sábado, 9 de janeiro de 2016

Chuva faz Gil Jung aderir ao guarda-chuva no Sambódromo de SP

A chuva que caiu neste sábado, 9, no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, no final da tarde, pegou muita gente de surpresa. Menos a musa da Nenê de Vila Matilde, Gil Jung, que chegava para ensaiar com sua escola. É que mesmo sob a chuva inesperada, ela estava preparadíssima com um guarda-chuva da marca Victoria's Secret, que combinava, inclusive, com a cor de sua fantasia.

Gil Jung (Foto: Francisco Cepeda/AGNews)Mesmo apreensiva com a forte chuva, ela garantiu: "Ensaio de qualquer jeito". Decidida, não? Em 2016, a Nenê de Vila Matilde leva para a Avenida o enredo "Nenê apresenta seu musical: Rainha Raia nas asas do Carnaval", que vai homenagear a atriz Claudia Raia.
Gil Jung (Foto: Francisco Cepeda/AGNews)
Gil Jung (Foto: Francisco Cepeda/Agnews)Gil Jung (Foto: Francisco Cepeda/Agnews)
Gil Jung (Foto: Francisco Cepeda/Agnews)Gil Jung (Foto: Francisco Cepeda/Agnews)
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Gil Jung (Foto: Francisco Cepeda/Agnews)Gil Jung (Foto: Francisco Cepeda/Agnews)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

DUQUE DE CAXIAS INTENSIFICA AÇÕES DE COMBATE AO MOSQUITO DA DENGUE

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“Estamos intensificando as ações nos locais onde percebemos que houve um aumento de casos do Zika Vírus. O PSF serve como base pois é o local onde há uma movimentação constante de moradores. É um trabalho conjunto entre os Agentes de Endemias e os Agentes Comunitários, que fazem a divulgação da presença de nossa equipe na unidade. É uma forma de ficarmos mais próximo da população”, explicou o coordenador de Vigilância Ambiental, Alessandro de Deus Melo, que lembrou ainda que o cronograma das visitas domiciliares e do UBV pelo município não são alterados com essas ações.
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Moradora da Vila Leopoldina, Elca Simone Brandão Renti, de 41 anos, levou o filho Leandro Henrique Renti dos Santos, de 7 anos, para conhecer de perto as fases do mosquito Aedes aegypti através do microscópio. “É um trabalho muito importante. Em casa tomamos todos os cuidados para não deixar acumular água. Após as chuvas vou ao quintal verificar todos os objetos. Até hoje nunca tivemos nenhuma doença transmitida pelo mosquito”, destacou.
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O combate ao Aedes aegypti segue sendo uma prioridade da Prefeitura. Até o mês de dezembro de 2015, foram notificados 252 casos de Dengue e 487 casos de Zika na cidade. A preocupação aumentou ainda mais depois da constatação de casos de crianças com microcefalia em Pernambuco decorrentes, possivelmente, da contaminação das mães pelo vírus Zika, também transmitido pelo mosquito.
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Além dos esforços do poder público, cabe a cada pessoa fazer a sua parte para evitar a reprodução do Aedes. Para isso, a melhor ação é evitar o acúmulo de água limpa parada em caixas d'água, garrafas, pneus e outros compartimentos.
As próximas ações de mobilizações das equipes do Departamento de Vigilância em Saúde acontecerão no PSF Parque Eldorado, PSF Gramacho e PSF Sarapuí. No dia 29 de janeiro, será realizado o Dia D na Praça do Relógio, no Centro de Duque de Caxias.
Nova estratégia de combate ao mosquito Aedes aegypti
A secretaria municipal de Saúde colocará em prática a partir de segunda-feira (11/1), uma nova estratégia para intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypti. Em resposta à demanda do Ministério da Saúde, o ciclo de visita domiciliar bimestral a 100% dos domicílios será encurtado, e em janeiro e fevereiro todas as residências serão vistoriadas uma vez a cada mês.
O aumento no combate aos focos do mosquito será possível graças ao reforço de 527 agentes comunitários de saúde da Estratégia Saúde da Família, que se juntarão aos cerca de 600 agentes de controle de endemias do Departamento de Vigilância em Saúde de Duque de Caxias.
"Os agentes comunitários passaram por um treinamento e vão se juntar à nossa equipe no trabalho das casas do município. Eles vão fazer a remoção mecânica dos depósitos de água com focos do Aedes. Quando identificarem uma residência com muitos focos, acionarão os agentes de endemias", explicou Alessandro de Deus, responsável pela Coordenadoria de Vigilância Ambiental.
Além de intensificar as ações, o Departamento de Vigilância Sanitária disponibiliza o e-mail cvavz.duquedecaxias@gmail.com e o telefone 0800-282-7788 para que a população denuncie locais com possíveis focos do mosquito da dengue como imóveis fechados, ferros-velhos, oficinas mecânicas, terrenos abandonados e caixas d’água sem tampa.

A batalha pela vida de menina de 6 anos em meio à guerra civil do Iêmen

Asma foi atingida por morteiro e teve parte do cérebro arrancada enquanto pegava água; em cidade sitiada, hospital sofre com ausência de medicamentos e oxigênio.


 Menina foi atingida enquanto buscava água potável  (Foto: BBC)Menina foi atingida enquanto buscava água potável (Foto: BBC)
A jornalista da BBC Safa Alahmad é uma das poucas jornalistas que chegou à cidade sitiada de Taiz, no centro da guerra civil do Iêmen. Ela encontrou uma cidade destruída por bombardeios - e um médico lutando para salvar a vida de uma menina de seis anos.
No hospital al-Thawra, na cidade sitiada de Taiz, médicos se reúnem do lado de fora do centro cirúrgico para decidir quais os pacientes que eles seriam obrigados a deixar morrer. Sem medicamentos e oxigênio para tratar todos os feridos na guerra civil do Iêmen, não há outra saída.
No dia em que cheguei, no meio de dezembro, a escolha era entre uma menina de seis anos chamada Asma e um idoso com uma ferida gangrenada na barriga.
Asma havia sido atingida por estilhaços de um morteiro quando fazia fila para pegar água potável de um caminhão. Outras 19 crianças foram feridas no ataque, e cinco morreram. O impacto tirou um pedaço do tamanho da palma da minha mão do crânio de Asma.
Apesar da gravidade da lesão, um cirurgião deu início a uma tentativa desesperada de salvá-la.
O cheiro da sala de operações dava náuseas - uma mistura de sangue, desinfetante e do "gesso" cirúrgico que o cirurgião estava moldando em suas mãos para tapar o buraco na cabeça de Asma.
Ele agia rápido, correndo para terminar a operação antes que o oxigênio acabasse e aumentasse o dano ao cérebro da menina.
O morteiro que atingiu o crânio de Asma foi quase com certeza disparado por rebeldes hutis, que há oito meses tentam tomar a cidade de Taiz, a segunda maior do Iêmen, controlada por forças leais ao governo do país reconhecido internacionalmente.
Para isso, os hutis montaram um cerco a Taiz, cortando quase todas as rotas de acesso à cidade e impedindo o fornecimento de suprimentos básicos pela estrada.
A única alternativa aos bloqueios de rua são rotas de mulas e traficantes pelas montanhas Sabr. Tudo - farinha, arroz, gás de cozinha, diesel, remédios - tem que passar por essas trilhas para chegar à população faminta de Taiz.
Cheguei à cidade por uma trilha estreita e suja que corta as montanhas, contornando as linhas de frente de batalha mas não além do alcance dos snipers (atiradores de elite) hutis.
No caminho, havia animais carregando alimentos, armas, oxigênio e gás, e muitas vezes tivemos que abrir caminho para camelos e burros que eram conduzidos por crianças. Entre eles estava um menino, que não devia ter mais do que quatro anos, carregando apenas um pedaço de lenha, lutando com o peso, mas determinado a manter o ritmo ditado por um grupo de meninos mais velhos.
Havia mulheres na trilha, a maioria vestindo roupas tradicionais - vestidos amarelos, laranjas ou rosas sobre calças largas - e muitas carregando lenha em suas cabeças. Eu era a única usando a abaya preta (traje que cobre todo o corpo), que certamente não foi projetada para andar sobre pedras.
Por um tempo, andei com duas mulheres que estavam voltando para Taiz de seu vilarejo. Elas haviam partido de madrugada e estavam andando havia mais de dez horas. Às vezes, cantavam para se manter animadas, ou paravam para recuperar o fôlego ou ver a vista da cordilheira de Sabr. De longe, chegavam os estalos e ruídos da guerra.
 Hospital fechou por falta de medicamentos e de oxigênio  (Foto: BBC)Hospital fechou por falta de medicamentos e de oxigênio (Foto: BBC)
A trilha também é usada para transportar feridos e mortos. Os corpos são levados para covas depois da passagem. Os feridos, não só militares mas também civis, pegam a mesma rota para os poucos hospitais que permanecem abertos em Taiz.
Chegar aos hospitais não traz nenhuma garantia ou segurança. Al-Thawra têm a única unidade de emergência de trauma da cidade, mas é alvejado com frequência pelo combatentes hutis. Dois dias antes de eu chegar, um bombardeio com morteiro havia matado dois médicos e feridos muitos outros.
Mesmo para aqueles que chegam à mesa de operações, os suprimentos são desesperadamente escassos. A falta de anestesia geral significa que alguns pacientes são operados ainda conscientes. Outros nem são operados, porque os poucos tubos de oxigênio são reservados para os com ferimentos mais graves e uma chance realista de sobrevivência.
Em alguns casos, as próprias famílias dos pacientes trazem cilindros de oxigênio ao hospital. Mas isso é um luxo além das possibilidades de Asma, que não tinha ninguém para acompanhá-la ou lhe dar a mão.
Ela sobreviveu à operação e ficou na cama sozinha, seus ombros magros descobertos sob o cobertor, a cabeça sem cabelo, olhos inchados e escurecidos pelos hematomas. Sua família, segundo o médico Ahmed Muqbal, foi deslocado pelos bombardeios e agora estão espalhados, procurando um local seguro para levar as filhas que sobreviveram.
O rosto de Asma estava coberto por uma máscara de plástico ligada a um ventilador mecânico, e seu tórax se movia quando a máquina respirava por ela. Mas o aparelho estava bombeando apenar ar, porque não havia mais oxigênio - e, sem oxigênio, eram poucas as chances de seu cérebro se recuperar.
"Lutamos muitos para salvar a vida dela, mas agora todo o esforço pode ir para o lixo por causa da falta de oxigênio puro", diz Muqbal.
Ele parecia esgotado. Na cama ao lado estava o idoso com ferimentos de estilhaços e gangrena. Ele morreu dois dias depois.
Em 25 de dezembro, duas semanas depois da minha visita, o hospital al-Thawra fechou suas portas para novos pacientes. Não havia mais nada de oxigênio e nenhum remédio.
E Asma havia morrido.
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A guerra civil do Iêmen
Anos de disputas civis e sectárias chegaram a uma crise quando os hutis, um grupo rebelde xiita, tomou o controle da capital, Sanaa, em setembro de 2014
Seis meses depois, em março de 2015, uma coalizão de Estados árabes liderada pela Arábia Saudita começou uma campanha militar para tirar os hutis do poder e reconduzir o presidente Abed Rabbo Mansour Hadi
O caos que se seguiu permitiu que grupos jihadistas salafistas - incluindo a Al-Qaeda na Península Árabe e a célula local do grupo autodenominado Estado Islâmico - realizassem ataques na região
A ONU diz que quase 3 mil civis foram mortos e mais de 5 mil ficaram feridos na guerra.Além disso, 2,2 milhões de crianças estão desnutridas ou em risco de desnutrição.
Fonte : BBC.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

PREFEITURA DE SEROPÉDICA FORTALECE COMBATE AO AEDES AEGYPT



Secretaria de Saúde amplia ações preventivas contra dengue, zica e chicungunya
 Nesta quinta-feira (07) o secretário de Saúde e Defesa Civil de Seropédica, Dr.º César Cilento, se reuniu com representantes da secretaria e do Ministério da Saúde na sede da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil (SMSDC) do Município, o motivo do encontro foi buscar novas soluções e debater a respeito da ampliação das ações que já vem sendo realizadas no combate ao Aedes Aegypt, mosquito transmissor de doenças como a dengue, a zica e a chicungunyia. Além da reunião o encontro também serviu para oficializar a entrega de um veículo de Combate a Endemias doado ao Município pelo Governo do Estado.
Participaram da reunião o gerente técnico de Endemias do Ministério da Saúde, Marcos Tupinambá, o diretor municipal de Urgência e Emergência Wattyla Felipeck, o diretor municipal de Vigilância e SaúdeWagner Teixeira, a diretora municipal de Atenção Básica Maria Aparecida, o coordenador de Combate a Endemias André Figueira, a coordenadora da Estratégia de Saúde da Família em Seropédica Maria Salete, e o coordenador da Unidade Pré-Hospitalar Dr.º José Bueno Lopes, Juberto Júnior.
Os participantes da reunião expuseram ao secretário Dr.º César Cilento relatórios de controle a respeito do combate às enfermidades, segundo o secretário estes relatórios com informações detalhadas serão demonstrados ao prefeito Martinazzo, que acompanha com atenção às estratégias de trabalho adotadas pela SMSDC.
Essa reunião teve como objetivo dialogar a respeito das ações de combate a dengue, à zica e a chicungunya em Seropédica, também entregamos às equipes de trabalho um novo veículo, que nos auxiliará bastante no trabalho diário. A Prefeitura tem investido significativamente na estrutura de Saúde do Município, através de meios próprios e com o auxílio do Governo do Estado estamos revitalizando a Saúde de Seropédica”, declarou o secretário de Saúde e Defesa Civil Dr.º César Cilento.
 Outra informação relevante para a população de Seropédica é que, a partir do dia 11 de janeiro o Município intensificará a atuação do carro fumacê, que já realiza ações no território municipal nos horários de menos circulação de pessoas. Vale ressaltar que as ações realizadas pela Prefeitura de Seropédica no combate a dengue, à zica e a chicungunya, são preventivas, visto que os casos envolvendo essas doenças no Município são mínimos. Para saber mais a respeito do combate às doenças qualquer cidadão pode ligar para o Disque-Dengue através do telefone (21) 2682-8628.
É importante que a população nos auxilie no combate a essas doenças, a Prefeitura disponibilizará aos munícipes cartilhas educativas a respeito dessas enfermidades, além disso, estamos ampliando nossa estrutura de combate a endemias, ao todo, contamos com 240 agentes de combate a endemias que realizam visitas domiciliares diariamente. Em Seropédica o Aedes Aegypt não terá descanso”, afirmou o prefeito Martinazzo.
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​Secretário Dr.º César Cilento entrega para equipe da SMSDC a chave do novo veículo de combate a endemias.
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Diretor de Vigilância e Saúde Wagner Teixeira (vermelho) explica ao secretário Dr.º César Cilento informações contidas no relatório de Combate a Endemias.
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Fonte:http://www.seropedicaonline.com/prefeitura/saude-defesa-civil/prefeitura-de-seropedica-fortalece-combate-ao-aedes-aegypt

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Arqueólogos dizem ter encontrado suposto celular de 800 anos



Arqueólogos afirmam ter descoberto um celular de nada menos que 800 anos de idade durante uma escavação em Fuschl am See, na Áustria. Segundo a imprensa internacional, o aparelho é coberto de símbolos e se assemelha ao antigo telefone celular da Nokia.
A divulgação da foto do aparelho gerou polêmica entre internautas nas redes sociais. Alguns acreditam que o objeto pode ter sido trazido por alienígenas a Terra, reforçando a hipótese de que a tecnologia humana é fruto de ‘oferendas’ de seres extraterrestres.
Já outras pessoas creem que o suposto telefone possa ter sido levado ao passado por viajantes do tempo. Por outro lado, muitos duvidam de qualquer uma dessas teorias e afirmam que tudo não passa de uma brincadeira.
A veracidade da imagem não foi comprovada e os responsáveis pela escavação não foram identificados. Diante disso, os comentários dos internautas apostam que a notícia seja apenas um viral para comemorar o começo de 2016.
Postado no Youtube no final de dezembro no canal Paranormal Crucible, o vídeo que contém a informação já foi assistido por mais de um milhão de pessoas. 

País tem alta de dengue e 2015 acumula 1,58 milhão de casos

Até a primeira semana de dezembro, haviam sido notificadas 1.587.080 infecções por dengue, 123.304 a mais do que o verificado até a última semana de setembro
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Após registrar queda significativa em agosto, o número de casos de dengue voltou a subir. O aumento foi identificado em todas as regiões do País e aponta também para o crescimento da população de Aedes aegypti em todo o território nacional – um indicativo de que os riscos para as outras doenças transmitidas pelo vetor, zika e chikungunya, também são altos. Até a primeira semana de dezembro, haviam sido notificadas 1.587.080 infecções por dengue, 123.304 a mais do que o verificado até a última semana de setembro.
“Todos os anos, o País registra aumento de casos no período das chuvas, no verão. Mas, em 2015, o fenômeno aconteceu de forma antecipada”, afirma João Bosco Siqueira Júnior, professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Goiás (UFG). A tendência de elevação acontece a partir de dezembro e janeiro. Em 2015, o aumento começou em outubro e novembro.
Segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, o maior avanço da epidemia foi registrado no Centro-Oeste, onde a incidência dobrou entre outubro e novembro e saltou de 21 para 45 casos por 100 mil habitantes. No Sudeste, o comportamento foi semelhante: passou de 10,7 para 19,2 por 100 mil habitantes. No Nordeste, o aumento foi menos expressivo, de 18,6 para 23,8, mas a marca põe a região na segunda posição de incidência de dengue.
As mortes também não deram trégua. Mais cem casos foram contabilizados entre a última semana de setembro e a primeira de dezembro. Pelos dados reunidos até agora, 2015 teve pelo menos 839 óbitos provocados pela doença, o maior número registrado na história desde que o vírus, transmitido pelo Aedes aegypti, voltou ao País, em 1982. Em 2013, que apresenta a segunda maior marca, foram 674 mortes.
Recorrência
A antecipação de casos de dengue, embora rara, não é inédita. Nos verões de 2001-2002 e 2009-2010, o aumento precoce do número de casos também foi registrado. “Foram anos em que a epidemia de dengue foi mais intensa”, diz Siqueira Júnior.
Para o professor, o fato de a alta de casos já estar em curso não significa, por si só, que a epidemia será mais grave. “Havia uma esperança de que 2016, depois do aumento tão expressivo de 2015, tivesse um comportamento melhor. Mas, em dengue, não há previsões. Você sempre pode ter risco de epidemia no País, porque há sempre uma parcela da população suscetível.” Há uma combinação de fatores que definem problema: o clima, a população de mosquitos e população suscetível ao vírus circulante no ano.
Para Siqueira Júnior, no entanto, os números têm de ser analisados de uma nova forma neste ano. Embora isolados já sejam bastante preocupantes – uma vez que a dengue pode levar à morte -, os dados indicam haver uma população expressiva do mosquito, vetor também da chikungunya e do zika, vírus apontado como a causa do crescimento do número de microcefalia no País em 2015.
A estatística dá mostra do risco de a população enfrentar agora uma tríplice epidemia: dengue, chikungunya e zika. “(O Boletim Epidemiológico) É um reforço para a necessidade de se combater o mosquito”, diz o professor. Siqueira Júnior observa que a epidemia, além dos riscos à população, sobrecarrega os sistemas de saúde.
Ele avalia também que as estatísticas brasileiras são transparentes e feitas de forma a retratar o alcance da dengue em toda a população. “Não são todos os países que adotam essa metodologia. Isso faz com que nossos números sejam muito impressionantes, mas não significa que sejamos os únicos.
Fonte: Jornal Estado de São Paulo

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Hospital Adão Pereira Nunes fecha emergência na Baixada Fluminense


Hospital na Baixada Fluminense fechou portas da emergência
Hospital na Baixada Fluminense fechou portas da emergência Foto: Pedro Teixeira / Agência O GloboO Globo


Um dia após o fechamento da emergência do Hospital da Mulher, em São João de Meriti, mais um hospital da Baixada Fluminense fechou as portas da emergência por conta da crise do estado. Pacientes que procuraram atendimento no Hospital estadual Adão Pereira Nunes (Saracuruna), em Duque de Caxias, tiveram que voltar para casa ou procurar outra unidade. Isso porque desde a madrugada desta terça-feira o hospital recebe apenas quem sofre de casos mais graves. De acordo com funcionários que não quiseram se identificar, a situação chegou a este ponto devido a falta de insumos e até de medicamentos.
— Faltam seringas, luvas para fazer os procedimentos e até alguns medicamentos. Por isso, a equipe de funcionários preferiu fechar setores como ambulatórios, maternidade e o pronto atendimento. É muito difícil trabalhar assim. — afirma uma enfermeira terceirizada. — Lá dentro (do hospital) há pacientes que precisam de cirurgias e estão em condições de operar, mas os procedimentos não acontecem por falta de condições. Principalmente na especialidade ortopédica.
Durante a madrugada, as entradas do hospital estavam fechadas, exceto por uma lateral, onde os casos mais graves eram recebidos. O enteado de dez anos do aposentado Jorge Ferreira, de 66, foi um dos que saíram da unidade sem atendimento. O menino reclamava de dores oriundas de uma lesão no pé.
— Isso é um descaso. Passei pela UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Piabetá e nos mandaram para cá. O garoto pode estar com o dedo quebrado, o pé dele está inchado. Falaram para a gente que só estavam atendendo casos de emergência. Agora só Deus — reclama o aposentado.
Nervosa, a mãe do menino contou que o filho se machucou no domingo. E, desde então, procura atendimento:
— Meu filho nem consegue andar direito. É uma situação crítica, uma vergonha. É muito constrangedor para uma mãe recorrer a uma pessoa que pode ajudar e eles virarem as costas — desabafa.
Com um cisto na face, o mecânico Hugo de Araújo, de 42 anos, também deixou o hospital durante a madrugada sem atendimento. Após receber um encaminhamento médico de um posto de saúde, ele esperava ser avaliado por um otorrino, já que sente dores na cabeça e não consegue dormir por isso. Além disso, Hugo afirma que ocorrem sangramentos recorrentes pelo nariz e pelos ouvidos.
— Me disseram que é uma coisa normal. Respondi que não é normal deitar com dor de cabeça e não conseguir dormir. A cabeça lateja, e tem um sangramento pelo ouvido e pelo nariz — afirma ele, que estava com um acesso para medicação em um dos braços. — Cheguei para tentar uma avaliação e também a drenagem do que precisa ser retirado. Fico um zumbi durante à noite e sem saber o que está acontecendo (comigo), ainda tem o estresse e a agitação. Você surta.
A história foi um poco diferente com a filha de um ano e seis meses de Jéssica da Silva Martins. Ela levou a criança, que estava com febre e vomitava, para ser atendida no hospital. Depois de pelo menos três horas, a menina, que possui necessidades especiais, foi atendida.
— Ficamos muito tempo para sermos atendidos. Não tem medicação, seringa, luvas — diz Jéssica, que, apesar do demora, entende a posição dos profissionais da saúde. — Eles não têm condições de trabalhar. Não tem nem Dipirona que é um medicamento mais simples.
Durante a espera, Jéssica relatou que uma mulher grávida chegou ao hospital para o parto. A paciente, de acordo com ela, precisou ser transferida para outro hospital já que não havia sequer luvas no local.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Marília Pêra mostrou o que é arte em todos os espaços onde atuou

Marília Pêra mostrou o que é arte em todos os espaços onde atuou

Artista intensa, de múltiplos talentos, Marília dominava todos os gêneros e brilhou fazendo comédia, drama e musicais no teatro, cinema e televisão.

Marília Pêra teve uma vida artística intensa. Filha de atores, ela se orgulhava de dizer que subiu pela primeira vez num palco ainda bebê, com 19 dias.
Uma artista inteira, entregue, íntegra. Marília Soares Pêra - uma carioca do Brasil. No preparo para o ofício de ser atriz fez bonito com os pés de bailarina, com a voz de cantora. Com o dom de atuar.
“Você tem que ser malabarista, trapezista, palhaço, vedete, você tem que ter todas as tuas possibilidades prontas”, dizia a artista.
Na junção de tantas habilidades, era inevitável virar uma estrela. Em cada papel, o respeito e o amor dos grandes artistas, herança de uma linhagem de atores.
“Eu nasci numa família de artistas de teatro. Meu pai, Manoel Perâ, minha mãe, Dinorá Marzulo, a mãe da minha mãe, Antônia Marzulo, o irmão do meu pai, Abel Pêra, todos eram atores”, relatou a atriz.
O pai ainda tentou mudar o rumo da história.
“O meu pai, ele não queria que eu fosse atriz, de jeito nenhum, a profissão de ator naquela época era muito sacrificada e eles tinham uma vida dura, duríssima, ele sonhava que eu fosse uma pianista clássica e que eu pudesse sair do Brasil", contou Marília Pêra em entrevista ao Memória Globo, em 2001.
Não teve jeito. O primeiro holofote se acendeu bem cedo na vida de Marília.
“Bom, minha mãe diz que eu entrei no colo de uma atriz, amiga dela, em uma peça em que precisavam de bebê, quando eu tinha 19 dias. Pelas minhas pernas, mesmo, fazendo Medeia, de Eurípedes, quando eu tinha 4 anos, na companhia de Henriette Morineau, fazia a filha de Medeia"acrescentou ela na entrevista.
Teatro foi a primeira paixão e a grande escola da atriz.
“"Eu fui criada dentro das coxias mesmo. Eu me preparei assim, olhando os grandes atores, os médios atores, os maus atores, pelas coxias”, relatou na mesma entrevista.
Na década de 1960, a jovem bailarina já encantava as plateias. Nos anos seguintes, as imagens ainda eram em preto e branco, mas a carreira da atriz começava a ganhar cores.
Se consagrou nos palcos, experimentando gêneros variados. Deu vida a grandes personagens nos musicais: Carmem Miranda, Dalva de Oliveira, Maria Callas.
Doce Deleite, ao lado de Marco Nanini, foi sucesso na década de 80.
E mais recentemente, na montagem sobre a vida da estilista Coco Chanel.
Com o companheiro de muitas produções, Miguel Falabella, fez a última peça, Hello, Dolly.
Sempre inquiteta, consquistou o público e a crítica na direção de peças como O Mistério de Irma Vap, com Ney Latorraca e Marco Nanini.
No cinema, foram mais de 30 longas-metragens.
Viveu Ana Moreno, em Bar Esperança, de Hugo Carvana.
Ao lado de Fernanda Montenegro, Marília era a Irene, de Central do Brasil, de Walter Salles.
Ela foi também as irmãs gêmeas Magda e Magali em Polaroides Urbanas, de Miguel Falabella.
Entre tantos prêmios na carreira, um especial: como a prostituta Suely, em Pixote, a Lei do Mais Fraco, de Hector Babenco.
“Foi o primeiro filme que me deu aquele susto assim, porque eu ganhei um prêmio internacional. Um dia me ligaram e eu tinha ganho o prêmio em Nova York, foi muito bom isso. O Pixote me jogou no mundo”, contou Marília na entrevista ao Memória Globo, em 2001.
Na televisão deixou seu nome marcado em 24 novelas, cinco minisséries, programas especiais e seriados. Participou do começo da TV Globo e cresceu com ela. Atuou em O Cafona, Bandeira 2 e Uma Rosa Com Amor.
Fazer humor não era um esforço. A graça vinha de forma elegante, sutil, sem gritos. Fez o Brasil rir com personagens inesquecíveis, como a Rafaela, de Brega & Chique.
E quando a arte pedia amargura, a entrega era a mesma. Quem não se lembra da vilã Juliana, da minissérie O Primo Basílio?
Fora dos holofotes, era a leveza que ditava o ritmo da vida.
“Eu aprendi que a gente não deve se levar tão a sério. A gente não deve se achar, se você se debocha um pouco, a vida pode ser mais leve. E a esperança com o humor é uma boa filosofia de vida”, ensinava Marília Pêra.
A Marília que o Brasil admirava foi para a avenida numa homenagem da Escola de Samba Mocidade Alegre, de São Paulo.
O último trabalho de Marília Pêra foi no cenário em que ela vivia Darlene, uma maquiadora, no seriado Pé na Cova. Mais um trabalho ao lado do amigo Miguel Falabella.
Nas últimas gravações, no cenário do seriado, Marília Pêra já sentia os reflexos provocados pelo avanço da doença. Na maior parte das cenas ela aparecia sentada por causa das doees. Foi pouco mais de um ano lutando contra a doença, mas sem deixar de lado o prazer de atuar.
Em 72 anos de existência, ela  deixa três filhos, marido, um número incontável de amigos e admiradores e obras inesquecíveis. Uma vida resumida por ela mesma.
“Acho que eu me defino como uma colcha de retalhos de atrizes maravilhosas, de atrizes medianas, de atrizes ruins, uma colcha de retalhos de tudo que eu vi, vivi, senti, aprendi, acho que é isso”, resumiu Marília na entrevista ao Memória Globo, em 2011.
Pra sempre, aplausos a Marília Pêra.
A presidente Dilma, numa rede social, lamentou a morte de Marília Pêra. Disse que o país perde uma das artistas mais talentosas, que dedicou a vida à arte

Aplicativo “Placar do Impeachment” mapeia opiniões dos deputados

O desenvolvedor de aplicativos Mario Moll criou o “Placar do impeachment“, que divide nas colunas “Sim”, “Não” e “Dúvida” as posições dos deputados sobre o impeachment de Dilma Rousseff.
A imagem de cada parlamentar nas colunas “Sim” e “Não” é acompanhada do ícone “Link”, no qual você pode clicar para conferir a posição dele, acessando diretamente uma página que mostra uma de suas declarações reais sobre o tema.
Ao clicar em “Informar”, logo abaixo da imagem de cada parlamentar na coluna “Dúvida”, você mesmo pode enviar um link para alguma página – de rede social, vídeo, reportagem ou qualquer outro meio – que traga uma declaração do parlamentar capaz de definir como “Sim” ou “Não” sua posição sobre o impeachment.
Obviamente, declarações em páginas verificadas ganham a preferência de exibição dado o maior grau de confiabilidade – e o parlamentar em “Dúvida” passa imediatamente à coluna “Sim” ou “Não” após a confirmação de sua posição.
Internautas e os próprios parlamentares estão convidados a contribuir com informações que ajudem o Brasil a ter um quadro político mais transparente durante este processo tão importante para o futuro da nação.
O “Placar do Impeachment” – ativo, mas ainda em fase de construção – pode ser acessado pelo link: http://placarimpeachment.vidapolitica.info/.
Segue uma amostra das definições iniciais.
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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Queimados no combate à hanseníase

Texto: Bruno Anacleto | Foto: Divulgação-PMQ


Ação de conscientização acontece nesta quarta-feira (04)
No Dia Estadual de Combate à Hanseníase, a Secretaria Municipal de Saúde de Queimados realiza nesta quarta-feira, dia 05, a partir das 9h, uma campanha de conscientização com o objetivo de diagnosticar possíveis casos da hanseníase, além de orientar a população sobre a doença na Praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro. No dia, equipes do Programa de Vigilância em Saúde (técnicos, enfermeiros e um dermatologista) vão tirar dúvidas sobre a doença como formas de contágios, distribuir panfletos informativos e fazer avaliações no local.  
Para a secretária municipal de Saúde, Drª Fátima Cristina, o diagnóstico na fase inicial da doença aumenta a eficiência do tratamento. “Quanto mais rápido o diagnóstico, maiores são as chances de cura com o tratamento adequado. Como são longos períodos de tratamento, de seis a doze meses ininterruptos dependendo do caso, infelizmente muitos pacientes acabam abandonando-o. Por isso, a importância de conscientizar e informar à população sobre a doença”, comentou.
O diagnóstico da doença constitui na aplicação de testes de sensibilidade, força motora e palpação dos nervos dos braços, pernas e olhos. O programa municipal de hanseníase atende de segunda à sexta, das 8h às 17h, na Vigilância em Saúde (Avenida Irmãos Guinle, n° 673 – Centro). Os interessados podem entrar pelo telefone: (21) 2665-5815. 
Doença
A hanseníase, conhecida oficialmente por este nome desde 1976, é uma das doenças mais antigas da história da medicina. É causada pelo bacilo de Hansen, o mycobacterium leprae, também vulgarmente conhecida como “lepra”. Ela é um parasita que ataca a pele e nervos periféricos, mas pode afetar outros órgãos como o fígado, os testículos e os olhos. A doença é infectocontagiosa e se manifesta através de lesões na pele como manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou acastanhadas em qualquer parte do corpo. Os locais de maior incidência são no rosto, orelhas, costas, braços, nádegas e pernas.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Polícia prende principal quadrilha da Cracolândia

Cracolândia
Cracolândia(Eduardo Gonçalves/VEJA.com)
Uma operação da Polícia Civil de São Paulo nesta quinta-feira terminou com a prisão onze pessoas ligadas ao tráfico de drogas na Cracolândia, no Centro da capital paulista. Entre os presos está o homem apontado pelas investigações como o número um do tráfico na região. Com os suspeitos, foram apreendidos 66.800 reais e 8,5 quilos de crack, além de veículos, duas armas de fogo e produtos usados para misturar entorpecentes.
Ao todo, catorze suspeitos foram identificados pelo Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), durante investigação iniciada há quatro meses. Eles são apontados como os principais responsáveis por abastecer o "fluxo" da Cracolândia.
As prisões aconteceram na casa dos acusados, nas Zonas Leste (Itaquera, Lageado e Guaianazes), Norte (Cachoeirinha) e também no Centro. Dos presos, três eram mulas - como são chamadas pessoas transportam drogas escondidas para distribuição.
Givanildo Ferreira da Silva, conhecido como Alemão, é apontado como o principal atacadista do esquema. Ele foi flagrado com 29.000 reais, além de dois quilos de crack. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Silva tem passagem por receptação. Outros quatro presos também têm antecedentes criminais.
Uma das cinco mulheres detidas, conhecida como "Tia", é acusada de participar do tráfico há dezoito anos na Cracolândia. Com ela, os policiais apreenderam 37.800 reais e um quilo de crack. O restante da droga, cerca de 5,5 kg, foi encontrado com um homem que atuaria na região há cinco anos. As investigações apontam que ele adquiria a droga com Silva para depois distribuir para os usuários da região.
11 suspeitos de tráfico de drogas para a região da cracolândia foram presos pelo departamento de narcóticos da Polícia Civil
Polícia Civil de São Paulo prende onze acusados de tráfico na Cracolândia(Ernesto Rodrigues/Folhapress)