de Lula foi articulado e é continuidade do golpe "

Decisão de juíza do TRF4 e arquivamento de pedido de ex-presidente por Fachin "é a República de Curitiba funcionando", diz Paulo Teixeira. Para Jandira Feghali, é "fase do golpe que ainda não terminou.

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São Paulo – Na opinião do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), o arquivamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, na sexta-feira (22), foi uma ação combinada entre o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e o Supremo Tribunal Federal (STF). “Ali tem uma combinação. É a República de Curitiba funcionando. Terem julgado (no TRF4) o recurso às vésperas do julgamento em Brasília foi uma chicana”, diz. “O julgamento pelo Supremo seria na terça (26). Eles julgam o recurso na sexta. E meia hora depois, o Fachin arquiva. Demonstrou que eles estavam articulados. É uma ação política para impedir que o Lula seja candidato.”
Para a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), o que aconteceu no recurso de Lula  é uma sequência da perseguição de parte do Judiciário ao Lula. "Na verdade é a fase do golpe que ainda não terminou, é esse limiar do Estado de exceção que estamos vivendo, e nesse momento a responsabilidade maior é do TRF-4". Na opinião da deputada, o país está diante de “uma violação permanente da Constituição e sem recurso possível até aqui”.
Na sexta-feira (22), a vice-presidente do TRF4 (sediado no Rio Grande do Sul), Fátima Freitas Labarrère, rejeitou o seguimento de recurso extraordinário para que efeito suspensivo da defesa de Lula fosse julgado no STF. Se ganhasse a votação na Segunda Turma, Lula seria posto em liberdade. Pouco depois da decisão da desembargadora, Fachin arquivou o pedido. 
“Para além daquele habeas corpus de Lula, que foi rejeitado por um voto, estão sendo colocadas barreiras no TRF4 a todos os instrumentos que a defesa vem utilizando, não deixando seguir”, comenta Jandira Feghali. “É a inviabilização de um direito à liberdade óbvio, e um encarceramento sem provas.”
A parlamentar destaca a declaração do ministro do STF Marco Aurélio Mello, que, em entrevista à TV portuguesa RTP, admitiu que a prisão do ex-presidente é inconstitucional. “Não só reconheceu como deu a responsabilidade à presidente do Supremo, a ministra Cármen Lúcia. Ele foi explícito em sua formulação”, diz a parlamentar do PCdoB.
Cármen se nega a pautar as Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs) 43 e 44, as quais foram liberadas pelo relator, o próprio Marco Aurélio, em dezembro de 2017. Ela deixará a presidência da Corte em setembro e será substituída pelo ministro Dias Toffoli.
Nas redes sociais, parlamentares também se manifestaram sobre o arquivamento do pedido de efeito suspensivo de Lula. “Fachin mostra mais uma vez que manipula o processo, que não quer a liberdade do presidente Lula por motivos políticos”, disse o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) no Facebook. “Edson Fachin, Sergio Moro, Cármen Lúcia, Luís Roberto Barroso são inimigos da Constituição, do direito, da democracia, do povo. Assim devem ser conhecidos e apontados nas ruas.”
Pelo Twitter, a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) questionou o STF. "Por que o STF tirou da pauta a análise da liberdade de @LulaOficial? É um direito fundamental, como indivíduo, ter essa análise e decisão pela corte a luz da Constituição, com a presunção da inocência", escreveu.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/06/para-deputados-recusa-a-recurso-de-lula-foi-articulado-e-e-continuidade-do-golpe

Como o socialismo imperial arrasou o Império Romano e levou ao feudalismo

 | Pixabay

Em anos de paz, Diocleciano, com seus auxiliares, enfrentou os problemas da decadência econômica. Para superar a depressão e prevenir revoluções, ele substituiu a lei da oferta e demanda por uma economia controlada. Criou uma moeda forte, garantindo um peso e pureza fixos das moedas de ouro, algo que elas conservaram no Império Oriental até 1453. Ele distribuiu alimentos aos pobres por metade do preço de mercado ou gratuitamente; empreendeu grandes obras públicas para aplacar os desempregados. Para assegurar a oferta de produtos de primeira necessidade às cidades e aos exércitos, ele colocou muitos ramos da indústria sob controle total do Estado, começando pela importação de grãos; persuadiu os donos de navios, mercadores e tripulações ativos nesse comércio a aceitarem esse controle em troca da garantia de emprego e retornos dada pelo governo. 
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O Estado já era havia muito tempo dono da maioria das pedreiras, minas e salinas; ele passou a proibir a exportação de sal, ferro, ouro, vinho, grãos e óleo da Itália e a regular rigidamente a importação desses produtos. Em seguida, começou a controlar os estabelecimentos que produziam para o exército, os funcionários do Estado e a Justiça. Em fábricas de munições, fábricas de têxteis e padarias, o governo impunha uma produção mínima, comprava essa produção a um preço que ele próprio definia e deixava as associações de manufatures responsáveis pelo cumprimento de suas ordens e especificações. Se isso se mostrasse insuficiente, o governo nacionalizava essas fábricas por completo e as munia de mão-de-obra vinculada. 
Sob Aureliano e Diocleciano, a maioria dos estabelecimentos industriais e das guildas na Itália foi colocada sob o controle do Estado corporativo. Açougueiros, padeiros, pedreiros, construtores, sopradores de vidro, ferreiros, gravadores, todos eram regidos por regulamentos governamentais detalhados. As “diversas corporações”, diz Rostovtzeff, “atuavam mais como supervisores subalternos que agiam em nome do Estado do que como proprietários; elas próprias eram comandadas pelos funcionários dos diversos departamentos e pelos comandantes das diferentes unidades militares.” As associações de artesãos e de trabalhadores qualificados recebiam vários privilégios do governo e frequentemente exerciam pressão sobre as políticas públicas deste; em troca, atuavam como órgãos da administração nacional, ajudando a recrutar mão de obra, e recolhiam impostos para o Estado de seus membros. 
No final do século III e início do século IV, métodos semelhantes de controle governamental foram ampliados para abranger os setores de armamentos, alimentos e têxteis das províncias. “Em todas as províncias”, diz Paul-Louis, “procuratores especiais fiscalizavam as atividades industriais. Em todas as cidades maiores, o Estado tornou-se um empregador poderoso ... com presença muito superior à dos industriais privados, que, de qualquer maneira, eram esmagados pelos impostos.” 
Um sistema como esse não poderia funcionar sem controles de preços. Em 301, Diocleciano e seus colegas emitiram um Edictum de pretiis ditando os preços ou salários legais máximos para todas as mercadorias e os serviços importantes no Império. O preâmbulo do edito critica os monopolistas, que, em uma “economia de escassez”, haviam impedido a chegada de mercadorias ao mercado, com a finalidade de elevar os preços. 
Quem é ... tão desprovido de sentimento humano que não enxerga que os preços descomedidos estão amplamente presentes em nossas cidades e que a paixão pelo lucro não diminui nem diante de uma oferta abundante ou de anos frutíferos? –de modo que ... homens perversos consideram que a chegada da abundância resultará em prejuízo para eles. Esses são homens cuja meta é limitar a prosperidade geral ... buscar retornos usurários e ruinosos ... A avareza grassa no mundo ... Onde quer que nossos exércitos sejam obrigados a ir para defender a segurança comum, aproveitadores impõem preços extorsivos não apenas quatro ou oito vezes acima do normal, mas indescritíveis. Às vezes o soldado é obrigado a esgotar seu salário e seu abono em uma só compra, de modo que as contribuições feitas pelo mundo inteiro para sustentar os exércitos acabam se convertendo em lucros abomináveis de ladrões. [1] 
O Edito foi o exemplo mais famoso até nossa época de uma tentativa de substituir leis econômicas por decretos governamentais. Seu fracasso foi rápido e completo. Os comerciantes escondiam suas mercadorias, a escassez de bens diversos se agravou, o próprio Diocleciano foi acusado de conivência com o aumento dos preços, houve tumultos, e o Edito teve que ser abrandado para que a produção e distribuição pudessem ser retomadas. No final, foi revogado por Constantino. 

Burocracia

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O ponto fraco dessa economia controlada estava em seu custo administrativo. A burocracia necessária para administrá-la era tão grande que Lactâncio, certamente exagerando para fins políticos, estimou que metade da população trabalhava nela. Os burocratas achavam que trabalhavam mais do que a honestidade justificaria; a fiscalização à qual eram submetidos era demasiado esporádica para frustrar seus esforços evasivos. Para sustentar a burocracia, os tribunais, o exército, o programa de obras públicas e os subsídios, a tributação subiu para níveis inéditos de continuidade onipresente. 
Como o Estado ainda não aprendera a contrair empréstimos públicos para ocultar seus desperdícios e adiar o momento de sua prestação de contas, o custo das operações de cada ano tinha que ser coberto pela receita de cada ano. Para evitar retornos em moedas desvalorizadas, Diocleciano determinou que, sempre que possível, os impostos fossem recolhidos em mercadorias: os contribuintes tinham que transportar suas cotas para armazéns governamentais, e foi criada uma organização complexa para levar as mercadorias desses armazéns para seu destino final. Em cada município, os decuriones, funcionários municipais, eram responsabilizados financeiramente quando os impostos cobrados de suas comunidades não eram pagos por completo. 
Como cada contribuinte fazia o possível para sonegar impostos, o Estado organizou uma força especial de polícia da receita para examinar os bens e a receita de cada homem. Esposas, filhos e escravos eram torturados para obrigá-los a revelar a riqueza ou os ganhos ocultos da família, e evasões de impostos eram punidas severamente. Perto do final do século III, ainda mais no século IV, a evasão fiscal tornou-se quase endêmica no Império. Os ricos escondiam sua riqueza, aristocratas locais se faziam reclassificar como humiliores para evitar serem eleitos para cargos municipais, artesãos abandonavam seus ofícios, pequenos produtores rurais abandonavam suas pequenas propriedades sobretaxadas para tornarem-se trabalhadores assalariadas, muitos povoados e algumas cidades menores (por exemplo Tiberíades, na Palestina) foram abandonadas devido às alíquotas altas impostas, e por fim, no século IV, milhares de cidadãos deixaram o Império, atravessando suas fronteiras para buscar refúgio entre os bárbaros. 
Foi provavelmente para frear essa mobilidade custosa, para assegurar um fluxo correto de alimentos para os exércitos e as cidades e de impostos para o Estado, que Diocleciano recorreu a medidas que, na prática, estabeleceram a servidão em campos, fábricas e guildas. Tendo responsabilizado o proprietário de terras pela produtividade de seus arrendatários, através de cotas de impostos recolhidos em mercadorias, o governo decretou que o arrendatário teria que permanecer na terra até saldar suas dívidas ou dízimos. 
Ignoramos a data desse decreto histórico, mas em 332 uma lei de Constantino o pressupôs, o confirmou e decretou que o arrendatário era adscriptitius, “vinculado por escrito”, às terras que cultivava; ele não poderia deixá-las sem o consentimento do proprietário, e, quando a terra fosse vendida, ele e sua família seriam vendidos com ela. Ele não fez nenhum protesto, pelo que sabemos; talvez a lei tenha sido apresentada a ele como garantia de segurança, como na Alemanha de hoje. Dessa e de outras maneiras, no século III a agricultura passou da escravidão para a liberdade, então para a servidão, e ingressou na Idade Média. 
Métodos semelhantes foram empregados para impor a estabilidade da mão-de-obra na indústria. Os trabalhadores eram “amarrados” ao seu trabalho, proibidos de passar de uma oficina para outra sem autorização governamental. Cada collegium ou guilda ficava atrelada ao seu ofício e sua tarefa designada, e nenhum homem podia deixar a guilda na qual fora registrado. Todas as pessoas ativas no comércio e na indústria tinham obrigatoriamente que ser membros de uma ou outra guilda, e o filho era obrigado a seguir o mesmo ofício que seu pai. Quando qualquer homem quisesse deixar seu lugar ou sua ocupação por outros, o Estado lhe lembrava que a Itália estava sendo assediada por bárbaros e que cada homem precisava permanecer em seu posto. 
Notas de rodapé 
[1] Alguns dos tetos fixados no Edito revelam o nível dos preços e salários vigentes no ano 301. $ 3,50 o alqueire de trigo, lentilhas e ervilhas; $ 2,10 o alqueire de cevada, centeio e feijão; um quartilho de vinho, 21-26 cents; um quartilho de azeite, 10,5 cents; uma libra de carne de porco, 10,5 cents; uma libra de carne bovina ou de carneiro, 7 cents; frangos, dois por 52,5 cents; arganazes, 10 por 35 cents; os melhores repolhos ou alfaces, cinco cabeças por 3,5 cents; cebolas verdes, 25 por 3,5 cents; caracóis da melhor qualidade, 20 por e,5 cents; maçãs ou pêssegos grandes, 10 por 3,5 cents; cabelo, 5 cents a libra; calçados, 62 cents a $ 1,38 o par. Diária do trabalhador rural, 23 a 46 cents por dia, mais alimentação; de pedreiros, carpinteiros, ferreiros e padeiros, 46 cents mais alimentação; barbeiros, $ 1,75 por cliente; escrivãos, 23 cents por cada cem linhas; professores primários, 46 cents por aluno por mês; professores de literatura grega ou latina ou de geometria, $ 1,84 por aluno por mês; advogados, $ 7,36 pela defesa de uma causa. 
 Trecho extraído segundo as normas de utilização justa da obra “The Story of Civilization, Volume 3: Caesar and Christ”. 
Will Durant (1885–1981) foi escritor, historiador e filósofo, conhecido principalmente por sua obra em 11 volumes The Story of Civilization, escrita em colaboração com sua esposa, Ariel. 
 ©2018 Foundation for Economic Education. Publicado com permissão. Original em inglês
Tradução por Clara Allain

Filho de Sérgio Cabral propõe lei para diminuir a pena de preso que lê a Bíblia

Deputado é filho de Sérgio Cabral, que é condenado a mais de 100 anos de prisão

Filho do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, o deputado federal Marco Antônio Cabral (MDB), reapresentou, na última terça-feira (19), um projeto de lei que permite a redução de pena de presos que se dedicarem a ler bastante. Pode até ser a Bíblia. O pai dele está condenado a mais de 100 anos de prisão.
O deputado incluiu os 66 livros da Bíblia entre as obras autorizadas. Pelo projeto, cada uma das 39 partes do Velho Testamento e 27 do Novo Testamento conta como obra literária individual. Cada obra lida permite a remissão de 4 dias de pena.
Com isso, ler a Bíblia inteira renderia ao preso o perdão de 264 dias, ou quase nove meses. Para obter o benefício, o preso deve apresentar um trabalho escrito sobre cada obra.
O projeto prevê ainda a remissão de pena para detentos que trabalhem ou estudem.  O perdão é de quatro dias para cada 12 horas de frequência escolar ou um dia de trabalho.
Na justificativa, o deputado fala que o objetivo do Código Penal atual é “a vendeta, a pura vingança de toda a sociedade contra aquele que cometera algum dano a um indivíduo ou a coletividade”.
Ele compara as punições a condenados ao Código de Hamurabi, código de leis da antiga Mesopotâmia baseada no “olho por olho, dente por dente”. Para Cabral, o verniz punitivista resulta em um sistema prisional caro, abarrotado de presos e ineficientes no combate à criminalidade.
O carioca conclui que o sistema deveria ser reformulado para permitir a reinserção do preso na sociedade. “Acreditamos que o principal objetivo do Direito Penal é a ressocialização do apenado e não seu sofrimento em razão de um erro cometido”, diz o texto.
O projeto havia sido retirado em 14 de junho e reapresentado na terça-feira. O texto foi alterado para especificar os critérios da leitura da Bíblia.
O filho de Cabral também é autor de um projeto de lei que prevê a remissão de sete dias de pena para o preso que doar sangue espontaneamente, respeitando o intervalo de três meses entre cada doação.
“Tão alarmante são os baixos índices de doação espontânea que apenas 1,8% da população brasileira doa sangue . Diante deste grave quadro, faz-se salutar e urgente um mecanismo que incentive os milhares de apenados brasileiros, provisórios ou não, a colaborarem com o abastecimento dos bancos de sangue que possuem o mister único e honroso de salvar vidas”, escreveu na justificativa.
A Justiça já aceitou 24 denúncias contra o ex-governador Sérgio Cabral. Ele pode ficar preso até 2046, pelo tempo máximo a ser cumprido de acordo com a lei penal. Marco Antônio é pré-candidato à reeleição para a Câmara Federal.
Congresso em Foco tentou contato com o deputado, mas ainda não teve retorno.

http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/filho-de-sergio-cabral-propoe-lei-para-diminuir-a-pena-de-preso-que-le-a-biblia/


ACAMPAMENTO PRÓ-LULA É ALVO DE NOVO ATENTADO À BALA

Gibran Mendes

Vigília Lula Livre, cujo acampamento está montado a cerca de um quilômetro da sede da Polícia Federal em Curitiba, foi alvo de um novo ataque nesta manhã; segundo a coordenadora do local, desconhecidos efetuaram disparos de arma fogo e tentou atropelar os militantes com seu carro.

Paraná 247 - O acampamento que defende a liberdade de Lula, montado a cerca de um quilômetro da sede da Polícia Federal em Curitiba (PR), voltou a ser alvo de ataque na manhã desta terça-feira 26. Desconhecidos teriam efetuado disparos de arma fogo e tentaram atropelar os integrantes do acampamento, segundo reportagem de Lucas Vasques, da Fórum.
A coordenadora do local, Edna Dantas, informou que um homem tentou atropelar um grupo de militantes, foi embora e, em seguida, voltou e disparou contra o acampamento. Ela acrescentou que o acampamento é alvo de ataques frequentes por parte de "grupos fascistas".
A Polícia Militar (PM) foi acionada e os militantes fizeram um boletim de ocorrência (BO). A Polícia Militar informou que deslocou uma equipe ao local, mas que não encontrou os autores do ataque ou mesmo indícios do crime.
Por meio de nota, a Vigília Lula Livre condenou a tentativa de agressão. "Nos solidarizamos e exigimos a apuração por parte das autoridades e responsabilização dos culpados", diz o texto.
Este é pelo menos o quarto ataque contra o acampamento. No dia 28 de abril, duas pessoas foram feridas a tiros no local. Em março, um ônibus da caravana de Lula foi alvo de dois tiros em uma estrada do Paraná. Os autores até hoje não foram identificados.

https://www.brasil247.com/pt/247/parana247/359736/Acampamento-pr%C3%B3-Lula-%C3%A9-alvo-de-novo-atentado-%C3%A0-bala.htm

Erupção do vulcão Kilauea é registrada do espaço por astronauta

Registro da erupção do Kilauea (Foto: Reprodução)
Nada como uma mudança de perspectiva: se para um observador que mora no Havaí a erupção do vulcão Kilauea é algo grandioso e assutador, para alguém que está fora da Terra a atividade vulcânica não passa de uma pequena chama em meio à imensidão do globo. Na última semana, o astronauta Ricky Arnold fez um registro da erupção enquanto está a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI): um ponto alaranjado representa a lava que escorre do vulcão.inRead invented by Teads
Expelida durante uma erupção vulcânica, a lava pode atingir até 1250ºC e é resultado da fusão de rochas localizadas abaixo da superfície terrestre. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, uma nova explosão do vulcão registrada nesta terça-feira (26 de junho) causou um terremoto a 800 metros de profundidade. 
Lar de diferentes vulcões ativos, o arquipélago norte-americano do Havaí está localizado em uma região relativamente isolada do Oceano Pacífico. O Kilauea é considerado o principal vulcão ativo do mundo, sendo uma das principais atrações turísticas havaianas.  
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https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2018/06/erupcao-do-vulcao-kilauea-e-registrada-do-espaco-por-astronauta.html

STF decide soltar ex-ministro José Dirceu


A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu conceder uma liminar em um habeas corpus pedido pelo ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu (PT). A decisão foi tomada em uma reclamação do ex-ministro contra uma posição do relator do processo, o ministro Edson Fachin.
Nas chamadas “reclamações”, o relator é um outro ministro que não responsável original do caso. Com isso, quem encaminhou a votação, favorável ao pedido do réu, foi o ministro Dias Toffoli. Como Fachin decidiu pedir vista para analisar a proposta, Toffoli propôs que fosse concedida uma liminar para que Dirceu não fosse prejudicado pela demora em analisar o pedido. Ele foi acompanhado pelos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.
Contra a concessão da liminar, ficou apenas o próprio Fachin. Decano da Corte, o ministro Celso de Mello faltou à sessão.
Dirceu estava preso há pouco mais de um mês, cumprindo pena de 30 anos e 9 meses de prisão a que foi condenado em primeira e segunda instância em um processo da Operação Lava Jato. O ex-ministro estava detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
O petista, homem-forte do primeiro governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi condenado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa. José Dirceu foi considerado culpado de receber 15 milhões de reais em propina sobre contratos da Diretoria de Serviços da Petrobras, então comandada por Renato Duque, indicado para o cargo pelo PT.
O ex-ministro foi detido para cumprir pena por autorização da juíza Gabriela Hardt, substituta de Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba. Ela acatou a uma determinação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que havia determinado a prisão tão logo se esgotassem os recursos de Dirceu em segunda instância.

Genu

A Segunda Turma tomou a mesma posição no processo que envolve o ex-assessor do PP, atual “Progressistas”, João Cláudio Genu. Condenado há nove anos e quatro meses de prisão, Genu trabalhava com o ex-deputado José Janene, morto em 2010 e considerado um dos mentores intelectuais do esquema de desvios na Petrobras.
De acordo com a denúncia e as sentenças em primeiro e segundo grau, o ex-assessor “teria intermediado” o recebimento de propinas e recebido, ele próprio, cerca de 3,5 milhões de reais decorrentes do esquema de corrupção em contratos da Petrobras, de diferentes origens

https://veja.abril.com.br/politica/stf-decide-soltar-ex-ministro-jose-dirceu/
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Messi desperta na Copa e conduz Argentina às oitavas de final

Argentina x Nigéria: jogo ao vivo pela Copa do Mundo

No sufoco, a Argentina venceu a Nigéria em São Petersburgo por 2 a 1, pela última rodada do Grupo D da Copa do Mundo Rússia 2018Messi fez o primeiro, Moses empatou e Rojo definiu a vitória nos últimos minutos. No primeiro tempo, os argentinos cumpriram seu objetivo, controlando o jogo e marcando na única chance que teve: Messi recebeu ótimo lançamento de Banega e, com a perna direita, abriu o placar aos 13 minutos. O camisa 10 ainda acertou uma falta na trave e buscou tabelas com seus companheiros de ataque, Higuaín e Di María.
Mas, já no começo do segundo tempo, Mascherano fez pênalti em Balogun e Moses converteu, empatando a partida. O empate estava classificando os nigerianos, e provocou o desespero argentino, que se lançou ao ataque com as entradas de Dybala e Aguero. A Nigéria reclamou de um pênalti após a bola tocar na mão de Rojo dentro da área e, após consultar o VAR, o árbitro espanhol mandou o jogo seguir. Rojo apareceu de novo, desta vez na área adversária, concluindo cruzamento de Mercado aos 41 minutos e tirando a seleção do sufoco com 2 a 1 no placar.
A vitória classifica a Argentina em segundo, atrás da Croácia, que venceu a Islândia por 2 a 1 e garantiu 100% de aproveitamento na fase de grupos. Argentinos cruzarão com a França nas oitavas (domingo, 11h), enquanto croatas enfrentam a Dinamarca (domingo, 15h), todos no horário de Brasília.
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/06/26/deportes/1530026467_847939.html

Fundação Gates financia plano radical para exterminar os mosquitos transmissores da malária




Os mosquitos são os animais mais mortíferos da Terra: eles eliminam cerca de 830.000 pessoas em todo o mundo a cada ano, de acordo com o Gates Notes.
A maioria dessas mortes (mais de 440.000) são casos de malária, doença transmitida por um parasita unicelular carregado por mosquitos fêmeas quando nos picam e sugam nosso sangue.

A Fundação Bill e Melinda Gates faz parte de uma cruzada para erradicar essa e outras doenças mortais transmitidas por mosquitos. Até agora, já doaram cerca de US$ 2 bilhões em subsídios para combater a malária.

O último investimento da fundação, de US$ 4,1 milhões, acaba de ser conferido a uma nova abordagem radical contra a condição: consiste em liberar para o meio ambiente diversos mosquitos machos modificados geneticamente, construídos para essencialmente matar seus próprios filhos.

Oxitec

A fundação firmou um acordo de cooperação com a Oxitec, empresa sediada no Reino Unido,
 para desenvolver os mosquitos geneticamente alterados.

A Oxitec, empresa de engenharia genética que surgiu da Universidade de Oxford em 2002, já fez experimentos anteriormente com mosquitos modificados. A Fundação Gates já injetou pelo menos US$ 5 milhões na Oxitec para criar tais linhagens de mosquitos assassinos em 2010.
Algumas cepas foram implantadas no Brasil, nas Ilhas Cayman e no Panamá para ajudar a matar o Aedes aegypti, por exemplo, um inseto que pode transmitir zika, dengue e febre amarela. Em certos locais, eles reduziram as populações selvagens de Aedes aegypti em cerca de 90%.

A nova empreitada

Os mais novos mosquitos serão lançados para acasalar com fêmeas naturais portadoras de malária.
Uma vez que apenas as fêmeas picam, os insetos de laboratório não são uma ameaça para a população. Em vez disso, eles se acasalarão com as fêmeas e passarão um gene “autolimitante” para seus descendentes. Esse gene deve matar as futuras gerações de mosquitos fêmeas antes que elas atinjam a idade adulta, fase em que normalmente picam seres humanos.

Os machos podem continuar acasalando com fêmeas por mais dez gerações, embora o processo não seja perfeito. Em um teste no Panamá, a Oxitec acabou liberando cerca de uma fêmea geneticamente modificada para cada 10.000 machos, mas a empresa afirmou que essas fêmeas são livres de doenças e morrem em dias.

Dificuldades

Encontrar novas formas de combater a disseminação da malária está se tornando cada vez mais urgente porque os casos da doença, que haviam caído 62% entre 2000 e 2015, aumentaram desde então em todo o mundo.
Além disso, os cientistas acham que alguns dos parasitas que causam as formas mais mortais da malária estão se tornando mais resistentes às drogas que usamos para tratá-la.

Os novos mosquitos da Oxitec podem estar prontos para testes de campo até 2020, o que ofereceria uma bem-vinda esperança, mas a empresa tem enfrentado resistência da população quanto ao uso de táticas de engenharia genética.
A Oxitec espera testar alguns de seus mosquitos feitos em laboratório em Florida Keys, nos EUA, nos próximos meses, mas os residentes já expressaram oposição feroz à ideia no passado. Em 2016, os locais votaram contra a permissão para que os mosquitos geneticamente modificados fossem liberados em Keys.

Preocupação real?

A Oxitec não é a única empresa que está tentando usar mosquitos transgênicos para a prevenção da malária.
Um grupo de cientistas do Imperial College London, no Reino Unido, também está trabalhando em uma mutação que essencialmente esterilizaria mosquitos fêmeas portadores de malária. Esses mosquitos ainda não saíram do laboratório.
Grupos ambientalistas como a Federação Amigos da Terra Internacional, entretanto, se colocam vigorosamente contra os mosquitos geneticamente modificados, argumentando que não sabemos como essas criaturas podem impactar o frágil equilíbrio dos ecossistemas do planeta.
Os cientistas afirmam que o objetivo de liberar mosquitos geneticamente modificados não é matar todos eles, mas sim causar um impacto maior em doenças como zika e malária.
“Se tivermos sucesso, as pessoas nem perceberão”, disse o biólogo molecular Tony Nolan, que trabalha com mosquitos transgênicos no Imperial College London, à Smithsonian Magazine. “Haverá muitos mosquitos por aí”. [ScienceAlert]

sexta-feira, 22 de junho de 2018

A vida e morte da gorila que aprendeu a falar por meio de sinais

Penny Patterson e a gorila Koko

FOTO: REPRODUÇÃO/THE GORILLA WHO TALKS TO PEOPLE/BBC

 PSICÓLOGA PENNY PATTERSON E A GORILA KOKO Sob a mira de uma câmera, a gorila Koko foi perguntada, em inglês, sobre o que havia acontecido com seu gato chamado Ball. Usando língua de sinais (americana), ela respondeu, em sequência, algo como “gato”, “choro”, “lamento”, “Koko ama”, seguidos de “ausente”, “me visite”. 


O gato em questão havia fugido e morrido anos antes. Nesta terça-feira (19), foi a vez da gorila Koko. Sua morte virou notícia e foi lamentada sobretudo nos Estados Unidos, onde vivia sob a proteção da Gorilla Foundation, uma instituição dedicada à proteção de primatas e ao estudo da capacidade de comunicação entre espécies. Koko era o destaque da fundação. Nascida em um zoológico na Califórnia, em 1971, a gorila (uma ameaçada Gorila-ocidental-das-terras-baixas, original de países do centro-oeste africano) foi adotada ainda muito jovem pela psicóloga Francine “Penny” Patterson. Na época, a pesquisadora adotou a investigação sobre as capacidades de animais de espécies diferentes se comunicarem como tese de pesquisa. 


De objeto acadêmico, Koko se tornou uma peça central na vida de Patterson. Com cinco anos de idade, a gorila foi “adotada” pela cientista, que então passou a dedicar tempo integral ao animal e ao ensino de língua de sinais. “Koko (...) está diariamente realizando atos de inteligência que facilmente coincidem com o que chimpanzés vêm fazendo em laboratórios científicos pelo país há diversos anos”, noticiou o The New York Times em edição de junho de 1975. O jornal se referiu a ela como “a primeira gorila falante”, cujo vocabulário já passava de 170 palavras na língua de sinais após três anos de treinamento. Segundo a fundação responsável pelo animal, Koko chegou ao fim da sua vida entendendo cerca de 2.000 palavras faladas em inglês e usando aproximadamente 1.000, em língua de sinais, para se expressar. Brincando com palavras As capacidades da gorila, de acordo com Penny Patterson, iam além de entender termos e expressar desejos por comida, um abraço ou brincadeiras. Ainda na década de 1970, a pesquisadora dizia ter conversas com a gorila, cujo domínio da língua chegou a um ponto em que o animal brincava com palavras, criava novas e encadeava termos em construções originais e “significativas”. Além disso, Patterson explorou o alcance das habilidades de Koko em se expressar por meio de gestos e sons. 


Neste caso, o treinamento desafiava o fato de a estrutura física desses animais impedi-los de ter um controle vocal como os humanos. Ainda assim, a pesquisadora ensinou a gorila a fazer sons de beijo, de explosão, ou ainda a fingir que estava bebendo algo, tossindo, assoando o nariz ou mesmo a tocar instrumentos de sopro. “A Koko preenche uma lacuna”, disse Marcus Perlman, pesquisador na Gorilla Foundation, em 2015. “Ela mostra o potencial, sob as condições ambientais certas, de primatas desenvolverem algum controle flexível sobre seu trato vocal. Não é tão bom quanto o controle humano, mas certamente é controle.” Fama e controvérsia Ao longo da sua vida, Koko foi capa da revista National Geographic, foi tema de documentário da BBC e apresentada a famosos como os atores Robin Williams – com quem trocou cócegas e risadas –, William Shatner, Leonardo DiCaprio, o músico Peter Gabriel e o apresentador Fred Rogers.  Junto com fama e admiração vieram questionamentos por parte da comunidade científica dedicada ao estudo da capacidade cognitiva de primatas ou da habilidade em fazer uso da linguagem para comunicação – Noam Chomsky, que defendeu ser a linguagem algo exclusivo aos humanos, inspirou o nome de um chimpanzé ‘falante’ chamado Nim Chimpsky. 


Já no início da pesquisa de Patterson, o psicólogo Herbert Terrace – responsável pelos estudos com o chimpanzé na Universidade de Columbia – apontava que o comportamento observado nesses animais era mera imitação dos gestos humanos repetidamente ensinados e não propriamente comunicação. Para ele, a linguagem “ainda se mantém como uma definição importante das espécie humana”. Terrace e Patterson seguiram o debate sobre o assunto por anos. A psicóloga e a sua fundação já foram duramente criticadas e suas conquistas científicas invalidadas também por falta de transparência em relação aos métodos de pesquisa e resultados. Em jogo está a questão sobre se o uso de gestos por Koko pode ser caracterizado como uma forma de linguagem e, portanto, se a gorila realmente “falava”. Para Perlman, da Gorilla Foundation, os gestos podem ser entendidos como uma forma primitiva de linguagem.




 O uso de sinais por Koko somado às suas habilidades vocais podem indicar uma consciência sobre o controle de respiração necessário para uma comunicação mais complexa como a dos humanos. Foi o que disse o pesquisador e psicólogo Joseph Devlin, da University College London, à BBC. “O que é único aos humanos talvez seja que nós somos a única espécie que tem todas as habilidades [para comunicação]”, afirmou. “Mas há evidências crescentes de que muitas das habilidades que formam a linguagem também estão presentes em outras espécies, e isso é muito interessante”, afirmou. Em nota, a Gorilla Foundation disse que “continuará a honrar o legado de Koko” mantendo suas pesquisas e o estudo de língua de sinais para grandes primatas, bem como a proteção desses animais.


FONTE: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/06/22/A-vida-e-morte-da-gorila-que-aprendeu-a-falar-por-meio-de-sinais