sexta-feira, 17 de junho de 2016

10 bizarras epidemias misteriosas

A medicina avançou nos últimos dois séculos de forma impressionante. Apesar de ainda haver muitas doenças que ainda são incuráveis, pelo menos entendemos cada vez mais sobre elas e como controlá-las.
Mesmo assim, volta e meia ainda aparecem epidemias que não se encaixam nos conhecimentos da medicina. Algumas delas, que incluem sintomas como histeria ou alucinação em massa, só podem ser explicadas como fenômenos psicológicos. Outras são ainda mais misteriosas, pois não seguem nenhuma lógica. Confira 10 epidemias que ainda não foram completamente explicadas:

10. A doença do meteorito de Carancas

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Em 15 de setembro de 2007, um meteorito caiu perto do vilarejo de Carancas, no Peru, perto da fornteira com a Bolívia. O impacto criou uma cratera, e na época foi relatado que água fervente começou a sair dela, assim como gases “fétidos”.
Depois do impacto, 200 moradores do local que haviam se aproximado da cratera começaram a exibir sintomas inexplicáveis. Eles sentiam dores de cabeça, náusea, vomitavam e tinham diarreia. Os doentes invadiram os postos de saúde local, que não foram suficientes para atender a todos. Tendas de emergência tiveram que ser erguidas para o atendimento.
Trabalhando nas construções com os vidros das janelas quebrados pelo impacto, os médicos discutiram os estranhos casos, sem conseguir explicar o que estava acontecendo. Uma das hipóteses foi apresentada pela cientista Luisa Macedo, que argumentou que a água exposta pelo impacto tinha altas concentrações de arsênico, e que o vapor de água vindo da cratera estava contaminado.
Outros, como José Ishitsuka, do Instituto Peruano de Geofísica, discorda desta hipótese, argumentando que o impacto do meteorito não seria suficiente para fazer tanta água contaminada evaporar a ponto de envenenar 200 pessoas.

9. A epidemia do besouro

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Esta é bem estranha. A epidemia do besouro se refere a um incidente que aconteceu no verão de 1962, quando uma trabalhadora de uma indústria têxtil relatou que foi picada por um tipo de inseto perigoso. Convencida de que o último lote de tecido vindo da Inglaterra estava infestado por insetos desconhecidos, a mulher se recusou a voltar ao trabalho.
Ela sentiu dor de cabeça, tontura e um eczema doloroso. Em pouco tempo, mais de 50 colegas dela também insistiam que foram picados pelo besouro.
A fábrica foi fechada para inspeção, e inspetores do Centro de Controle de Doenças de Atlanta investigaram o problema. Para a surpresa deles, não foi encontrada nenhuma evidência de que este inseto sequer existia. Os inspetores encontraram apenas dois insetos que picam na fábrica toda, e nenhum causava os sintomas descritos.
Para afastar qualquer dúvida, eles decidiram dedetizar as instalações. O curioso vem agora: depois da dedetização, mais nenhum trabalhador reclamou das picadas.

8. A epidemia de risadas de Tanganyika


No mesmo ano, em 1962, um pequeno vilarejo na Tanzânia observou um comportamento muito estranho nas alunas de uma escola interna só para meninas.
No dia 30 de janeiro, três meninas começaram a rir histericamente. A direção da escola não deu muita atenção ao fato, já que adolescentes reunidas tendem a ter este comportamento. No final do dia, porém, havia 95 alunas – metade do total – se acabando de dar risada. Se você pensa que no final do dia esses risadas diminuíram, está muito enganado.
Elas continuaram rindo sem parar por mais dois meses. Imagine que desagradável para quem não estava achando graça. No dia 30 de março, a escola foi fechada por preocupação com a saúde das meninas.
Elas foram então enviadas para vilarejos diferentes, já que a direção da escola achou que separá-las acabaria resolvendo o problema. Mas isso não aconteceu. Elas infectaram as pessoas dessas outras vilas, e logo havia uma epidemia de risadas.
No mês de maio, 200 pessoas na vila de Nshamba riam histericamente, e logo 14 outras escolas também foram fechadas. Até hoje, não há uma explicação para este comportamento.

7. A doença do sono de Kalachi


A pequena cidade de Kalachi, no norte do Cazaquistão, também enfrentou uma epidemia inexplicável. Lá, a partir de 2013, os residentes têm entrado em sono profundo, semelhante ao coma, que pode durar por dias inteiros.
Quase 25% dos residentes da cidade sofreram pelo menos um episódio de sono profundo nos últimos anos, e pesquisadores não sabem explicar por que.
Algumas causas em potencial foram consideradas e rejeitadas. O professor Leonid Rikhvanov, cientista russo especializado em geoquímica, afirmou em uma entrevista que ele acredita que a origem deste problema está em uma mina abandonada de urânio, que fica perto do vilarejo.
Ele acredita que o gás possa estar funcionando como um gás anestésico. Mas o governo do Cazaquistão não se convenceu com esta explicação. Por via das dúvidas, a cidade está sendo evacuada aos poucos.

6. A epidemia de desmaios de West Bank

desmaios epidemia
No final do mês de março de 1983, uma aluna palestina da cidade de Arrabah começou a tossir incontrolavelmente, até que desmaiou. Em horas, outras meninas da mesma escola sentiram os mesmos sintomas. Em algumas semanas, mais de 900 pessoas em vilarejos diferentes sofreram desmaio.
Os moradores da região estavam convencidos que estavam sendo envenenados pelos inimigos de Israel. Logo o pânico se espalhou, e 250 tiveram tosse e desmaio ao ver um carro soltando fumaça pelo escapamento passar pela rua.
Investigadores analisaram a escola onde o problema começou, e não encontraram nenhuma contaminação além de traços de sulfato de hidrogênio, que é frequente em banheiros mal lavados. Mais tarde o episódio foi classificado como histeria coletiva.

5. A dança de Kolbigk

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Esta é uma epidemia antiga, de 1518. Ela aconteceu em Strasbourg, uma cidade francesa que na época era comandada pelo Império Romano. Em uma rua estreita da cidade, uma mulher conhecida como Frau Troffea começou a dançar loucamente sem parar. Ela continuou assim por seis dias. Quando ela finalmente conseguiu parar, o problema se espalhou para outras pessoas.
Em uma semana, 40 pessoas dançavam sem controle pelas ruas. No fim daquele mês, 400 pessoas estavam afetadas, sendo que algumas chegaram a morrer de fadiga.
Essa não é uma epidemia única. Em 1021, um grupo de 18 homens da cidade alemã de Kolbigk começaram a dançar na frente da igreja deles, impedindo o padre de trabalhar.
Furioso com o comportamento deles, o padre os amaldiçoou e afirmou que eles faziam a dança do diabo. Apesar de menos gente ser afetada neste caso, a epidemia durou muito mais. Quase um ano inteiro!

4. O choque do Pokémon

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Desta você deve se lembrar, já que o caso é relativamente recente e na época ficou muito famoso. Em 1997, a febre entre as crianças era assistir ao desenho Pokémon. Um dia, cerca de 700 crianças foram levadas ao hospital quando o episódio “Dennon Senshi Porygon” foi exibido na TV.
O acontecimento foi chamado de Choque do Pokémon. As crianças tiveram ataques epiléticos que especialistas acreditam que foram causados pelas luzes piscantes e repetitivas das cenas.
Outro caso que começou com um programa de TV foi o da novela portuguesa Morango com Açúcar, em 2006. Um dos episódios mostrou um vírus potencialmente mortal que se espalhou pela escola das personagens.
Pouco tempo depois, pessoas que acompanhavam a novela passaram a exibir os mesmos sintomas das personagens. Claro que a doença era fictícia, e a audiência se deixou levar pela história.

3. A doença do suor


A doença do suor afetou mais de mil pessoas na Europa nos séculos XV e XVI. Vários sintomas eram atribuídos a esta doença, desde paralisia até a paranoia. Os mais comuns eram suor excessivo, rosto vermelho, sede constante, febre, dor de cabeça e falta de ar.
Na época, acreditava-se que a doença havia sido levada da Inglaterra para a França por mercenários durante a Guerra das Rosas. Ao contrário das outras epidemias descritas aqui, essa realmente matava, com taxa de mortalidade de 50%. A maioria das pessoas morria em poucas horas, às vezes em até duas ou três horas depois de apresentar os primeiros sintomas.
Um fato muito estranho sobre esta doença é que ela desapareceu completamente por cem anos e depois reapareceu. Desta vez, a doença continuou presente até o final da Primeira Guerra Mundial, com um surto especialmente terrível em 1906, que infectou 6 mil pessoas. Depois disso, desapareceu outra vez. Esperamos que ela não volte nunca mais.

2. Síndrome do cabeceio


Esta síndrome faz com que o paciente fique “pescando”, mesmo que não esteja com sono. Isso acontece porque em alguns momentos a pessoa fica sem força para se manter em pé, e mal consegue sustentar a cabeça quando está sentada. Muitas delas sofrem quedas e ficam com cicatrizes na cabeça e outras partes do corpo.
Essa triste síndrome acomete crianças entre 5 e 15 anos de idade em alguns vilarejos dos países africanos Uganda, Sudão do Sul e Tanzânia.
Além da fraqueza muscular, a criança tem o crescimento afetado e sofre convulsões constantes. Ao examinar o cérebro dessas crianças, fica claro que as ondas cerebrais não estão normais, e apesar dos pacientes parecerem bem, sofrem pequenas convulsões praticamente o dia inteiro.
A doença foi identificada pela primeira vez em 1962. Apesar de estarem longe de entender a causa da doença, os pesquisadores têm uma pista: ela pode estar relacionada ao parasita Onchocerca volvulus, causador da oncocercosa. Esta doença também é conhecida como “cegueira do rio” ou “mal do garimpeiro”. É transmitida pelo mosquito Simulium damnosum, também conhecido como borrachudo.

1. Dromomania

andarilho
Em 1886, um homem chamado Jean-Albert Dadas chegou a um hospital no sudeste da França com exaustão física e sem memória de como foi parar lá. E esta não foi a primeira vez que isso aconteceu. Com frequência ele acordava e descobria que havia andado centenas de quilômetros em um estado de sonambulismo.
Uma vez em 1881, ele acordou e descobriu que havia andado da França até a Rússia sem se lembrar. Esta doença é chamada de dromomania – uma doença inexplicável classificada como “desejo incontrolável de viajar ou andar por aí”.
Também chamada de “turismo patológico”, a doença chegou a atingir vários franceses no final do século XIX. Em uma conferência psiquiátrica em Nantes em 1909, vários pesquisadores tentaram entender a doença, apresentando transtornos que eles acreditavam que causava a dromomania.
O último caso registrado da doença aconteceu poucos meses depois da conferência, mas nenhum tipo de cura foi descoberto. Esse mistério ainda não foi solucionado. [ListVerse]
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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Facebook lança ferramenta de prevenção ao suicídio

Facebook lança ferramenta de prevenção ao suicídioFoto: Reprodução
 O Facebook quer ajudar a prevenir o suicídio no Brasil. Em parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV), instituição que oferece apoio emocional para pessoas que estão precisando de ajuda, a rede social lançou nesta terça-feira (14) uma ferramenta que permite aos usuários emitirem sinais de alerta quando perceberem que um amigo publicou um conteúdo com tendência ao suicídio.

É uma ferramenta muito importante, considerando que o suicídio mata mais que o HIV no mundo, com uma morte a cada 40 segundos, segundo dados da OMS. No Brasil, oitavo país com a maior taxa no mundo, um suicídio acontece a cada 45 minutos — são 6 por 100 mil habitantes.
A ideia é que as publicações dos usuários possam ajudar amigos a perceberem que há alguém com tendências suicidas. “Postar algo como ‘qualquer dia eu sumo’, por exemplo, é um super sinal de alarme”, diz Carlos Correia, voluntário do CVV desde 1992, ao G1.

Se você notar que isso aconteceu, denuncie a publicação e entre em “Acredito que não deveria estar no Facebook” > “Ver mais opções” > “Mostra alguém se ferindo ou planejando se ferir”. É possível oferecer ajuda, conversar com alguém de confiança, descobrir como proceder ou enviar a publicação para ser analisada pelo Facebook.

Com a publicação denunciada, a imagem abaixo irá aparecer para a pessoa que teve comportamentos preocupantes. A rede social facilita o contato com o CVV e dá dicas do que fazer para se sentir melhor.

É uma ação interessante porque muita gente manifesta seus sentimentos (inclusive negativos) em redes sociais, e um usuário que notar repetidos posts de sofrimento vindos de alguém pode evitar que algo de pior aconteça. “Especialistas dizem que o suicídio pode ser prevenido em 90% das situações”, disse Correia.

Sem contar que a taxa de suicídios no mundo por idade em países de baixa renda é assustadoramente maior entre os jovens. Em 2012, segundo dados da OMS, cerca de 90 mil suicídios aconteceram com jovens na faixa dos 20 anos, contra 10 mil em países desenvolvidos (que têm seu maior índice aos 50 anos). Como esse público costuma filtrar menos o que vai para a rede social, é uma ação que deve ter certa eficiência.

A rede social também vai oferecer publicidade gratuita para o CVV conseguir recrutar mais voluntários, equilibrando o aumento da demanda de atendimentos com o lançamento da ferramenta. O CVV também oferece ajuda pelo número 141, além de telefones locais específicos para cada região e por Skype.

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'Cachorro que não nada' rouba cena em pool party canina nos EUA

'Cachorro que não nada' rouba cena em pool party canina nos EUA (Foto: Happy Tails/Facebook)'Cachorro que não nada' rouba cena em pool party canina nos EUA (Foto: Happy Tails/Facebook)
Um vídeo que mostra um cachorro parado em meio a uma "pool party" canina nos EUA está fazendo sucesso nas redes sociais.
O vídeo foi gravado no Happy Tails Resort, um hotel canino de Norfolk, no estado da Virgínia.
Nele, vários hóspedes cachorrinhos se divertem em uma festa na piscina - exceto por um cão, que permanece parado, com o olhar fixo, em meio à bagunça dos outros.
Internautas estão se divertindo buscando explicações para a atitude do "cachorro que não nada".

Vovó faz 'busca educada' no Google e comove a web

Vovó faz 'busca educada' no Google e comove a Internet (Foto: Ben John/Twitter)Vovó faz 'busca educada' no Google e comove a Internet (Foto: Ben John/Twitter)

Uma vovó de 85 anos está fazendo sucesso na internet depois que seu neto postou no Twitter uma tela do Google com uma busca "muito educada" feita por ela.
O usuário Ben John disse que abriu o laptop da avó, May Ashworth, e ficou emocionado com o que viu.
Na área de busca, ela escreveu, em inglês: "Por favor, traduza esses números romanos MCMXCVIII. Obrigada."
Ele fotografou a busca e postou, emocionando os internautas.

Ondas gravitacionais detetadas pela segunda vez


Recriação do movimento dos dois buracos negros em torno um do outro
ondulação causada no tecido do espaço-tempo pela colisão de dois buracos negros foi captado a 26 de dezembro
Cientistas do observatório LIGO (Laser Interferometer Gravitational Wave Observatory) anunciaram ter detetado pela segunda vez ondas gravitacionais, um fenómeno que foi previsto por Einstein há cem anos mas que apenas foi confirmado pela primeira vez por observação direta, em setembro do ano passado.
Em relação a esta segunda observação, os sinais captados pelo observatório LIGO, nos seus detetores Hanford e Livingston, nos Estados Unidos, indicam que algures no universo, há 1300 milhões de anos, dois buracos negros rodopiaram longamente em torno um do outro e acabaram por colidir, e fundir-se, num cataclismo de proporções bíblicas que causou ondulações no tecido do espaço-tempo: as tais ondas gravitacionais. O seu sinal foi captado a 26 de dezembro de 2015 pelos dois detetores do LIGO, sob a forma de um pico sonoro e, ontem, depois de confirmada a sua natureza, os cientistas publicaram os dados na Physical Reviw Letters.
Esta segunda observação foi um pouco diferente da primeira, desde logo porque os dois buracos negros em questão tinham menores dimensões, em relação aos dois primeiros, cuja colisão e consequentes ondas gravitacionais foram observadas pelo LIGO em setembro do ano passado.
Desta vez, os cientistas conseguiram observar com maior detalhe a última fase da aproximação dos buracos negros, antes de eles colidirem um com o outro.
"Isto cimenta a realidade da primeira deteção e torna credível a nossa expectativa de que observações deste tipo vão tornar-se comuns e de que temos verdadeiramente uma nova janela aberta para o universo", afirma o astrofísico Stuart Shapiro, da Universidade de Illinois.Antes de Einstein ter mudado a forma como percebemos o universo, graças à sua teoria da relatividade geral, pensava-se que o espaço e o tempo eram duas dimensões fixas e independentes. A sua teoria virou tudo do avesso, propondo um único modelo a quatro dimensões, o espaço-tempo, que não é fixo. Isso implica que um corpo com grande massa acelerado através do universo, ou dois buracos negros em rota de colisão, como aconteceu no caso de ambas as observações, causam uma perturbação nesse tecido do espaço-tempo - as ondas gravitacionais -, tal como acontece quando uma pedra arremessada à superfície quieta de um lago provoca uma ondulação característica.
Feitas estas duas observações, os cientistas esperam que muitas mais vão acontecer no futuro e que isso, por sua vez, vai contribuir para ampliar em muito o conhecimento sobre estes fenómenos e a natureza dos objetos capazes de os provocar. "Estamos seguros de que haverá uma torrente de novas ideias num futuro muito próximo", antecipa o astrofísico Julian Krolik, da Universidade de Johns Hopkins.

Polícia encontra corpo de garoto atacado por jacaré na Disney, na Flórida

Autoridades fazem busca por menino em lagoa na Walt Disney World em Orlando
Autoridades fazem busca por menino em lagoa na Walt Disney World em Orlando
Foto: Reuters
Por Barbara Liston
ORLANDO, EUA - Com o uso de botes, mergulhadores e um helicóptero, a polícia dos Estados Unidos recuperou nesta quarta-feira o corpo de um menino de 2 anos que foi apanhado por um jacaré na frente da sua família durante as férias na Walt Disney World em Orlando, na Flórida, disseram autoridades.
A criança foi pega pelo jacaré quando brincava na beira de uma lagoa na noite de terça-feira e puxada para a água apesar dos esforços dos pais para salvá-la.
Autoridades disseram numa entrevista à imprensa que o corpo do menino havia sido encontrado e estava intacto.
O jacaré, acredita-se, tinha entre 1,2 metro e 2 metros de comprimento. Mais cedo agentes ambientais haviam capturado e matado cinco jacarés da lagoa para examiná-los na busca de vestígios do garoto, mas não encontraram evidências, disse Nick Wiley, chefe da Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida.
O parque fechou as suas praias e marinas nesta quarta-feira, enquanto as equipes de busca trabalhavam na Lagoa Sete Mares, um lago artificial que alcança 4,2 metros de profundidade.
A família de Nebraska, que passava férias, foi identificada como Matt e Melissa Graves. O filho se chamava Lane.
As dezenas de policiais e agentes que procuravam o menino nesta quarta usaram sonar, helicóptero e uma equipe de mergulhadores.
Há placas proibindo o nado na lagoa. O garoto foi apanhado quando a sua família descansava perto da margem, disseram autoridades.
O pai do garoto correu para a água e sofreu pequenos cortes no braço na luta para arrancar o filho do jacaré, disse Jeff Williamson, porta-voz do gabinete do xerife do condado de Orange, Jerry Demings.
"O pai fez tudo o que podia", afirmou ele. "Ele tentou resgatar a criança, mas sem resultados."
As autoridades disseram que a mãe também tentou resgatar o garoto. Um salva-vidas também não foi capaz de alcançar o menino a tempo.
Jacarés não são raros na lagoa, disse Wiley. Os animais mataram cinco pessoas na Flórida nos últimos dez anos, de acordo com dados oficiais.
Willey declarou que a comissão de vida selvagem trabalha para remover os "jacarés inconvenientes", aqueles que perderam o medo de humanos, quando a presença dos animais é acusada.
A Disney opera na área há 45 anos e nunca registrou esse tipo de incidente, afirmou Jerry Demings.
"A Disney tem um sistema de gestão da vida selvagem em operação, e eles trabalham de forma aplicada para assegurar que os seus hóspedes não sejam expostos à vida selvagem nesta área", declarou ele.
A Walt Disney World é o parque temático mais visitado do mundo. Cerca de 20,5 milhões de pessoas visitaram o Reino Mágico do parque em 2015, segundo a Associação de Entretenimento Themed.
(Reportagem adicional de Brendan O'Brien em Milwaukee, Laila Kearney, Amy Tennery e Jeffrey Dastin em Nova York, e Lisa Richwine em Los Angeles)
Reuters

Conselho de Ética pode abrir processo contra Bolsonaro por voto no impeachment

O Conselho de Ética da Câmara pode instaurar nesta quarta-feira (15) processo contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). A representação contra o parlamentar, apresentada pelo PV em abril, afirma que o deputado fez apologia à tortura ao homenagear o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (morto em 2015) durante a sessão sobre a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), hoje afastada. A reunião do Conselho de Ética está marcada para as 14h30, em plenário.
Durante a votação do impeachment, Bolsonaro declarou. "Perderam em 1964, perderam agora em 2016. Contra o comunismo, pela nossa liberdade, contra o Foro de São Paulo, pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff, pelo exército de Caxias, pelas Forças Armadas, o meu voto é sim." Bolsonaro afirma que não existe sentença transitada em julgado contra Ustra e lembra que deputados têm imunidade parlamentar por seus votos e palavras.
Ustra comandou, entre 1971 e 1974, o DOI-Codi --símbolo dos porões da ditadura, anexado à estrutura do antigo II Exército, em São Paulo. Nos últimos anos, procuradores da República em São Paulo vinham tentando processá-lo por tortura e morte de vários militantes que foram encarcerados nas dependências daquela unidade militar. Há sete anos, Ustra foi declarado torturador pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

VEJA O VOTO DO DEPUTADO


terça-feira, 14 de junho de 2016

E você, ainda vê estrelas?

Há muito que a poluição luminosa se tornou um sério inimigo para a observação do céu. Com o tempo o problema se agravou e segundo os especialistas, as próximas gerações urbanas não verão mais as estrelas e constelações, apenas o brilho do Sol e da Lua.

Mapa da poluicao Luminosa sobre o Brasil
Mapa mostra a distribuição da poluição luminosa sobre o Brasil. A escala indica quantas vezes o céu é mais claro que o natural. Repare que sobre os grandes centros, como São Paulo, por exemplo, a poluição luminosa pode deixar o céu 41 vezes mais claro que o negro natural. Localidades aceitáveis só são encontradas em partes da região amazônica e Centro Oeste.
O agravamento da poluição luminosa veio com o avanço implacável da iluminação pública, um sinal inequívoco de progresso, segurança e bem-estar, mas que trouxe junto uma forma de degradação ambiental extremamente nefasta, tanto para a natureza como para a cultura contemporânea já que grande parte da humanidade não pode mais contemplar totalmente o Universo em que está inserida.
A poluição luminosa nos grandes centros urbanos é tão grande que apenas as estrelas mais brilhantes podem ser observadas, ao contrário das localidades mais escuras de onde a via láctea e a luz zodiacal ainda podem ser vistas.

Luminárias - os vilões
De acordo com estudiosos no assunto, o maior responsável pela degradação do céu escuro é o desenho incorreto das luminárias de rua que espalha um fluxo de 60% da luz no sentido horizontal e para cima, que em nada contribui para a iluminação noturna, já que a única luz realmente necessária é aquela dirigida para o solo.

Efeitos da Poluicao Luminosa. Ceu sob diversas condicoes de poluicao
Este gráfico compara como o céu é visto sob diversas condições de poluição luminosa. Repare a diferença entre o céu das regiões metropolitanas urbanas e das zonas rurais.
Outdoors e fachadas de lojas, além dos holofotes que iluminam prédios e monumentos também contribuem fortemente para a degradação ambiental, além das projeções ao ar livre e da forte iluminação dos estádios.
Todas essas fontes criam uma grande massa luminosa que reflete na atmosfera e a transforma em uma espécie de barreira que ofusca a luz vinda do espaço.
Nos Grandes Centros
Quanto mais populosa e desenvolvida for a cidade, maior será essa massa luminosa, facilmente perceptível à distância, quando nos afastamos em direção ao interior. Em algumas localidades, a interferência luminosa só começa a ser tolerada a mais de 200 ou 300 km de distância.
Culturalmente, o resultado da poluição luminosa é que ela nos torna cegos para o conhecimento e compreensão do Universo ou do Sistema Solar, já que somente os objetos muito brilhantes podem ser vistos.
Nos grande centros, as constelações mais simples e fantásticas, como o Escorpião, Orion ou Leão, por exemplo, se apresentam completamente desfalcadas e em nada se parecem com aquelas mostradas nos atlas celestes. Observar cometas e chuvas de meteoros é uma tarefa impossível, assim como ver a Via Láctea e a Luz Zodiacal.
Atualmente, as zonas urbanas dos países ricos ou em desenvolvimento são as áreas que apresentam maior índice de poluição luminosa, que se amplia à medida que as cidades interioranas recebem investimentos e se tornam mais iluminadas.

Políticas Públicas
Ao que tudo indica, a deterioração da qualidade do céu noturno só será freada a partir de uma mudança cultural na mentalidade dos administradores, que deverão repensar na forma como é feita a iluminação pública das ruas e parques e também na criação de leis que norteiem o uso de refletores na iluminação de prédios e fachadas.

Sem a contenção implacável da poluição luminosa, em poucos anos teremos um céu onde praticamente não se poderá mais ver estrelas. Elas passarão a serem entes desconhecidos, encontrados apenas em fotos ou livros de ciência.